Bayard Demaria Boiteux (1916 - 2004)

NA ESCOLA, TAL COMO NO MUNDO, TODOS SOMOS PROFESSORES E TODOS SOMOS ALUNOS.
(Faculdade Economia Porto)

sexta-feira, novembro 21, 2008

Os Fonogramas Riscados - 1

o Governo, prepara-se para, por intermédio das Câmaras Municipais afectas ao Partido e na conquista das associações de estudantes e associações de Pais e Encarregados de Educação, controlar a eleição dos futuros reitores e nos entrementes, amnistiar alguns dos seus militantes que, enquanto PCEs tiveram uns pecadihos, estilo Oliveira e Costa, têm sofrido sanções faz de conta. Claro que os Teles, deste país, Burkina Faso da Europa do Meio, estão filiados no PS e no PSD, estão sempre como Poder, mas nem o PS nem o PSD precisam de saber da outra metade da questão.
O problema, normalmente tende a acontecer, quando o CGT é obrigado a definir e nomear, precocemente, o futuro reitor e nesta altura do campeonato, o PS sente que está a pisar areias movediças, face ao processo de contestação à política educativa.
Em Maio/Junho os professores andarão distraídos com as eleições...

domingo, novembro 16, 2008

A Vida das Memórias

Faleceu, no princípio do mês, um amigo, um conterrâneo e um colega de excepcionais qualidades pedagógicas e humanistas. Um Homem Bom e Uma referência para todos os Professores: Dr. António Taborda.

sábado, novembro 15, 2008

A Democracia Orgânica do PS -1

Depois das tomadas de posição dos membros do Conselho Pedagógico e dos Professores do Conselho Executivo, de solicitarem a suspenção do processo de avaliação de desempenho, nos moldes delirantes impostos pelo ME, da Escola Secundária de Alberto Sampaio, Braga, parece que os professores, em cada Departamento, com registo em acta (decisões e declarações de voto individuais), nos termos legais, ir-se-ão pronunciar, na próxima semana, sobre todas as implicações decorrentes da aceitação ou recusa na aplicação deste processo iníquo.
Estes procedimentos têm em vista desatorizar quaisquer críticas de violação da lei, propaladas, em termos de ameaças, por parte deste Governo.
Sócrates diz que vivemos em Democracia, mas será que sabe governar em Democracia?
Fala em respeito à Lei, tal como aconteceu aos Professores que se manifestaram em apoio a Norton de Matos e a Humberto Delgado, mas será que a sua família respeita as Leis?
Se querem respeito pelas leis, penso que todos os Professores devem Sabotar Todo o Processo:
Dar Fichas de Avaliação com as Respectivas Soluções e para os mais Distraídos, repetir a dose.
Deste modo, Todos os Alunos obterão 20 valores, mesmo que nada saibam. Estatísticamente, o Governo, o ME e o Albino Almeida /Confap Agradecem.

quinta-feira, novembro 13, 2008

Os Ovos da JS..., ao serviço da Pátria?

Com insinuações torpes, Jorge Pedreira tentou lançar para cima dos professores a culpa dos atentados, à respectiva integridade física e mental, por parte de alguns alunos. Estando dentro das instalações, conseguiu identificar a origem dos desordeiros: alunos externos à escola e sob a batuta dos contestatários à actual política do ME.
Tal como aconteceu em Fafe, parece que existe uma política de promoção da vitimização, por parte destes betinhos travestidos de profissionais do disparate político.
Assim, parece haver uma acção concertada das estruturas partidárias do Partido Socialista, para gerarem actos de vandalismo, como os Freikorps do partido nazista; não é de admirar que isto aconteça agora, na medida em que, nas manifestações de 8 de Março e de 8 de Novembro, houve uma atitude, generalizada, de civismo, de cidadania, por parte dos professores e que gorou eventuais expectativas do Governo perante a ocorrência de distúrbios.
Como poderiam ser os Professores os organizadores destes desacatos, se foi o próprio ME a desautorizar os docentes, perante discentes, pais e opinião pública.
Então, dentro do mesmo espirito, com toda a propriedade, também podemos insinuar que todas as agressões dos alunos aos professores foram instigadas por José Sócrates, Maria de Lurdes Rodrigues, Jorge Pedreira, Valter Lemos, et alii.
O Reitor Sampaio da Nóvoa que, nos primeiros meses do actual Governo, apoiou inequivocamente MLR e as respectivas diatribices sobre os professores dos graus inferiores de ensino: era um apoiante da Ministra e um crítico feroz das aspirações dos professores, em termos de defesa dos respectivos Direitos e Deveres; estávamos perante, uma MLR travestido/Clonado.
Agora, lamenta e demite-se das suas funções, quando a sua Tutela lhe atribui o título de Gestor Incompetente.

quarta-feira, novembro 12, 2008

O Engenheiro não sabe a Tabuada

Até hoje, S.ª Eminência, sr. Pinto de Sousa invocava a existência de 20 000 professores avaliados, dos quais 14 000 teriam obtido as classificações de Muito Bom e de Excelente (70%?): desconhece as % de quotas de avaliação.
Hoje, em Ponte de Lima, alterou ligeiramente o discurso, ao afirmar que dos 20 000 professores, 1 400 obtiveram Excelente (7%): continua a desconhecer as % de quotas de avaliação.
O Primeiro apenas demonstrou que a respectiva licenciatura obtida, teve o estilo, que está subjacente ao funcionamento dos CNOs: Sucesso Educativo via Email/Fax/Telegrama/Carta via Verde ou Azul.
Quem faz Demagogia Política?
Quem Mente?
Quem Inventa os Factos?
Quem anda a Desinformar a opinião pública?
Quem subverteu os princípios do entendimento, entre Sindicatos e o ME, através de circulares e instruções que enviesaram os procedimentos acordados?
Se, em Fafe, os alunos fizeram isso, com os ovos, está mal; mas, há quem diga que houve uma mãozinha marota de elementos da JS de Braga, na dita provocação.

terça-feira, novembro 11, 2008

Disparate da Natureza - 2

A Tautologia da Comunicação
Tapar o Sol com a Peneira
Afinal de contas, tanta intransigência e de repente parece que o adiar dos resultados da avaliação de desempenho é adiado 4 anos e, no entanto, nada de novo foi acrescentado, se a avaliação terminaria em junho, como poderiam os respectivos resultados condicionarem os concursos de Janeiro/Fevereiro do próximo ano? Porque o actual modelo continuará a ser válido para os contratados.
O Governo começa a ficar nervoso, com o apresentar de sintomas de neurose/psicótica aguda crónica eleitoral.
Se o Governo estivesse de boa fé apresentava propostas alternativas válidas como:
1 - Revogação das normas diferenciadoras da carreira (ou então contava toda a carreira docente e todos os cargos de enriquecimento padagógico) e de acesso à carreira.
2 - Fazer uma Repristinatização das normas sobre a avaliação inerente ao antigo ECD, com as adequadas alterações, na medida em que o anterior Satisfaz corresponde ao actual Bom, e os MB e Excelentes ficariam na dependência da apresentação e discussão de uma Prova Pública, por um Júri e os Insuficientes seriam equivalentes e não estariam sujeitos a arquivamento/revogação, por parte da Tutela, consoante as cunhas.
3 - Fim das quotas de subida na carreira; se quiserem, estabeleçam número máximo de professores que podem, em cada ano, estarem posicionados, em cada escalão/Escola/Grupo Disciplinar (!).
4 - Fim do limite de horas lectivas/Escola por parte dos contratados.
5 - Fim das restrições de mobilidade em concursos.
6 - Fim da dupla valorização dos mestrados e doutoramentos - progressão da carreira em 4 ou 6 anos e depois, 15 e 30 pontos.
7 - Fim do modelo de gestão não democrática, por parte das Escolas
8 - Subsídios às Escolas Privadas iguais aos custos de funcionamento das Escolas Públicas
9 - Escolas Privadas que façam selecção na entrada de alunos perdem subsídios
10 - Impor Qualidade na avaliação dos alunos e não a quantidade estatística do falso sucesso educativo.
11 - Recolocar Disciplina, sem autoritarismos, de respeito mútuo entre professores e alunos.
12 - Nem Laixismo nem Autoritarismo.
etc., etc., etc., etc.
Ora, este Governo, de sumidades incompetentes esticou a corda da confrontação radical que, qualquer atitude que tome ficará fragilizado: se aceita a vontade dos docentes, perde a face e arrisca-se a abrir outras frentes de batalha, em outros sectores da administração pública, mas, se continua intansigente arrisca-se a perder as eleições.
Estará sempre ... lixado.
No caso do BPN e de outros 2 Bancos, cede na ética e há dinheiro para compensar os ilustres ladrões e corruptos...

segunda-feira, novembro 10, 2008

A Ministra do Nosso Descontentamento - 4

A Escola com melhor classificação de avaliação externa não está com a Ministra
Proposta de suspensão do modelo de avaliação do desempenho docente aprovada por unanimidade em reunião do Conselho Pedagógico da ESAS, em 05/11/2008 Exma. Senhora Ministra da Educação Embora reconheça e reafirme a importância da avaliação enquanto processo que contribui para a melhoria das organizações, o Conselho Pedagógico da Escola Secundária de Alberto Sampaio vem solicitar a suspensão da aplicação do actual modelo de avaliação do desempenho docente, considerando que: § A avaliação de desempenho do pessoal docente, mais do que um processo de controlo e de prestação de contas, deve ser um processo que contribua para o desenvolvimento pessoal e profissional dos docentes e para a melhoria da escola; § Por ser demasiado complexo, burocrático e ocupar demasiado tempo e recursos, este modelo de avaliação não contribui para o desenvolvimento profissional dos professores nem para a melhoria do serviço educativo prestado pela escola; § O modo como decorreu o primeiro concurso para Professor Titular provocou um problema de (falta de) legitimidade dos potenciais professores avaliadores; § Este modelo de avaliação não teve um período de experimentação que permitisse averiguar as dificuldades de implementação e introduzir as correcções necessárias; § Ao contrário do que o próprio modelo preconiza, a sua eventual aplicação está já a provocar uma diminuição do trabalho de equipa, das relações de partilha e cooperação e, principalmente, a criação de um ambiente de tensões e conflitos, prejudicial ao desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem; § O ruído associado ao processo de avaliação do desempenho está a desviar a actividade dos professores do seu foco principal, a saber, ensinar; § O Ministério da Educação falhou e revelou total incapacidade ao não emitir, de uma só vez, todas as orientações essenciais para a implementação da ADD, desvirtuando a transparência, a coerência e a verdade de todo este processo. Braga, Escola Secundária de Alberto Sampaio, 5 de Novembro de 2008

sexta-feira, novembro 07, 2008

A Ministra do Nosso Descontentamento - 3

CAROS COLEGAS E CAROS AMIGOS NO DIA 4 DE NOVEMBRO, TERÇA -FEIRA, 129 PROFESSORES DAS ESCOLAS QUE CONSTITUEM O AGRUPAMENTO DE PALMEIRA - BRAGA (10 do 1º. Ciclo - que fecharam as suas portas durante o tempo da reunião -, 4 Jardins, 6 jardins integrados no 1º. Ciclo e a EB2,3) REUNIRAM-SE ENTRE AS 9H. E AS 12H. (justificando a sua ausência do serviço lectivo ao abrigo da lei sindical) TENDO COMO ORDEM DE TRABALHOS: - O NOVO MODELO DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO; - INFORMAÇÕES. FOI APRESENTADA UMA MOÇÃO QUE PROPUNHA A SUSPENSÃO DO NOVO MODELO DE AVALIAÇÃO. A MESMA DEPOIS DE ANALISADA E DISCUTIDA FOI POSTA À CONSIDERAÇÃO DOS PROFESSORES PRESENTES. FOI APROVADA POR UNANIMIDADE E SUBSCRITA PELOS 129 PROFESSORES. Foi um momento de grande emoção. Alguns tiveram que fazer um esforço para esconderem as lágrimas que teimavam em escorrer pelas suas faces! De pé, todos os professores presentes saudaram, com um coro ensurdecedor de palmas, a aprovação unanime da moção. Não tivemos medo! Não nos resignamos! Não nos calamos! Quisemos dizer com esta nossa atitude: - BASTA! CHEGA! Queremos ser professores respeitados. Queremos ser professores que têm como principal e fundamental missão ensinar os seus alunos. Denunciamos com a aprovação da moção bem como a sua subscrição: - A divisão dos professores em duas categorias; - A visão controladora e não reguladora da avaliação; -O aumento asfixiante do trabalho burocrático; -A emergência de um clima de insatisfação, mal-estar e até de conflitualidade, o que lesa gravemente o objectivo fundamental da carreira docente – a aprendizagem dos alunos; - As injustiças e incongruências no "recrutamento" dos avaliadores aquando da divisão da classe em duas carreiras; - As mentiras da Ministra da Educação bem como do 1º. Ministro (nomeadamente quando tiveram a "lata" de dizer publicamente que os professores não eram ou nunca tinham sido avaliados)! O 2º. ponto serviu para esclarecer algumas dúvidas e, sobretudo, apontar baterias para a GRANDE MARCHA DO DIA 8. Estamos mobilizados cerca de 90 professores para dar voz à nossa causa, à nossa luta!

quinta-feira, novembro 06, 2008

A Ministra do Nosso Descontentamento - 2

A Avaliação
Caros colegas, Ando, há já algum tempo, a vasculhar o Código do Procedimento Administrativo (CPA). Deparei-me, recentemente, com duas situações graves. De acordo com o raciocínio (que vou apresentar e fundamentar), a ADD, nos presentes moldes, poderá ter os dias contados. Cá vai: Comecemos por atender ao que diz os artigos 3º e 4º do CPA, que nos servem de introdução: Artigo 3º Princípio da legalidade 1 - Os órgãos da Administração Pública devem actuar em obediência à lei e ao direito, dentro dos limites dos poderes que lhes estejam atribuídos e em conformidade com os fins par que os mesmos poderes lhes foram conferidos. Artigo 4º Princípio da prossecução do interesse público Compete aos órgãos administrativos prosseguir o interesse público, no respeito pelos direitos e interesses legalmente protegidos dos cidadãos. Ora, quando chegamos aos artigos 6º e 6ºA, já vou fazer alguns realces: Artigo 6º Princípios da justiça e da imparcialidade No exercício da sua actividade, a Administração Pública deve tratar de forma justa e imparcial todos os que com ela entrem em relação. Artigo 6º-A Princípio da boa fé 1 - No exercício da actividade administrativa e em todas as suas formas e fases, a Administração Pública e os particulares devem agir e relacionar-se segundo as regras da boa fé. 2 - No cumprimento do disposto nos números anteriores, devem ponderar-se os valores fundamentais do direito, relevantes em face das situações consideradas, e, em especial: a) A confiança suscitada na contraparte pela actuação em causa; b) O objectivo a alcançar com a actuação empreendida. Parece ter ficado bem claro, pela leitura dos artigos anteriores, que devemos sempre assegurar a imparcialidade em todos os actos. Aqui é que está o busílis da questão! Ora vejam: 1) Os coordenadores têm quotas próprias para acederem ao Muito Bom e ao Excelente, certo? (Resposta: CERTO); 2) Os restantes professores, incluindo os titulares em quem foram delegadas competências de avaliador, têm outras quotas, certo? (Resposta: CERTO); Então, quer dizer, que se eu for avaliado por um colega no qual o coordenador delegou competências, eu e ele concorremos às mesmas quotas, certo? (Resposta: CERTO) E não haverá aqui, por acaso, um conflito de interesses? Como pode este avaliador garantir a imparcialidade e suscitar confiança na contraparte? Até pode ser muito boa pessoa, não duvido, mas estes princípios têm de ser garantidos, legalmente! Então, o que se pode fazer? SOLUÇÃO 1: acabam com as quotas e está o caso resolvido (acham que o ME vai nesta!? Eu também não, por isso, avancemos!) SOLUÇÃO 2: Pela leitura do artigo 44º do CPA, sobretudo do que vou realçar: SECÇÃO IV Das garantias de imparcialidade Artigo 44º Casos de impedimento Nenhum titular de órgão ou agente da Administração Pública pode intervir em procedimento administrativo ou em acto ou contrato de direito público ou privado da Administração Pública nos seguintes casos: a) Quando nele tenha interesse, por si, como representante ou como gestor de negócios de outra pessoa; b) Quando, por si ou como representante de outra pessoa, nele tenha interesse o seu cônjuge, algum parente ou afim em linha recta ou até ao 2º grau da linha colateral, bem como qualquer pessoa com quem viva em economia comum; c) Quando, por si ou como representante de outra pessoa, tenha interesse em questão semelhante à que deva ser decidida, ou quando tal situação se verifique em relação a pessoa abrangida pala alínea anterior; d) Quando tenha intervindo no procedimento como perito ou mandatário ou haja dado parecer sobre questão a resolver; e) Quando tenha intervindo no procedimento como perito ou mandatário o seu cônjuge, parente ou afim em linha recta ou até ao 2º grau da linha colateral, bem como qualquer pessoa com quem viva em economia comum; f) Quando contra ele, seu cônjuge ou parente em linha recta esteja intentada acção judicial proposta por interessado ou respectivo cônjuge; g) Quando se trate de recurso de decisão proferida por si, ou com a sua intervenção, ou proferida por qualquer das pessoas referidas na alínea b) ou com intervenção destas. 2 - Excluem-se do disposto no número anterior as intervenções que se traduzam em actos de mero expediente, designadamente actos certificativos. O avaliador, em quem foram delegadas competências, tem em mãos um caso de impedimento, uma vez que por si (é candidato às mesmas quotas) tem interesse no acto. Deve, por isso, dar cumprimento ao estipulado no artigo 45º, particularmente o que vem realçado: Artigo 45º Arguição e declaração do impedimento 1 - Quando se verifique causa de impedimento em relação a qualquer titular de órgão ou agente administrativo, deve o mesmo comunicar desde logo o facto ao respectivo superior hierárquico ou ao presidente do órgão colegial dirigente, consoante os casos. 2 - Até ser proferida a decisão definitiva ou praticado o acto, qualquer interessado pode requerer a declaração do impedimento, especificando as circunstâncias de facto que constituam a sua causa. 3 - Compete ao superior hierárquico ou ao presidente do órgão colegial conhecer a existência do impedimento e declará-lo, ouvindo, se considerar necessário, o titular do órgão ou agente. 4 - Tratando-se do impedimento do presidente do órgão colegial, a decisão do incidente compete ao próprio órgão, sem intervenção do presidente.
O que acarretará o estipulado no artigo 46º: Artigo 46º Efeitos da arguição do impedimento 1 - O titular do órgão ou agente deve suspender a sua actividade no procedimento logo que faça a comunicação a que se refere o n.º 1 do artigo anterior ou tenha conhecimento do requerimento a que se refere o n.º 2 do mesmo preceito, até à decisão do incidente, salvo ordem em contrário do respectivo superior hierárquico. 2 - Os impedidos nos termos do artigo 44º deverão tomar todas as medidas que forem inadiáveis em caso de urgência ou de perigo, as quais deverão ser ratificadas pela entidade que os substituir. O presidente do CE, seguindo a lei, e para dar cumprimento ao artigo 47º, só vai conseguir substituir o avaliador pelo coordenador! Vai ser lindo, vai! Artigo 47º Efeitos da declaração do impedimento 1 - Declarado o impedimento do titular do órgão ou agente, será o mesmo imediatamente substituído no procedimento pelo respectivo substituto legal, salvo se o superior hierárquico daquele resolver avocar a questão. 2 - Tratando-se de órgão colegial, se não houver ou não puder ser designado substituto, funcionará o órgão sem o membro impedido. Agora prestem atenção aos artigos 48º e 49º, mais uma vez realçando o mais importante: Artigo 48º Fundamento da escusa e suspeição 1 - O titular de órgão ou agente deve pedir dispensa de intervir no procedimento quando ocorra circunstância pela qual possa razoavelmente suspeitar-se da sua isenção ou da rectidão da sua conduta e, designadamente: a) Quando, por si ou como representante de outra pessoa, nele tenha interesse parente ou afim em linha recta ou até ao 3º grau de linha colateral, ou tutelado ou curatelado dele ou do seu cônjuge; b) Quando o titular do órgão ou agente ou o seu cônjuge, ou algum parente ou afim na linha recta, for credor ou devedor de pessoa singular ou colectiva com interesse directo no procedimento, acto ou contrato; c) Quando tenha havido lugar ao recebimento de dádivas, antes ou depois de instaurado o procedimento, pelo titular do órgão ou agente, seu cônjuge, parente ou afim na linha recta; d) Se houver inimizade grave ou grande intimidade entre o titular do órgão ou agente ou o seu cônjuge e a pessoa com interesse directo no procedimento, acto ou contrato. 2 - Com fundamento semelhante e até ser proferida decisão definitiva, pode qualquer interessado opor suspeição a titulares de órgãos ou agentes que intervenham no procedimento, acto ou contrato. Artigo 49º Formulação do pedido 1 - Nos casos previstos no artigo anterior, o pedido deve ser dirigido à entidade competente para dele conhecer, indicando com precisão os factos que o justifiquem. 2 - O pedido do titular do órgão ou agente só será formulado por escrito quando assim for determinado pela entidade a quem for dirigido. 3 - Quando o pedido for formulado por interessados no procedimento, acto ou contrato, será sempre ouvido o titular do órgão ou agente visado. Acontece que, no ponto 1, do artigo 48º, onde se lê “ O titular de órgão ou agente deve pedir…” deve entender-se que “O titular de órgão ou agente tem de pedir…”. Quem o diz é o artigo 51º: Artigo 51º Sanção 1 - Os actos ou contratos em que tiverem intervindo titulares de órgão ou agentes impedidos são anuláveis nos termos gerais. 2 - A omissão do dever de comunicação a que alude o artigo 45º, n.º 1, constitui falta grave para efeitos disciplinares. Ter-me-á escapado alguma coisa? É que, se não escapou, o melhor ainda está para vir. Ora vejam só: 1- As notas dos alunos contam para a nossa avaliação, certo? (Resposta: CERTO) 2- Então, nós somos parte interessada no acto (=reuniões de avaliação) de atribuição das notas, certo? (Resposta: CERTO) E não haverá aqui, por acaso, um conflito de interesses? Como podemos nós garantir a imparcialidade e suscitar confiança na contraparte (=Enc.Educação)? Até podemos ser muito boas pessoas, sem dúvida, mas estes princípios têm de ser garantidos, legalmente! Então, o que se pode fazer? SOLUÇÃO 1: as notas dos alunos deixam de contar para anossa avaliação e está o caso resolvido (Mais uma vez pergunto: acham que o ME vai nesta!? Talvez, vamos ver!) SOLUÇÃO 2: (A partir daqui só iria repetir-me. Mas estão a ver a situação se todos declararmos impedimento para atribuir notas? Por vocês não sei, mas eu não ter sanção disciplinar no meu registo biográfico, portanto, VOU DECLARAR IMPEDIMENTO!) Terminei, para já, pois ando aqui a matutar noutra. Abraços, Joaquim Mota EB 2,3 de Lamaçães

quarta-feira, novembro 05, 2008

Fenprof desafia professores a suspenderem já a avaliação

01.11.2008, Graça Barbosa Ribeiro in Publico Maria de Lurdes Rodrigues avisou ontem que os professores que não se sujeitarem à avaliação não vão progredir na carreira. O dirigente da Fenprof e porta-voz da Plataforma Sindical, Mário Nogueira, respondeu aconselhando a ministra da Educação a "ganhar juízo" e "os professores a não terem medo". Com o clima de tensão a crescer, a uma semana do protesto nacional, Nogueira desafia os docentes não a pedirem suspensão, mas a suspenderem, de facto, o processo. "Quanto mais escolas o fizerem, menos espaço a ministra terá para ameaças", argumenta.Quantas escolas já suspenderam o processo de avaliação ou pediram ao ministério que o fizesse? Cerca de 80, como calculam os dirigentes da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE)? Mais, segundo as indicações da Fenprof? Muito mais, de acordo com a contabilidade feita nalguns blogues? Ou nenhuma, como acredita a ministra, que, segundo a Lusa, ontem assegurou que não há escolas a rejeitar a avaliação, mas sim, e apenas, alguns professores? No dia em que também 90 dos 93 professores da Secundária Infanta Dona Maria de Coimbra (a primeira pública no ranking das escolas) anunciaram que decidiram suspender a avaliação, as afirmações da ministra soaram a "provocação" e a "ameaça". Pelo menos aos ouvidos de Mário Nogueira. "A ministra que tenha juízo. E vergonha, por colocar o seu interesse político à frente do interesse da escola pública", aconselhou.De acordo com o dirigente, os professores não devem apenas pedir a suspensão, nem fazê-lo de forma individual. "Devem subscrever abaixo-assinados pedindo aos órgãos da escola que suspendam o processo de imediato. E, na próxima semana, será uma boa altura", sugeriu. Consequências? "Não tenham medo. Quanto mais escolas o fizerem menos espaço a ministra tem para ameaças". A estratégia tem o acordo dos movimentos independentes de professores. Octávio Gonçalves, porta-voz do Promova, assegurou ontem à Lusa que às "ameaças e obstinação do Governo" os professores, que "não querem assistir à destruição da escola pública", vão responder com "a mesma obstinação".

terça-feira, novembro 04, 2008

A Ministra do Nosso Descontentamento - 1

MOÇÃO COM VISTA À SUSPENSÃO DA APLICAÇÃO DO NOVO MODELO
Exmo. SenhorPresidente do Conselho Executivo e do Conselho Pedagógico da Escola Secundária com 3ºciclo de Lousada À luz de manifestações similares em outros outras escolas do país, os professores da Escola Secundária de Lousada declaram o seu mais veemente protesto e desacordo perante o novo Modelo de Avaliação de Desempenho introduzido pelo Decreto Regulamentar n.º 2/2008. Não questionam a avaliação de desempenho como instrumento conducente à valorização das suas práticas docentes, com resultados positivos nas aprendizagens dos alunos e promotor do desenvolvimento profissional. Consideram que a Avaliação de Desempenho constitui assunto demasiado sério, que deve resultar de uma ampla e séria discussão, não devendo, por isso, estar sustentada em arbitrariedades, desconfiança, vazio de conteúdo, nem em números que apenas servem os propósitos de um governo que esquece alguns dos valores maiores de uma educação humanista e humanizada que se pretende. Advogam um modelo de avaliação resultante de um amplo debate nacional entre professores, seus legítimos representantes e a tutela, consistente, que motive os professores e fomente a qualidade e o prestígio da escola pública. O Modelo de Avaliação regulamentado pelo Decreto Regulamentar nº. 2/2008 não assegura a justiça, a imparcialidade e o rigor, nem valoriza, de facto, o desempenho dos docentes. Assim, os professores abaixo assinados, consideram este Modelo de Avaliação: · excessivamente burocrático, muito complexo, obrigando ao preenchimento de um grande número de fichas com um sem número de indicadores. Torna-se, por isso, inexequível, sendo inviável praticá-lo segundo critérios de rigor, imparcialidade e justiça. · estrangulador de um ambiente de trabalho colaborativo e de partilha, por isso mesmo, sem qualquer mais valia pessoal e/ou profissional. Esta situação é agravada pelo estabelecimento de quotas que também não consideram a realidade de cada escola. · opressor dos professores, porque os obriga a desdobrarem-se em múltiplas tarefas, não deixando o tempo necessário para o desenvolvimento do trabalho pedagógico e acompanhamento dos alunos, subvertendo, assim, a essência do trabalho dos professores.
1-Relevância das classificações dos alunos
a) Ao contrário da convicção dos responsáveis pela área da Educação, considera-se que não é legítimo subordinar, mesmo que em parte, a avaliação do desempenho dos professores e a sua progressão na carreira, ao sucesso dos alunos e ao abandono escolar (Decreto Regulamentar nº 2/2008, Artigo 8º, ponto 1, alínea b), desprezando-se uma enormidade de variáveis e de condicionantes que escapam ao controlo e à responsabilidade do professor, tendo em conta a dificuldade fáctica em ponderar, objectivamente, a diversidade e a incomparabilidade de casos e situações. Desta forma, criam-se condições desiguais entre colegas – por exemplo, as turmas são constituídas por alunos com diferentes motivações e especificidades; há disciplinas em que a obtenção de sucesso está mais facilitada, pelo que os resultados da avaliação dos alunos serão comparados entre disciplinas com competências e níveis de exigência totalmente diferentes; b) Deveria ser incontestável que os resultados dos alunos visam avaliar, tão-só, os próprios alunos, a partir de uma notável diversidade de critérios, como conhecimentos adquiridos, empenho, assiduidade, condutas e valores, os quais variam na definição e na percentagem atribuídas por cada escola. Outra coisa diferente e admissível é a existência de avaliações externas dos níveis de sucesso e de insucesso das escolas, enquanto instrumentos de reflexão e de intervenção com vista à melhoria de resultados; c) Tendo em conta o afirmado anteriormente, existem dinâmicas sociais e locais, cujo impacto nas escolas é real, mas de mensuração difícil e, como tal, não se encontra estudado ao pormenor (como pressupõe o Modelo de Avaliação do Desempenho), relativamente às quais os professores são impotentes, não podendo assumir, naturalmente, o ónus por contingências que os transcendem, como sejam: as acentuadas desigualdades económico-sociais que afectam a sociedade portuguesa; o elevado número de jovens que vivem em situação de pobreza, em famílias desestruturadas ou cujos pais são vítimas de desemprego ou de ocupações precárias e mal remuneradas; a “guetização” de certas áreas residenciais, indutora de formas de socialização desviantes, de marginalidade e, consequentemente, de indisciplina na escola; a existência de elevados défices de instrução e de literacia entre os pais de muitos jovens que frequentam a escola; a falta de tempo, de motivação ou de saberes que permitam aos pais efectuar o acompanhamento escolar dos filhos ou, sequer, incutir-lhes o valor da aprendizagem escolar; as pressões familiares ou sociais para o abandono precoce da escola em troca de expectativas de trabalho e de remuneração. Além destas tendências, não podemos negligenciar as desiguais condições das escolas, nomeadamente, ao nível da qualidade e disponibilidade de equipamentos, da distribuição de alunos, quer com problemas e dificuldades acrescidas, quer com distintas resistências à disciplina e à aprendizagem, bem como ao nível dos suportes de acompanhamento psicopedagógico dos casos mais difíceis, para se darem apenas alguns exemplos; d) Consideramos, igualmente, que a aplicação do modelo de Avaliação de Desempenho indicia a violação do Princípio da Igualdade consagrado no Artigo 13º da Constituição da República Portuguesa, ao estabelecer um paralelo entre a avaliação interna e a avaliação externa, sendo este critério apenas aplicável às disciplinas que têm exame a nível nacional e estabelece ainda desigualdades entre os professores, fundamentalmente no Ensino Básico, porque só algumas disciplinas são sujeitas a avaliação externa que é tida em conta na avaliação de desempenho. e) Outra dúvida pertinente tem a ver com a responsabilidade da atribuição dos níveis de classificação. Como é do conhecimento geral, os professores nas reuniões de avaliação levam propostas de avaliação, sendo que a nota final é da responsabilidade dos membros do Conselho de Turma, não sendo, pois, considerada uma decisão pessoal. Como será feita a distribuição das classificações decorrentes do processo de Avaliação do Desempenho? Exemplificando: um professor não atingiu a meta prevista para as avaliações e nesse parâmetro obteve dois valores. Não sendo ele o único responsável, esta nota terá de ser dividida pelos membros do Conselho de Turma. E como será feita essa divisão? E não haverá mais injustiças, uma vez que as notas podem ser divididas por cinco ou por dez professores, mediante o número de membros do Conselho de Turma? Qual a fórmula ou grelha que nos vai ser apresentada? Está pronta ou pensada? f) E no caso de alunos do 12º ano? As notas que vão para a pauta não são da exclusiva responsabilidade do Conselho de Turma desse ano, mas do somatório das notas atribuídas pelos Conselhos de Turma do 10º, 11º e 12º ano e consequente divisão por três. Como se fará a divisão das notas atribuídas em situação de avaliação? E se um dos professores de um desse Conselhos de Turma já não estiver na escola? Qual é a fórmula ou grelha que nos vai ser apresentada? g) Deixamos a seguinte nota: não se pode deixar de fazer esta divisão e distribuição das classificações, pois o Conselho de Turma não pode ser o responsável pelas notas finais e, depois, para efeitos de avaliação, o único responsável ser o professor da disciplina. h) Por que razão, estando envolvidas no processo entidades distintas como Ministério da Educação, encarregados de educação, alunos e professores, só aos últimos são exigidos deveres e se cobram resultados?
2- Apresentação das grelhas de Objectivos
a) Havendo evidentes disparidades na apresentação dos objectivos individuais de cada professor, qual será a forma mais correcta na apresentação dos mesmos? Devem os professores obedecer cegamente às metas da Escola ou apresentar, efectivamente, aquelas que consideram ser, mediante as realidades de cada turma, as suas reais previsões (falíveis para quem não possui capacidades de adivinhação)? b) Como forma de uniformizar os objectivos apresentados por cada professor, não deveria (deverá) a Escola fornecer Formação adequada aos professores para preenchimento dessas grelhas? Qual é a proposta de Formação adequada que a Escola vai apresentar para esta uniformização, mesmo sabendo que os objectivos já foram apresentados segundo a arbitrariedade e o bom senso de cada um, muitas vezes baseados em rumores e no “ouvi dizer que é assim”? c) Poderemos considerar válidos os objectivos apresentados, se ninguém teve Formação específica para o correcto preenchimento das Grelhas de Objectivos?
3- Ilegalidades na atribuição de classificações
a) É de recusar a ilegalidade nos critérios para a obtenção da classificação de Muito Bom ou de Excelente, penalizando o uso de direitos constitucionalmente protegidos, como ser pai/mãe, estar doente, acompanhar o processo educativo dos filhos, participar em eventos de reconhecida relevância social ou académica, acatar obrigações legais ou estar presente nos funerais de entes queridos; a nossa recusa é sustentada por legislação. Devido a interpretações erradas do significado do verbo “equiparar”, tem-se pretendido prejudicar os docentes, num dos parâmetros da avaliação, quando estes, por exemplo,( além das situações já nomeadas) vão a reuniões sindicais ou pretendem realizar actividades extra-curriculares, obrigando-os a repor as aulas a que se ausentaram legitimamente. O artigo 103º do novo ECD explica que ausências são equiparadas a serviço efectivo ( em anexo segue um mapa com as ausências equiparadas a serviço docente ). E passamos a explicar o significado de “equiparar”: tornar igual; igualar. Se algumas aulas previstas não foram dadas por ausências que são equiparadas a serviço docente, as mesmas, em momento algum, podem ser apresentadas para qualquer efeito como não dadas. Ainda neste ponto, o mesmo se passa em relação a faltas dadas ao abrigo do artigo 102º: a única penalização a que estamos sujeitos é a prevista na lei. Desconta-se esse tempo nas férias e não podemos ser duplamente penalizados.
4- Avaliadores e Avaliados
a) A possibilidade efectiva deste Modelo de Avaliação do Desempenho colidir com normativos legais, nomeadamente, o Artigo 44º da Secção VI (Das garantias de imparcialidade) do Código do Procedimento Administrativo, o qual estabelece, no ponto 1, alíneas a) e c), a existência de casos de impedimento sempre que o órgão ou agente da Administração Pública intervenha em actos ou questões em que tenha interesses semelhantes aos implicados na decisão. Ora, os professores avaliadores concorrem com os professores por si avaliados no mesmo processo de progressão na carreira, disputando lugares nas quotas a serem definidas; b) Este Modelo de Avaliação do Desempenho, é igualmente condenável, porque, além de configurar uma arquitectura burocrática absurda e desajustada daquilo que é relevante no processo de ensino/aprendizagem, pode desencadear, no quotidiano escolar, processos e relações de extraordinária complexidade e melindre, mercê de contingências disparatadas, como os avaliadores de hoje serem avaliados amanhã, e vice-versa, avaliadores com formação científico-pedagógica e académica de nível inferior aos avaliados, ou ocorrerem avaliações da qualidade científico-pedagógica de práticas docentes empreendidas por avaliadores oriundos de grupos disciplinares muito díspares (os quais, nem sequer foram objecto de uma formação adequada em supervisão e avaliação pedagógica, quanto mais científica); c) O Ministério da Educação não está em condições de poder assegurar às escolas que muitos dos avaliadores possuam, além das competências de avaliação requeridas, uma prática pedagógica modelar, ou apenas razoavelmente bem sucedida, nos parâmetros em que avaliam os colegas. Em contexto escolar, parece-nos anti-pedagógico e contraproducente impor a autoridade por decreto, a partir de uma cegueira autocrática; d) E os avaliadores? Além de professores com todo o apelo que a função exige, além de avaliados como os seus pares, terão que “fabricar” tempo para pôr de pé uma estrutura avaliativa megalómana que o Ministério da Educação criou e que ele próprio não é capaz de sustentar, como se pode ver pela incapacidade de preparar e colocar no terreno inspectores para avaliação dos Coordenadores. Na nossa Escola, os avaliadores são também, em grande parte dos casos, Coordenadores de mega-departamentos, e, por inerência de funções, membros do Conselho Pedagógico e, por inerência, membros da Comissão de Avaliação de Desempenho, e avaliadores de uma dúzia de colegas, e ainda, deverão ser “o espelho dos mesmos”. e) Estes “super-homens” e estas “super-mulheres” são “premiados” com um tempo de 45 minutos semanais, reduzidos à sua componente não lectiva, para avaliar quatro pessoas. Feitas as contas, o avaliador terá, anualmente, entre oito a nove tempos para avaliar o seu par. Se retirarmos a este “bolo” seis tempos que correspondem a três aulas assistidas, sobrarão dois ou três tempos para a reunião de “negociação” dos objectivos individuais com o avaliado, para as reuniões antes e depois de cada aula assistida, para a reunião final entre avaliadores e avaliado, para a construção de grelhas de observação, para a análise de todas as evidências e documentos necessários ao preenchimento das grelhas de avaliação (planificações, sumários, portefólios, actas, etc.), para a ponderação da própria avaliação final, etc, etc, etc. f) Legalmente, como estipula o Artigo 37º do Código de Procedimento Administrativo, os actos de delegação de poderes, caso dos avaliadores, estão sujeitos a publicação no Diário da República, o que, na prática, significa que toda e qualquer acção anterior a esta publicação é ilegal – note-se que se o ministério remete a delegação de poderes para o nº 1 do artigo 35º do Código do Procedimento Administrativo, e conforme estabelece o nº 2 do artigo 12.º do Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro e o n.º 2 do Despacho nº 7465/2008, de 13 de Março, esquece-se, no entanto, de mencionar que o artigo 37º do Código do Procedimento Administrativo não pode ser escamoteado. Bem como que nem o Despacho nº 7465/2008, de 13 de Março, nem o Decreto Regulamentar n.º 2/2008 de 10 de Janeiro, podem dar suporte legal para tal delegação.
5- Novas directrizes do Ministério da Educação
Por outro lado fomos confrontados, nos últimos dias, com as novas directrizes do Ministério da Educação que, baseando-se neste modelo de avaliação do desempenho, vem adulterar a graduação profissional dos professores através da introdução de uma nova variável, ou seja: um professor que obtenha Excelente terá mais 3 valores na graduação, um que tenha Muito Bom terá mais 2 valores e os restantes (metidos todos no mesmo saco!), a quem for atribuída a classificação de Bom, Insuficiente ou Regular terão todos zero, o que, mais uma vez, configura o total desrespeito pelo trabalho e dedicação dos Professores deste País. Esta situação é inadmissível e jamais será aceite por qualquer Professor.
6- Papel do CCAP
a) O próprio Conselho Científico da Avaliação dos Professores (estrutura criada pelo ME) nas suas recomendações, critica aspectos centrais do modelo de avaliação do desempenho como a utilização feita pelas escolas dos instrumentos de registo, a utilização dos resultados dos alunos, o abandono escolar ou a observação de aulas, como itens de avaliação; b) Consideramos, finalmente, incompreensível que tendo sido constituído um CCAP, com um papel primordial em todo este processo, este órgão se encontre praticamente inactivo, em virtude da aposentação da sua Presidente e da demissão de, pelo menos, mais um dos seus membros É, pois, perante todos estes argumentos que os professores da Escola Secundária de Lousada tomam a decisão de suspender a sua participação em toda e qualquer iniciativa relacionada com a avaliação do desempenho à luz do novo Modelo de Avaliação do Desempenho, na defesa da qualidade do ensino e do prestígio da escola pública. EXIGIMOS A SUSPENSÃO DO MODELO DE AVALIAÇÂO DO DESEMPENHO DECRETADO PELO GOVERNO ENQUANTO NÃO FOREM ESCLARECIDAS AS QUESTÕES QUE TÊM VINDO A SER COLOCADAS AO LONGO DO PROCESSO E NEM RESPEITADAS AS RECOMENDAÇÕES VEICULADAS PELO CONSELHO CIENTÍFICO. EXIGIMOS A NEGOCIAÇÃO DE OUTRO MODELO DE AVALIAÇÃO E A REVOGAÇÃO DO ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE.

Disparates Patrióticos – 1

Na EB 2,3 de Ronfe, Guimarães já há aulas assistidas. Depois de uma aula assistida de 45 minutos o Avaliador massacrou a avaliada durante 5 horas. A ministra conseguiu colocar os carrascos nas escolas. Heil Sousa

segunda-feira, novembro 03, 2008

Às Armas, Às Armas, Contra os Parvos, Sacar, Sacar

BPN - abre falência com desvio de € para os Administradores e amigos e o Estado obriga cada Tuga a dar cerca de 1 000 €.
Cerâmica Campos - Perdão de dívida fiscal, nos anos 90, no valor de 500 000 contos (2,5 000 000 €), equivalente, hoje em dia (inflação composta) a cerca de 6 300 000 €.
O Sábio da multiplicação do dinheiro, que está na hora certa e no local mais apropriado, para ele e os seus amigos, chama-se Azeitona Sifão e Costa.

sábado, novembro 01, 2008

Sudoku ou um dos Paradoxos de Zenão

Todos falam sobre os aspectos negativos e positivos dos rankings dos exames nacionais e respectivas consequências sociais sobre as escolas públicas e sobre as escolas privada. Parece que todos têm razão. Mas ainda não compreedi alguns dos paradoxos filosóficos decorrentes desta situação:
1 - Um Professor de Biologia (cujos alunos fizeram exames nacionais no final do ano lectivo 2007/2008 e cujos CIFs são semelhantes) que trabalha numa escola secundária pública, na região do Porto e tem um tacho num dos colégios privados situados na região do Grande Porto. Os seus alunos da escola pública foram um desastre, em termos de resultados de exame, enquanto que os do ensino privado tiveram um desempenho, altamente distinto. No primeiro caso, temos uma besta, um incompetente um disparate de professor, na segunda situação,um excelente professor, quiçá um heirói nacional.
Algo cheira mal.
2 - A Escola Pública encontra-se pois nas ruas da amargura e a Escola Privada é levada ao colo.
3 - Se na Escola Pública o apuramento das responsabilidades e o evitar de fraudes é uma prática transparente, no que concerne com os Colégios Privados, o mesmo já é mais difícil de comprovar.
A comparação, só em resultados finais, devia ter como referência os resultados obtidos nos diversos concursos das Olimpíadas.
Na maioria das Escolas Privadas (Propinas altas + Subsídio/aluno por parte do ME e equivalente ao custo de um aluno que frequenta o ensino público) há uma escolha classificativa, social e económica dos respectivos alunos, tal como em algumas Escolas Públicas (uma minoria, cerca de 0,1% do total das públicas).
Para Zenão: Tudo era apenas Um, uma única realidade, pelo que todas as nossas concepções do mundo não passriam de ilusões.

sexta-feira, outubro 31, 2008

Hallowen

Amor de Perdição pela Lurdinhas - para sempre com a avaliação do Desempenho deste nosso/vosso coração destroçado
No dia 31 de Outubro de 2008, vai ter lugar a noite das bruxas, desta vez em Vilar de Perdizes.

Como já é tradição, esta noite do Hallowen terá como personagem principal “Dom Bruxo”, o Padre António Fontes. A partir da meia noite o padre Fontes vai cozinhar a queimada da “mistela abençoada”. Programa: 20h - Jantar 22h - Percurso assombrado pela aldeia 23h - Teatro 00:00h - Queimada Sapo e bruxas, mouchos e crujas, demonhos, trasgos e dianhos, spíritos das eneboadas beigas,corvos, pegas e meigas, feitiços das mezinheiras, lume andante dos podres canhotos furados, luzinha dos bichos andantes, luz de mortos, trevões e raios, uivar de cão, piar de moucho, pecadora língua de má mulher casada cum home belho. Vade retro, Satanás, prás pedras cagadeiras! Lume de cadávres ardentes, mutilados corpos dos indecentes peidos de infernais cus. Barriga inútil de mulher solteira, miar de gatos que andam à janeira, guedelha porca de cabra mal parida! Com esta culher levantarei labaredas deste lume, que se parece co do Inferno. Fugiram daqui as bruxas, por riba de silbaredos e por baixo e carbalhedos, a cabalo na sua bassoira de gesta, pra se juntarem nos campos de Gualdimpra se banharem na fonte do areal do Pereira…Oubide!

Oubideos rugidos das que estão a arder nesta caldeira de lume. E cando esta mistela baixe polas nossas gorjas, Ficaremos libres dos males e de todo o embruxamento. Forças do ar, terra, mar e lume,

a vós requero esta chamada: Se é verdade que tendes mais poder que as humanas gentes, fazei que os spírtos ausentesdos amigos que andam fora participem connosco desta queimada!

quinta-feira, outubro 30, 2008

O Baile das Debutantes & do Arame Farpado

Avaliação do Desempenho, uma maldição defendida e recusada, por todos e no entanto a sua aceitação é da responsabilidade dos CEs (Fizeram inúmeras Propostas de Objectivos), dos CPs (que aceitaram, discutiram e aprovaram essas propostas, para além de decidirem introduzir mais uns rendilhados, tipo rendas de bilros - mais 10% aqui, dizia uma coordenadora de departamento, enquanto o represente de outro, para não ficar mal, visto subia a parada para os 25% e assim sucessivamente se foram ensarilhando num sudoku diabólico) e as AEs que as ractificaram.
Depois, decidiram aplicar o modelo aprovado e viram que não tinham capacidade de desatar os imbróglios que tinham construído.
Ou recusavam todo o processo desde o princípio.
Ou faziam de conta que estava tudo a decorrer dentro da normalidade do faz de conta.
Ou iam fazendo e ver por onde paravam as modas.
Ou simplificavam ao máximo os objectivos e deixavam de lado os adjectivos filosóficos e pomposos e encaravam o tempo de aplicação como algo próximo do infinito. Exemplo: manter e se possível melhorar os níveis de sucesso e de não abandono escolar: respndia ao lema da madame e do magalhães pinto de sousa e ao mesmo tempo repudiavam-se todos os processos.
Assim, a forma de complicar e depois desistir é, para o ME e o Governo, o bodo da campanha eleitoral: os professores não querem ser avaliados como os outros ou como eles fazem aos alunos, ganham balúrdios e não querem trabalhar; vai ser esta a mensagem a passar para a opinião pública e dar votos.
De facto todo o processo está inquinado, desde o princípio, quando saíu um ECD , estilo abelado e elaborado por um qualquer alveitar de pacilaina. Claro que só de pessoas achaboucadas ou achaquiadas podia ter nascido este disparate cheio de aibro: dividir o que não pode ser dividido, pelo menos, nos moldes actuais; depois uma forma de avaliação de desempenho, propensamente inviável, não devido aos seus fundamentosa, mas por via n! diplomas, quase todos confusos e contraditórios; finalmente, a questão da mobilidade (qualquer dia vamos ser obrigados, voluntariamente a ir para o Iraque).
Todo o Processo está inquinado desde a publicação do novo ECD do Continente, porque nos Açores a aceitação do respectivo ECD local foi negociado e é, nos tempos de hoje, pacífico e sem manifestações de contestação, porque não existe divisão entre professores e o processo de avaliação é não burocrático/filosófico, mas objectivo.
As manifestações vão ser ordeiras como manda o figurino e como nos foi ensinado?
Ao menos os Ocupas são mais originais.
Porque não desordenar e baralhar as acções de protesto, com tácticas desconexadas, para as forças policiais e ministeriais?

domingo, outubro 26, 2008

Os Apóstolos da Liturgia Social - A Política Universal do Reino do Compadrio

Portugal está em crise ou a crise já chegou a Portugal ou nunca estivemos em crise ou os sacrifícios pedidos, não passaram de meros sacrifácios sobre uma crise estrutural que existe desde o início da era dos descobrimentos? Para tantas questões, todas as respostas são quentes e boas, como as do souto da souzana. O Primeiro, afirma que em Portugal não existe crise, na educação, na saúde, nas pensões, na pobreza (absoluta ou relativa), etc. E o Fundo de Garantia posto à disposição do sistema bancário, principalmente BPN e BCP e afins, serve para ajudar a prevenir a crise internacional; é uma espécie de vacina contra o vírus da gripe especulativa financeira. É, segundo o líder faroleiro da europa do atlântico, uma forma de ajudar as famílias endividadas; pois,... Os Bancos com esta liquidez acrescida irão baixar o nível de juros dos empréstimos bancários, para aquisição de Habitação? Claro que, os Bancos e o Governo não são parvos, porque outros desígnios patrióticos se levantam mais alto: 1.º - Os Bancos, normalmente já se fazem pagar, em juros, num ano de 12 meses/mensalidades (no mínimo - até um máximo), o equivalente a um intervalo de 13,9 meses a 23, 7 meses. As Famílias portuguesas que se amanhem. 2.º - Os Bancos irão ter € a rodos e ganhar um bónus suplementar em juros, nos empréstimos que irão fazer às empresas de construção civil, detentoras do direito exclusivo para a edificação do aeroporto de Alcochete e do TGV e de vias rodoviárias e que por mera coincidência, têm nas respectivas administrações, ex-governates do PS e do PSD. Ou seja, o Governo paga a essas empresas, por intermédio dos Bancos, os custos das obras e, por ouro lado, paga legalmente, conforme consta dos cadernos de encargos celebrados e assinados, para já não falar nos miseráveis ordenados desses administradores da coisa pública. Por isso, não é de estranhar que as obras públicas sejam adjudicadas, sempre aos mesmos, que apresentam custos baixos e recebam, no final, o triplo ou mais do valor inicial: estamos perante um dos Paradoxos do circuito económico, da subfacturação inicial passa-se para uma sobrefacturação final. 3.º - Os Bancos, com a concordância e cumplicidade distraída do Governo, continuarão a investir especulativamente nos mercados financeiros de risco, através dos chamados paraísos fiscais. 4.º - Isto de transformar o pagamento de juros em rendas, vendendo e comprando a casa, perdendo o direito das amortizações, pode-se considerar como um agravamento da situação económica das famílias, já se si endividadas e com dificuldades no pagamento dos créditos, criando uma ilusão de paraíso consumista. Afinal de contas, os únicos beneficiários são os Bancos e as empresas de construção civil e, quiçá, do Governo que pretende ganhar votos para a maioria absoluta.
Avaliação do Desempenho:
Governo - Desterro para um dos muitos Gulags da Sibéria, por Competência Excelente na arte da governação da corrupção.
Administradores e Gestores dos Bancos - Desterro para as luxuosas vivendas do Bairro da Quinta do Mocho.
Administradores e Gestores das empresas que vivem à custa do Estado - Desterro para o Alasca, pode ser que sejam aceites pelos inuits.

sábado, outubro 25, 2008

GUANTANAMO DOS TITULARES

Tendo por base, o normativo referenciado na postagem anterior, podemos concluir a monitorização da respectiva linha de análise crítica. Os Titulares, ainda que salvos, numa primeira fase, da futura turbulência que irá nortear a vida dos outros docentes, ainda não assimilaram que o futuro pode ser mais negro do que o previsto. Estão enganados e na minha escola, pouquíssimos são os Titulares que se dispõem a viajar até à Alface-mor. Por um lado, esses titulares se tiverem duas classificações negativas poderão ser despromovidos, não estando explícito o grau de baixa de categoria. Na realidade, esses penoseiros da treta, eventualmente irão ficar, ao contrário dos restantes, inibidos de aderirem aos actuais sistemas de mobilidade especial, como seja a de prestar assistência a familiares ou devido a doença do próprio, etc. Uma das soluções, seria a da renúncia de tal título de nobreza de sangue vermelho, mas o M.E. parece ter pensado nessas eventualidades e faz da satisfação desse desejo o regresso ao passado, vira maçarico do novo século, ou seja, passa a contratado, perdendo todas as regalias, anteriormente adquiridas. Por outro lado, também não estão isentos de saírem obrigados, pois bastará que um Gau escolar, se queira ver livre de um titular que lhe pode vir a fazer futura concorrência e extinga o grupo disciplinar em que está inserido, por exemplo o de Geografia; numa situação destas, o Despacho n.º 19117/2008 ao definir a organização do ano escolar 2008/09 vem dizer que qualquer professor, desde que não haja professores com as habilitações próprias, está habilitado para leccionar outra disciplina, mesmo que pertencente a outro grupo disciplinar. Interessante, porque o insucesso ficará dependente da culpa deste ou daquele professor, mesmo que esteja a dar aulas em matérias estranhas; será de estranhar que tenha avaliação positiva, no entanto, se estiver sintonizado, enquanto servo da gleba, com o ditador vigente, tudo é possível.

terça-feira, outubro 21, 2008

HEIL SIEGEL

Afinal de contas para que serve o Processo de Avaliação dos Professores, que tanta celeuma está a gerar? Parece que a realidade ultrapassa a ficção, na medida em que se fizermos uma leitura comparada e cruzada de toda a legislação vigente, nomeadamente o DL 35/2007 de 15 de Fevereiro sobre a Contratação de docentes, Lei n.º 75/2008 que impõe o novo modelo de Gestão, a Lei n.º 11/2008 de 20 de Fevereiro que define o regime de mobilidade dos trabalhadores com contrato individual de trabalho, o Decreto-Lei nº 124/2008 de 15 de Julho sobre a Mobilidade Especial para os Docentes, o Despacho n.º 19117/2008 ao definir a organização do ano escolar 2008/09 e horários dos professores e o Projecto de revisão do DL 20/2006 sobre os concursos de docentes, versão do Ministério da Educação, podemos verificar que, as últimas atitudes dos responsáveis da Educação, deste Governo, de aparente reconciliação, ao demonstrarem uma dessimulada intenção de simplificação dos processos de avaliação, sem se comprometerem com o adequado suporte normativo, face à presença de um ano eleitoral muito turbulento e problemático, não são mais do que manobras de diversão. Na verdade, o futuro pós-eleitoral apresenta-se muito pouco risonho, para os professores e não vão faltar situações caricatas, quando os novos Reitores se comportarem com autênticos Gauleiters Escolares. No fundo, estamos perante duas realidades que, aparentemente se digladiam pelo Poder, mas que são complementares nos respectivos objectivos (respectivamente redução das despesas primária – deficit do OGE – em salários e entronização do Poder Real Absoluto local) e assentam numa relação de hierarquia imposta e consentida. Poder-se-á considerar que este paradoxo inconsequente está anulado, por estarmos numa democracia. Aqui é que está o busílis da questão, o 75/2008 impõe que os futuros Reitores (mais a respectiva entourage do Conselho Geral) sejam totalmente subservientes à Tutela Governativa e ao mesmo tempo concede-lhes total liberdade de acção dentro das respectivas áreas educativas. Se queremos reduzir as despesas com pessoal, nada mais fácil do que aplicar o princípio da multiplicação dos pães, para depois dividir para reinar.
Exemplificando:
O Governo do Capitão de Rebordelo, senhor todo o poderoso, das massas imberbes e pouco esclarecidas, pretende reduzir o deficit público para -5%, ou seja criar um superhavit, de forma a tornar o Estado, um centro de distribuição de benefícios para os camaradas, mesmo que a taxa de mortalidade de não jovens sofra um acentuado agravamento. Se Hitler mandou exterminar os parasitas da sociedade (velhos, não jovens, doentes, etc.), Moi, com maior subtileza, crio as condições ideais, para que os tais se aconcheguem no estertor da próxima reencarnação. Por outro lado, os idiotas, mas fiéis súbditos reitores, na ânsia de agradarem ao muy grande líder e querendo continuar a reinar nos seus feudos impunemente, aceitam as orientações de qualquer Idi Amin. Deste modo, há que fazer sair do sistema, todos os não titulares que, estando nos escalões topo da carreira, podem ter o azar (para a pátria) de subirem para o título e substituí-los por outros que ainda se encontram na meninice do índice remuneratório, os chamados contratados, se possível. Assim, o Gauleiter do Agrupamento das Escola Secundárias da cidade de Rebordelo, Dr. Salamaleques e Tinhoso, alvo de críticas, por parte de alguns professores traidores aos grandes desígnios do seu feudo, e em consonância com o Primeiro-Ministro, aceita que sejam colocados, na sua escola, cerca de 100 professores contratados, sabendo, ambas as partes de que, para além dos horários de Titulares, o número de horas lectivas só dá emprego a outros 100 felizardos, não titulares, existindo, por isso mesmo, cerca de 100 quadros de escola em situação periclitante. O nosso herói penoseiro, na hora da distribuição de horários, exclui os tais que o Governo quer na rua, os críticos da sua gestão e a sua ex mais o filho da mãe do professor de educação física que lhe destruiu o lar doce lar. Claro que os ex quadros de escola, não vão para o desemprego, mas ficaram criadas as condições inerentes para passarem à disponibilidade da mobilidade...; assim, os excluídos, numa primeira fase, irão ser obrigados, cada quatro anos, a concorrerem para cerca de 25 agrupamentos, abertos e identificados pelo Ministério, em todo o território nacional, incluindo Berlengas e Selvagens. Os professores que não se ponham finos antes das eleições, que depois irão sentir na pele o pão que o diabo amassou. É evidente que o descontentamento face ao actual Governo, parece trazer sorrisos aos PSDs, embora saibamos que também não são flores que se cheirem (se algum dia forem governo), visto que, tudo farão para manter o satatus quo vigente e que foi obra do Partido da Xuxa. Sócrates é o ex (?) militante do PSD que virou (infiltrado?) secretário-geral e primeiro-ministro do partido rival, é uma Avis rara.

domingo, outubro 19, 2008

O CALOR DO STRESS…

A seguir ao 8 de Março de 2008, gerou-se um movimento de imposição ao ME de determinados princípios e de anulação de normas violadoras de direitos dos professores, adquiridos durante duras lutas sindicais em décadas passadas. A plataforma de 14 Sindicatos (alguns com tantos filiados como dirigentes e resultado de interferências políticas, para minar o movimento sindical), depois de inúmeras reuniões turbulentas chegou a um consenso de propostas a negociar com o Ministério. Mário Nogueira, nomeado líder da Plataforma, dirigente do maior dos sindicatos (Fenprof cujo secretariado é formado por uma maioria não afecta ao PCP), deu a cara, para o bem e para o mal. No entanto, os dirigentes da Plataforma, antes da celebração de qualquer acordo com o ME, quiseram ouvir as bases e, por todo o país, foram realizadas reuniões em Agrupamentos e Escolas Secundárias. Todos os professores, sindicalizados ou não, tiveram oportunidade de discutirem tudo e de votarem, pelo Sim ou pelo Não. Dos que participaram e votaram, cerca de 70% aprovou os conteúdos do Acordo. Mas será que esses 70% representaram 70% dos professores? Claro que não. Em algumas Escolas, apesar de terem toda a liberdade de participação, a maioria dos Professores alheou-se dessa situação, principalmente, quando, no acordo, constava uma cláusula que adiava o Processo de Avaliação para o próximo ano lectivo (com avaliação de todo o Processo a ser discutido no final; como estamos em vésperas de Eleições, todo este processo pode ficar em águas de bacalhau, sendo anulado e designado de período experimental), ficando os Contratados com o ónus da vitimização desse processo neste ano lectivo de 2007/2008 (eram os outros). Agora, os que votaram contra (30% dos participantes) e os abstencionistas/indiferentes descobriram que, afinal de contas, eles também iam ser avaliados e que estavam metidos num grande imbróglio burocrático e temporal: estavam lixados. Vai daí, resolveram, via Net derramar lágrimas de impotência e de desespero perante a impossibilidade de conseguirem ultrapassar todos os obstáculos e assim terem sucesso na inevitável avaliação do desempenho. Onde estavam os professores que nunca fizeram greve e ainda ridicularizavam os que as faziam (maioritariamente sindicalizados), no dinheiro que poupavam? Onde estavam os Professores quando foi publicado o novo ECD e o 75/2008? Onde estavam os professores a quando da realização dos concursos para Professor Titular? Era o salve-se quem puder. Os Sindicatos ainda pediram que os professores não concorressem e, por isso mesmo, alguns desvincularam-se do movimento sindical, estando, neste momento, na frente de batalha dos movimentos sociais de contestação. Penso que essa contestação não tem razão de ser, neste momento (Estratégia) e pelas razões invocadas (Avaliação), em virtude de que a Sociedade não aceitar que os Professores recusem ser avaliados. É evidente que existe o direito de protestarmos contra a forma como o ME tem desvalorizado a profissão de Professor, culpados do deficit das contas públicas. Mas, esses protestos devem-se fazer sentir, na altura própria e não só quando estamos no meio da turbulência. Parece haver, neste momento, um descarregar, em desespero de causa própria, de culpas de auto-mutilação, sobre os Sindicatos e sobre o ME, associando-os, diabolizando-os, pondo-os no mesmo lado da barricada, esquecendo que o verdadeiro inimigo se encontra na 5 de Outubro. Claro que, no meio de algumas das movimentações sociais dos professores, pode haver, igualmente uma mãozinha marota de apoiantes do actual Governo, para sabotar todo o processo de luta. Agora, estamos com duas manifestações marcadas em Lisboa. Não interessa saber quem divide quem (talvez vá às duas, a do dia 8 e a do dia 15). Mas, tentar compreender o facto de que o número de pessoas presentes, no conjunto das duas manifestações, poder não chegar aos tais 100 000. Porquê? 1. No ano lectivo anterior, o 8 de Março culminou a realização de anteriores inúmeras manifestações locais, por todo o Portugal (preparação psicológica) e agora o processo parece ser o inverso. 2. Em algumas Escolas o Processo de Avaliação está a ser pacífico e ninguém parece estar em stress: A. Murmura-se, nos corredores da 5 de Outubro (guerra civil interna – por exemplo: comparem o site do ME hoje com o do ano lectivo anterior), que todo o processo virará período de experimentação B. Fazer ou não fazer Portefólio não é motivo para sanção negativa na avaliação. C. No mínimo todos terão classificação de Bom. D. As classificações de Avaliação do Desempenho, a partir de relatórios dos avaliadores, serão discutidas e votadas em cada um dos Departamentos. E. A Comissão Central de Avaliação de cada Escola apenas ir-se-á pronunciar sobre a atribuição da classificação de Muito Bom e de Excelente e no corrigir de algumas classificações enviesadas. a. Diferenciar leccionação de tipo de cursos – CEFs, Profissionais, EFAs, etc. b. Dinamização e Participação em Clubes e Projectos de Enriquecimento Curricular Formal e/ou Informal. c. Promover a Imagem da Escola junto da Comunidade. Pensamos, pois que se a grande maioria dos Professores está à beira do desnorte, então a culpa deve ser assacada, em primeiro lugar aos respectivos Conselhos Executivos/Conselhos Pedagógicos/assembleias de Escola que estão com uma arrogância de Poder perante uma Tutela sorridente, sobre os subordinados, os professores. O ME esfrega as mãos de contentamento quando os Órgãos de Gestão/Direcção fazem o trabalho sujo (mais papistas que o Papa) e pensam, desta forma, vir a ser recompensados no futuro como Reitores e o aval dos Governos. Na realidade, não se prevê Sangue, no tipo de escolas onde reina uma aparente trégua com o ME e os Professores encaram a situação com naturalidade, embora preocupados com o futuro. Futuro que poderá conduzir a situações muito mais problemáticas, nomeadamente quando ficar em causa a instabilidade nos Quadros das Escolas e os docentes começarem a aprender Salamaleques e a saudar o Gauleiter Escolar com: Heil Siegel.

sexta-feira, outubro 17, 2008

170 000 @

Segundo fontes muy bien informadas, por cada seis alunos que não passem de ano (sucesso educativo), o Ministério da Economia Inuit vai exigir o pagamento de 170 000 arrobas de batatas a cada professor.
E ainda, os professores se queixam da perda de rendimentos, ao longo dos últimos anos. A crise parece não passar por estas bandas.
A culpa, disto tudo, pertencerá ao Magallanes ou ao Sebastião?

quinta-feira, outubro 16, 2008

O Deserto sem História

Uma das coisas que os Portugueses mais fazem é recordar e glorificar os feitos históricos do passado; no entanto, demonstram uma total incapacidade de retirarem ilações, estilo análise SWOT, desses momentos. Têm uma cultura de museu e mesmo aí, continuam a demonstrar que ainda nada aprenderam. No Football, antes de 1966, a selecção nacional encontrava-se a passear/vacances no deserto do Góbi (?), até que decidiram apostar, como seleccionador (de campo) num brasileiro que como treinador já tinha dado uns títalos e continuando a senda depois, nos clubes portugueses, chamado: Otto Glória (11 Títulos no footbal em Portugal ao serviço do SLB (9) e Belenenses (1) e SCP (1)). Pela 1.ª vez Portugal foi à Fase Final do Mundial de Football, em 1966, obtendo um 3.º lugar. Posteriormente, voltámos, idilicamente, a atravessar o deserto do disparate, durante cerca de 40 anos. Em 2003 apareceu Luiz Filipe Scolari (outro brasileiro) e até 2008, Portugal esteve presente nas fases finais de um mundial (4.º Lugar em 2006) e dois europeus (2004 – 2º lugar; 2008 – 1.º parte da fase final). Agora, entrámos para o nosso habitat habitual, passar uns tempos felizes no Pólo Sul (?).

quarta-feira, outubro 15, 2008

∫1 +∫1= – 1

O OGE para 2009 parece, à primeira vista, segundo as notícias dos Media, um bodo aos pobres, para as pessoas singulares, das classes média e média baixa. Puro engano, nomeadamente em termos de benefícios de salários reais. Em 2008, as previsões da inflação indiciavam 2,1% e os salários nominais aumentariam em média, na mesma proporção, mas, tal como o Ministro das Finanças reconheceu, dia em princípio, a inflação, no mínimo dos máximos chegará aos 2,9% (se não for superior). Temos aqui uma perda de 0,8 pontos percentuais de salário real, Agora as previsões, em termos nominais, serão de taxa de inflação de 2,5% e os aumentos salariais de 2,9%. Na realidade, pelo cruzamento de dados, do INE, do BP e do DCP, por um lado, e da U.E. e da OCDE, as previsões prometem sair furadas e a inflação em 2009 atingir os 3,4% e nesse caso, a deflação dos preços conduziria à obtenção de uma perda do salário real, nestes 2 anos, a um valor próximo de 1,2 pontos percentuais (contínua quebra dos salários reais). Por outro lado, vem o Governo dizer que se a taxa de inflação é da ordem dos 2,5%, então os escalões do IRS também serão actualizados pelo mesmo valor. Mas, como o salário nominal aumenta 2,9%, temos o paradoxo de que a multiplicação dos pães pode ser inferior à infinitésima partícula de um neutrão, elevada à máxima potência; ou seja, cerca de 400 000 famílias podem, eventualmente pagar mais IRS, porque sobem para um escalão superior e, neste caso, os ganhos salariais reais podem ter um crescimento negativo bastante pesaroso. Temos promessas eleitorais negativas, mas travestidas de medidas de compensação pelos efeitos da crise financeira especulativa, nos mercados internacionais. Os benefícios vão direitinhos para os círculos especulativos, sob a capa de ajuda às famílias mais carenciadas (vira o disco e toca o mesmo); na verdade, o que desce em IRC, no injectar de € no sistema financeiro e no fim das cobranças fiscais por conta, tem de ser compensado pelo aumento da receita fiscal em IRS: ninguém dá nada a ninguém e este Governo, muito menos.
Estamos pois, perante um disparate intencional documental.

segunda-feira, outubro 13, 2008

Chamem a Polícia...

O PREC (Nacionalização do Poder Financeiro e/ou Produtivo - De Pé Ó Vítimas da Fome...)
1953 - Guatemala (United Fruit Company)
Setembro de 1973 - Chile (ITT)
Março de 1975 - Portugal
1983 - Grenada
1989 - Panama

Setembro/Outubro de 2008 - Bélgica/Holanda Outubro de 2008 - Alemanha

Outubro de 2008 - Islândia (colapso financeiro)

Outubro de 2008 - Darling very British.

A CIA deve andar distraída ou então os seus agentes estão no regime de mobilidade especial (brigada do reumático?). Já não há pachorra para aguentar tanto saprateiro. Os Militares dos USA, de mansinho, estão enfiados nas tocas, orelhudos e amochados. Façam já um Golpe de Estado, pelo menos nos USA. Recondução imediata do Bush ao poleiro, é o nosso muy amado anti-cristo. Ladrão por ladrão deixem estar o que já lá está e poupa-se nas despesas eleitorais.

Em Portugal nada se passa (com os homens do leme, Sousa e Cavaco, ninguém parece disposto a entrar em novas experiências: quem tem..., tem medo) e esperemos, por isso mesmo, que os outros não se lembrem disso e não haja Imigração e a população passe dos actuais 10 milhões para os futuros 300 milhões de desalojados/retornados, descobrindo que, crise é conceito que não mora por estas bandas.

Nem de Propósito...

Contrariamente à possibilidade, quiçá esperada, pelo novo D. Sebastião Liberal Laranja, a Academia Sueca das Ciências decidiu atribuir o Nobel da Economia a Paul Krugman e assim fazer uma espécie de mea culpa, quando no passado beneficiou os Neo-liberais da especulação financeira que, tal como A. B., são os verdadeiros culpados de haver, actualmente uma situação dramática, do ponto de vista económico e financeiro.
Não é por nada, mas aconselhava-o a debruçar-se sobre um livro, ainda que marginal, designado: Desarrollo y Teoría Económica (1997), Antoni Bosch editor, Barcelona, España.
Toma e Embrulha.

domingo, outubro 12, 2008

O Segredo

O novo estatuto disciplinar dos trabalhadores do Estado, Alínea (i) do n.º 1 do Artigo 18 da Lei n.º 58/2008), parece que legitima a corrupção. Será verdade? Imaginemos, o sr. adalberto da peruca descalça, membro eminente da sociedade política e recreativa que governa este paraíso e faz um desvio, enganava-se no deficit, entre o pessoal e o nacional. Para evitar mais contratempos, intimidava, ameaçava todos os que podiam denunciar esses percalços. Agora, o caso muda de figura, é a norma que proíbe que alguém, por palavras ou documentos comprovativos (fotocópias de originais) retirados dos serviços, possa sequer murmurar. Quem o fizer é alvo de um processo disciplinar e...RUA, enquanto que o infeliz prevaricador ainda é capaz de ser louvado, por ter um espirito de solidariedade para com os mais altos desígnios patrióticos da Xuxa.
Teles, podes voltar, o PS perdoa aos seus militantes, mesmo que também sejam militantes do PSD.

sábado, outubro 11, 2008

Os Líricos dos Liberais da Crise

No Expresso de hoje (Caderno de Economia, página 22), António Borges, ex-administrador da Goldman & Sachs, (saíu antes de rebentar a bolha porque devia saber o que iria acontecer, face às operações efectuadas, no passado, pela empresa; saíu com naturalidade e não pela porta do cavalo, já que esta foi uma das muitas empresas que, numa das suas vertentes/actividades, contribuiram e foram responsáveis pela actual crise financeira), apresenta, em forma de doutrina evangélica, a solução para o nirvana da nossa felicidade celestial económica, financeira, social, política, familiar e, quiçá pessoal. Primeiro desculpa os deuses da crise quando afirma que quando se está no centro do furacão, é natural que se perca a lucidez. Depois afirma que o sistema financeiro é um mundo tão complexo (hedge fund) que o comum dos mortais deveria abster-se de opinar sobre isso, dada a sua total ignorância; desta forma, o motor da economia pertence ao intrincado sistema financeiro que numa perspectiva de risco é o único agente económico capaz de captar poupanças (talvez dos infelizes e inúteis depositantes idiotas ou de outros palerma que vêem a Bolsa um desporto como o jogo do Monopólio) e promover o financiamento produtivo, acrescentando que não existe risco para os que tiveram (o azar) de poupar (tem-se visto). Ora o nosso Homem, atira as culpas para as regulações normativas impostas pelos Estados, quando afirma que é fácil demonstrar que a falência do Northern Rock foi provocada ou pelo menos acelerada pela intervenção desastrada das autoridades inglesas (o Governo Inglês nacionalizou o Banco quando verifica que não tem liquidez para honrar os compromissos devidos aos respectivos aforradores), esquecendo que o sistema financeiro de risco, tem sobrevivido à custa da especulação dos riscos, primeiro com crédito à aquisição de habitação (com 1.ª, 2.ª e uma 3.ª hipoteca e de sobrevalorização no valor dos bens a penhorar) ou crédito ao sistema produtivo sem tomar em linha de conta as garantias mínimas de reembolso (liquidez de activos, nomeadamente quando as chamadas dívidas incobráveis se transformam em créditos seguros) ou quando se compram e vendem acções que nem existem ou têm um valor facial muito inferior ao valor real dos bens representados, embora na especulação apresentem valores 100 vezes superiores (veja-se o que aconteceu quando se deu o 25 de Abril de 1974 em Portugal, quando se descobriu que as especulações bolsistas financiavam algumas empresas tecnicamente falidas por incompetência da Gestão; alguns dos maiores bancos foram apanhados com as calças nas mãos por terem entrado nesses esquemas de financiamento de empresas do Grupo Empresarial em que estavam inseridos; e, nesse caso, a Empresa de Cimentos Maceira-Liz, um caso paradigmático, emitiu acções com valor facial de 200$00 que estavam a ser cotadas, na Bolsa em cerca de 100 000 $00). Ora, um dos potenciais candidatos a Ministros das Finanças (então é que Portugal vai entrar em bancarrota) do PSD ainda tem a distinta lata de dizer que o grande capital é o que está nos grandes investidores institucionais, para os quais são canalizadas as poupanas de toda a sociedade. As companhias de seguros, os fundos de pensões, os fundos de investimento em geral (...), acrescentado que o que está em causa é, portanto, o interesse de todos nós, ricos e pobres (?), privilegiados ou modestos pensionistas (?). (...) E acrescentando que o capitalismo tem por ideia essencial o primado do mérito...; pensa-se que só dos Financeiros (?). Então, as actuais movimentações depressivas devem-se ao Estado? Desconhecia que Bush, Gordon, Berlusconi, etc, tivessem ideias de índole socialista, ao intervir na nacionalizaçãode alguns grupos financeiros. Já agora, o que aconteceu aos Administradores desse grande capital? Foram presos e vão ser julgados e condenados e respectivos bens pessoais alvo de arresto pelo mérito demonstrado em incompetência? O Mérito desses foi de destruir o capitalismo para construir outro mais revitalizante? Mérito parece, segundo este lírico, aplicar-se não na concentração do sistema produtivo (onde o Estado deveria ser um regulador exemplar), por causa da ausência de concorrência ser nefasta, mas na concentração do poder financeiro, onde a ausência de concorrência até parece ser benéfica (e onde o Estado não deveria ter qualquer acção reguladora). Para finalizar, o dito cujo, quando acusa o Estado Inglês de ser um dos responsáveis pelo agravamento da situação apresenta-o, no final da entrevista como um exemplo a seguir (?), quando afirma que: talvez um estagiozinho no trabalhismo britânico proporcionasse... uma valiosa e modernizadora educação.
Depois de as ideias liberais terem sido implementadas na dita empresa financeira e que se consubstanciaram nesta situação, António Borges parece pois, preparar-se para usar a lusitânia como próximo alvo destas maravilhosas ideias... Depois de um Pinto de Sousa a pensar que os tugas são uns idiotas, aparece outro, do mesmo género a querer ser, igualmente, um fazedor de estórias infantis... Isto de aparecerem uns Sassás Mutemas, sob a capa de D. Sebastião, salvadores da pátria, está a tornar-se não algo passageiro, mas numa virose endémica, pior que o dengue.
Leigo, mas não distraído, nestas questões de análise macroeconómica, na vertente financeira/monetária, sinto-me angustiado perante a inevitabilidade de as alternativas (semelhantes) à governação encontrarem-se reduzidas aos dois partidos liberais (PS e PSD).
Na realidade, verdadinha, V. Ex.ª quer que os Governos, com o dinheiro de todos os contribuintes (será que também o é, fora do campo do IVA?) venham dar dinheiro, como quem ajuda os amigos, ao sistema financeiro. Se as outras empresas também precisam desse €, problema deles, porque devem ser incompetentes/Desmérito...
Claro que o dinheiro posto à disposição de pessoas que especularam não é para salvar aforradores, mas os rendos dos administradores.
Se ser-se Economista e de renome se resume a este tipo de amostra, prefiro os canganceiros de José Lins do Rego.

sexta-feira, outubro 10, 2008

Lá vamos cantando e rindo, levados, levados...(2)

A formação dos CGT, em alguns estabelecimentos de ensino, parece estar a encontrar obstáculos na cooptação de entidades representativas da sociedade civil, na medida em que, as verdeiras entidades (como associações patronais, sindicais, universidades, etc.) não estão na onda do faz de conta, porque a constituição inicial dos GTTs, por parte de alunos e professores não se tem pautado por princípios de adesão entusiástica (em 1200 alunos votarem 60; em 180 professores votarem 30, ou então, mais caricato pertence às situações surrealistas em que o número de votos é inferior ao número de eleitos, etc, etc.). Depois inventam-se Ad-Hoc umas tantas e tais, para fingir que estamos no bom caminho, como:
Associação Antigas Alunas (normalmente do antes 25 Abril de 1974). Bracara Augusta
Associação Recreativa e Folclórica de Penoseiros de Cima
Associação dos Ferreiros e Sacholeiros
Associação dos Pedreiros e Trolhas de Marrocos
Associação de Amizade Allgarb Kosovo
Football Club United Rebordelo
Associação dos potenciais ex-Antigos Ministros da Educação
Universidade Independente ou Universidade Moderna ou etc.
Asssociação Nacional de Encamiseiros, de enchimento e Fornecimento de Serviços de Massagens (muito em voga nas praias do Garb).
Associação Veteranos da Guerra Peninsular
Associação das Antigas Alunas de Lavores e Artes da Miopia Freudiana
Liga dos Amigos do Menino de Oiro.
Por outro lado, alguns CGT, estilo spin-off, convidam entidades politicamente mais aprochegadas aos futuros reitores, mesmo que não representem a sociedade; por outro lado, chegam ao ponto de imitaren um tal de Belém que ficou famoso com a duplicação dos pães:
Câmara Municipal da zona + Ex-Serviços Municipalizados de distribuição de água (empresa privada de capital municipal, mas já privatizada, pelo menos em parte e cujo capital pertence a um qualquer empresário tipo néboa) + Ex-Serviços Municipalizados de recolha de lixos (idem, ibidem).
Se existe uma incompatibilidade política entre o futuro reitor e a Cãmara Municipal local, o CGT convida o mesmo tipo de entidades, mas localizadas em municípios limítrofes (município dos Lencinhos Bordados de Namorados) ou em alternativa procura empresas nacionais, como a GALP, Águas de Portugal, TAP, EDP, etc.
Para credibilizar a palhaçada, vale tudo e o ME, com sorriso na ponta do nariz, para não ficar ultrapassado, viola a lei ao estabelecer parcerias com as empresas do Magalhães que se esqueceram de pagar os respectivos impostos.

quinta-feira, outubro 09, 2008

O Kosovo do Atlântico

Se o Adalberto declarar a independência, como é que Pinto de Sousa & C.ª vão descalçar a Bota? Tem melhores condições financeiras de sobrevivência que os tais dos Balcãs. Já agora e que tal uma união entre Galicia & Norte de Tuga ou Alentejo & Estremaña? Se isto já é piqueño como ficaria o resto? E para rematar, porque não uma integração plena com Castela?

quarta-feira, outubro 08, 2008

Uma Aula de Psicologia...

O Ministro da Hacienda entre o dia 6 de Outubro de 2008 e o dia 7 do mesmo ano vem dizer que estão tramados os depositantes com mais de 50 000...
Primeiro garante todos os montantes e, no dia seguinte, faz um despacho a limitar essas garantias.
Todos sabem que as palavras valem o que valem para o Governo, principalmente em tempos de crise: nada.
Com este Governo, o importante reside no que não se diz, mas no subentendido, porque o que disse que disse sobre o quê depende da capacidade de cera nos ouvidos de cada um.
Claro que depois temos excepções, os que, pela sua vidinha contribuem para a lavagem das contas públicas, como o financiamento das campanhas publicitárias eleitorais e respectivos compagnons de route. Nestas situações, arranjar-se-ão esquemas e outras artimanhas para que as muy respectivas poupanças ilícitas sejam caucionadas pelo Governo.
Por exemplo, nada acontece por acaso:
Coelho sai da cartola do Poder para ir para uma empresa privada negociar contentores e socalcos fluviais, quiçá defendendo o Estado contra a Empresa que o contratou (?), tal como um tal do Amaral (?).

sexta-feira, setembro 26, 2008

Alguém se há-de lembrar disso...

Frieza, sem sensibilidade para com outros que tiveram menos sorte na via, Pinto de Sousa, o menino de oiro, deu mais uma lição doentia de sabedoria e de arrogância, perante alguém que estava no lugar errado, na hora menos conveniente e que teve a impertinência de abordar S. Ex.ª sobre o facto de estar numa cadeira de rodas e não ter acesso a salas de pisos superiores. Se não fosse um engenheiro estilo NOP, teria reflectido e respondido que, quiçá, em vez de um elevador, podia ter um veículo, todo o terreno, de lagartas, para subir as escaleiras.
A esta hora, o Conselho Executivo já recebeu o devido correctivo/sermão da Tutela...
Apoios sociais só se derem votos, pelo menos, nos media.
Já agora, parece que o Magallanes no despacho ministerial e propalado, por esse mundo fora, custa uma bagatela (negócio da China?), enquanto que na economia real o custo é bastante superior. Enganos no conto do vigário e à primeira, todos podemos cair ou enganar-mo-nos, mas repetidas vezes, sempre o mesmo slogan de pechinchas que se tornam pesadelos, parece configurar uma política dolosa, de falsidade e de venda da imagem, estilo banha-da-cobra.
É o Burkina Faso das Ilhas Selvagens que temos.
Quanto é que o Partido da Xuxa pagou, em viagens turísticas, para encher Espanha, de pessoal, na sua rentrée eleitoral? Quantas cadeiras de rodas poderiam ser adquiridas?

quarta-feira, setembro 24, 2008

O Computador e-jardim infantil para o nosso menino de oiro

Pelo andar da carruagem, faça um filho e receba um computador para o seu rebento poder, precocemente ter um desenvolvimento mais harmonioso e mais salutar, dentro do espirito da patriótica Xuxa (lista) Partidária.
A felicidade de haver um espirito de substituição da xuxa mamária pela xuxa TIC dos PCs encontra-se enquadrada dentro da doutrina de submissão e de dependência aos télélés.
Em 2009 as campanhas eleitorais parece que vão ser um passeio turístico (?), que isto de democracia é só para os democratas que detém o Poder Político; os outros... que outros? são apenas do bota abaixo e de escárnio e do mal-dizer.
O Novo PC das nossa criancinhas poder-se-ia designar de: Pêro (homenagem ao nosso bem amado e aventurado líder Pinto de Sousa).

terça-feira, setembro 23, 2008

O Paraíso dos Sonhos do Primeiro e da Mariluz

Tiroteiro numa escola da Finlândia, esta manhã causou 10 mortos. E se fosse no Burkina Faso da Europa? A resposta óbvia resultava do insuceso educativo ou das críticas da oposição? Se não fossem as acções deste Governo, em vez de 10 poderiam ser 1000?

sábado, setembro 20, 2008

O Bas Fond no Burkina Faso da Europa

Autorização para a abertura do concurso especial para a categoria de professor titular, destinado aos docentes de nomeação definitiva com a categoria de professor, posicionados nos índices remuneratórios 340, 299 e 245, que não puderam ser opositores ao 1º concurso para lugares da categoria de professor titular, por não preencherem os requisitos previstos na alínea c) do n.º 5 do artigo 15º do Decreto-Lei n.º 15/2007.
Até aqui, nada de extraordinário. Porque, o que é estranho são duas pequenas alterações que permitem desconfiar da bondade desta norma:
1 - Avaliação da assiduidade será reportada aos melhores 6 dos últimos 8 anos lectivos, incluindo obrigatoriamente o ano 2006/2007...
2 - Podem ser opositores ao concurso, os docentes posicionados nos índices remuneratórios 340, 299 e 245, que preencham, cumulativamente, e até ao termo do prazo para apresentação da candidatura, os seguintes requisitos: 11.1. Possuam uma das seguintes habilitações:... 11.2. Comprovem ter estado com dispensa total ou parcial da componente lectiva, nos termos ..., no período compreendido entre 01.06.2007 e 11.06.2007.
Quem é o afilhado que, durante aquele período de 11 dias, foi impedido de concorrer?
Estava em Destacamento?
Ainda não tinha a classificação de algum mestrado, isto é, estava num escalão inferior e/ou (cumulativamente) não era beneficiário de + 15 pontos?
Estes infelizes passam à frente de outros que, por falta de vaga, não puderam passar a professores Titulares.
Ainda diz o Governo que não existe Corrupção Política!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, setembro 15, 2008

Iguarias Gastronómicas Educacionais

Para Alegrar este Setembro tão Alegro ma non Troppo, decidi contar duas estórias de encantar a vossa turbulenta insanidade mental.
Na década de 60, do século passado, um ex-sargento do exército colonial francês africano, que se tornou coronel, por via da independência, resolveu, por via militar (não por fax) tomar conta do Poder, ou seja, teve o ensejo de conhecer outros mundos, sob o auspício da França de son ami Giscard. Deste modo, o General Jean-Bédel Bokassa resolveu tornar-se imperador vitalício e hereditário (que também não durou mil anos, mas apenas 13: 1966-1979, porque a França resolveu mudar de projecto, isto é, os Diamantes eternos sujos de sangue estavam a provocar engulhos às democracias do norte) da ex-República Centro Africana. A originalidade deste tartufo, tal como acontece, por essa europa atlântica, residia no facto de também não gostar de críticas e de encontrar soluções, ainda que inconsequentes, para a resolução dos problemas.
O Imperador, como bom Animista Católico, em casamentos ultrapassou os muçulmanos e em relação à oposição política, decidiu cortar o mal pela raíz: mandava-os suicidar e para que as suas almas não o viessem chatear/assombrar, nas horas mais depressivas (talvez seguindo a máxima de Lavoisier: na natureza nada se perde, nada se ganha, tudo se transforma), organizava faustosos banquetes, em que o menú consistia nos Ditos assados na brasa
.
Ora, no Burkina Faso da Europa, a política educativa, implementada nos últimos ano, também se tem pautado, pelo descarregar do fel mais mirabolante e desconcertante sobre determinados sectores sociais e que tem originado situações aberrrantes e caricatas.
Para poupar despesa primária e evitar a crítica, as sumidades da enseñaza decidiram tomar medidas adequadas a possíveis de forma a sabotarem a sabotagem da política económica delineada; por exemplo, quando decidiram agrupar no mesmo código, sem critérios, diversas áreas de filantropia científica, para além do facto de alguns Concelhos Executivos, adeptos da polivalência funcional intelectual, tornarem-se mais extremistas/fundamentalistas.
Assim, perante este cenário, obtemos iguarias, de contratados, de fazer crescer sucesso pelos olhos dentro e inveja alheia europeia:
Um Horário de Tecidos é dado a um licenciado em engenharia civil - qual o problema? O maior especialista teórico-prático de tapetes de arraiolos é um prestigiado engenheiro; e nos materiais de construção, não se utiliza Lã de Vidro?
Um Horário de Informática é atribuído a um imberbe licenciado em Escultura.
Um Horário de Matemática cai no colo de um desgraçado ex-estudante em Línguas e Literaturas Modernas, quiçá Franciu.
Um Horário de Contabilidade resvalar para um ex-aluno do Prof. Marcelo.
Etc. Etc. Etc. Etc.
Tudo depende da capacidade de Imaginação de cada um para o ilusionismo do Sucesso Educativo Estatístico Tuga.
.
Por outro lado, como não há suficientes € (para todos, afilhados/Assessores e enteados...), os Concelhos Executivos, fãs ou com medo , que também não querem ficar assados pela tutela e poderem candidatarem-se a futuros Reitores, entregam, oficialmente, Horários Completos que estão Incompletos.
Os Professores recebem, um Horário como manda o figurino e depois são informados, oralmente pelos CEs, que têm de comparecer obrigatoriamente a reuniões semanais de cada um dos CEF onde estão afectos. Se essas reuniões estivessem nos horários, o Ministério das Finanças abria falência pelo pagamento de Horas Extra e lá se ia o controlo das finanças públicas.
Aqui não existem diamantes como os outros, mas imitações...
De qualquer forma, nada de tentações para comparar Imperador Bokassa com esta Lulu, com a da Outra ou com qualquer outra.

quarta-feira, setembro 10, 2008

Não Há Amor Como O Primeiro

Paulo Pedroso admite coligação com o PSD se PS falhar a maioria absoluta 10.09.2008 - 10h23 Lusa
O recém-regressado deputado do PS Paulo Pedroso não acha que se deva excluir à partida uma coligação entre o PS e o PSD na próxima legislatura, se o PS não conquistar a maioria absoluta nas legislativas de 2009, mas diz que não é um cenário que deseje à partida.
A ideia de Pedroso foi expressa numa entrevista à rádio TSF, a primeira depois do seu regresso ao Parlamento na sequência da sentença de um tribunal que considerou ilegal a sua prisão preventiva no âmbito do processo da Casa Pia, que levou ao seu afastamento da vida política.
Paulo Pedroso, ex-ministro do Trabalho de António Guterres, diz que o PS não deve ter medo de garantir a governação através de um bloco central, atendendo até a que considera que os partidos à esquerda do PS não dão sinais de abertura.
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Já agora, porque não dar uma mãozinha à Catherine Deneuve tuga e já agora também ao PND? O Ramalhete Centro/Direta fica mais floreado...
Claro que o Caruncho da Madeira terá de engolir mais uns sapos cubanos, mas parece que, por uns trocos, a situação será perfeitamente pacífica.
Pode ser que Cuba Tuga importe sifões de sanitas do Atlântico Chinês.

terça-feira, setembro 09, 2008

Lei n.º6/99 de 27 de Janeiro

Lista Negra de Empresas Violadoras da Lei com benevolência do Poder Político (Negrito: empresas com maior propensão/vício para rastejar a lei)
AKI Aldi BCP Cabovisão
Continente DeBorla Decathlon
Feira Nova E. Leclerc Intermarché IZI Minipreço Moviflor Pingo Doce Solverde Sports Center Staples
Worten

sexta-feira, setembro 05, 2008

Contenção Luxuosa de Custos Funerários

Segundo fontes fidedignas e pouco credíveis, em Ouagadugu, no reino da tugulândia do Atlântico Continental Norte, o Presidente e o Primeiro, decidiram adquirir meios de transporte aéreos condignos, com a importância das funções exercidas de S.as. Ex.as e demais eminências pardas, mas com as adequadas reduções de custos. Nesse sentido, parece haver negociações, em parte consumadas, por parte do Governo, para a compra, via leasing, de diversos B737 da Spanair; distribuídos da seguinte forma: 1. Presidente um B737-A 2. Primeiro um B737-A 3. Jardim do Caruncho e C.ª um B737 4. Vale dos Capelinhos e C.ª um B737 5. Assembleia dos Tarecos Cubanos um B737 reciclado 6. Conselho dos Tachos do Primeiro e respectivas entourages quinze B373 em rebajas. 7. Administradores e Regedores de Forais com trezentos e oito (+1) B373 em 2.ª rebajas. Nem tudo o que o Governo faz é mau para o país e bom para os profissionais da política. Parece que desta vez, talvez por estarmos em período de profunda reflexão e meditação eleitoral, os nossos queridos e amados políticos decidiram, à beira do precipício, quiçá depressivo, dar um singelo e significativo, passo em frente: Pela Pátria, Contra os Canhões, Marchar, Marchar…