Bayard Demaria Boiteux (1916 - 2004)

NA ESCOLA, TAL COMO NO MUNDO, TODOS SOMOS PROFESSORES E TODOS SOMOS ALUNOS.
(Faculdade Economia Porto)

quarta-feira, agosto 31, 2011

Como Poupar Dinheiro com a Escola Pública...

Durante a campanha eleitoral, Passos Coelho criticou a existência dos CNOs enquanto sorvedouros de dinheiros públicos e construtor de aldrabices educacionais com atribuição de diplomas sem consistência, ou seja, o actual Chefe afirmava-se contra uma massificação de títulos académicos que não correspondiam à realidade educacional dos formandos.
Agora, resolveu agir em conformidade e encontra-se em curso um processo de privatização total desses centros de perdição, com despedimento de funcionários administrativos, de formadores e de serviços complementares de apoio (despedimento.. não, mas apenas não renovação dos contratos...).
Na verdade, os vícios perniciosos, de obtenção de um diploma depois do prazo de matrícula durar apenas 30 dias, eram apanágio de instituições privadas (estaremos perante uma progressão geométrica semelhante à reprodução mensal de casais de coelhos?), enquanto que, na generalidade das escolas públicas tais processos demoravam cerca de 18 meses.

E Passos Coelho quer poupar dinheiro (!!!), talvez à escola pública e dinamizar as empresas privadas mais dinâmicas em termos de subsídio-dependentes partidário.
Uma Mão lava mais branco a Outra.

O Governo irá continuar a subsidiar tais formandos de vão-de-escada e os centros de formação privados, nos mesmos moldes do antigamente (na escola pública o Ministério recusava aceitar a existência de Custos Operacionais inerentes ao funcionamento dos CNOs).
Mas por outro lado e por mero acaso os Formadores das entidades privadas já ganhavam muito mais; mais que a prata da casa da escola pública.

Afinal de contas, nem sempre a tabuada lusitana é um instrumento correcto para se obter sucesso na poupança; para estas situações deveremo-nos socorrer da Tabuada do camarada Pinochet:
1€ gasto na escola pública parece ter um impacte mais negativo no deficit das contas públicas que 3€ dados pelo Governo aos CNOs privados...

segunda-feira, agosto 29, 2011

As Batotas e os Complementos Oblíquos dos Anjinhos...


Noticiava-se, no dia 27 de Agosto, na primeira página de um jornal desportivo, que teria havido batota na final do jogo de football da supertaça europeia porque o árbitro fez vista grossa à existência de uma falta cometida, por um jogador do Barcelona, dentro da área de baliza e ocorrida à vista do homem do apito dourado.
No jornal Público vinha Guarín tentar justificar o passe que originou o golo do Barcelona.
Tudo Porreiro, porque se não fosse o árbitro, talvez o FCP tivesse ganho!!!

Os Anjinhos dos jornalistas devem andar a precisar de umas acções de formação, quiçá num dos muitos centros das novas oportunidades, sobre a psicologia/sociologia dos agentes desportivos.

Saberão eles o que é uma maçã podre?

Já descobriram a diferença entre um Frango de um qualquer Guarda-redes e os Perús de um célebre castelhano?

Para grandes males, grandes remédios: aconselho vivamente a versão inglesa (em alternativa a tradução portuguesa apresenta algumas ideias pouco esclarecedoras...) do seguinte título: Soccer and Organized Crime (2008) de Declan Hill.


Nenhum presidente de qualquer clube tuga, desde a 1ª liga até à terceira divisão dos distritais pode  afirmar perentoriamente que em Portugal não existem combinações...

sexta-feira, agosto 26, 2011

The Big Boss and...

Segundo o Diário do Minho:
250 euros foi o montante que a Câmara Municipal de Braga estabeleceu como preço base para alienar o direito de ocupação de uma área de 375 metros quadrados no parque arborizado de Lamaçães. Com a “venda” do direito de superfície, que será válida por um período de 50 anos, a autarquia licencia a construção de um equipamento com dois pisos, que terá uma componente fortemente comercial.
Numa zona urbanizável onde o metro quadrado vale cerca de 60€, o prodígio da poupança com a privatização atinge o absurdo do disparate.
É o Liberalismo no seu melhor...

segunda-feira, agosto 22, 2011

A ADD dos Inocentes ou um presente envenenado...

A nova proposta do Ministério tem tanto de dúbio como o facto de estarmos actualmente no mês de Agosto.
Uns dizem que retirar do processo de avaliação os professores dos escalões mais elevados é dividir para obter apoio ao actual Ministro.
Outros argumentam com a necessidade de poupança de custos.
Finalmente há os que advogam com o facto de que os bons professores, os dos escalões mais altos, pouco têm de aprender, visto que são detentores de vasta experiência (Know-How)
Se isto fosse verdade, bastaria que se reabilitasse a figura do Professor Titular.

Pensamos que a verdade a opção governamental parece ter um objectivo mais sinistro, porque a aceitação pela não avaliação depende de cada um dos professores; não sendo obrigatório sujeitar-se a tal procedimento, será de toda a conveniência que os professores não se deixem cair na tentação do facilitismo.
Actualmente, em muitas escolas, os professores que estão nos escalões mais elevados, têm sido obrigados a concorrer para a mobilidade por efeito do aumento progressivo de horários zero de componente lectiva.
Como estes casos ainda têm pouca expressão, parece haver um certo desprezo ou indiferença.
Mas, com o passar do tempo, poderá haver um engarrafamento nas vagas mais próximas do local de residência e o desempate, por óbvias razões inerentes ao Processo Administrativo, irá fazer-se com recurso às classificações das avaliações.
Se um professor aceitar não ser avaliado, porque a lei o isenta em termos de vinculação obrigatória, pode acordar para uma situação de pesadelo...


sexta-feira, agosto 19, 2011

Hábitos de vida nunca esquecidos...

Sul de Israel um ataque terrorista contra dois veículos de passageiros, tal como em muitas outras situações anteriores.
No entanto, parece que houve três acções, duas para distrair a opinião pública (origem duvidosa) e a terceira com intuito de atingir Dimona, a central nuclear:



Fãs de Kadafi com ajuda de voluntários dos Guardas da Revolução Iraniana pretendiam eliminar um dos principais pontos fortes do arsenal nuclear de Israel (retaliação pela eliminação de cientistas iranianos por parte da Mossad) e por outro lado, uma tentativa de sobreviver de um dos maiores terroristas africanos (com o beneplácito dos USA; UK; França e Itália), tentando retirar algum fôlego às forças oposicionistas líbias.














quarta-feira, agosto 17, 2011

O SIADAP Bipolar Docente?

Propostas e contra-propostas, críticas sem fim à vista, diálogo de surdos, quedos e ledos?

Depois do Ministro, aparece a Fenprof a tecer alguns considerandos:


Assim, tendo em conta o conteúdo do documento recebido às 23.30 horas de 12 de Agosto, numa primeira e muito simples leitura, pode afirmar-se que:
 A sujeição do regime proposto às regras gerais do SIADAP impede-o de se libertar de diversos procedimentos do modelo actual, limitando-se a alterar algumas das suas designações. Exemplos: as quotas surgem como percentis a ter em conta na atribuição de Excelente ou Muito Bom e os objectivos individuais passam a chamar-se Projecto do docente, ainda que mantendo o carácter facultativo já actualmente existente;
Há procedimentos cuja exequibilidade é duvidosa, designadamente a criação de uma bolsa de avaliadores com docentes de todos os grupos disciplinares (que, de acordo com o documento de princípios gerais apresentado pelo MEC, serão de escalões superiores aos avaliados) ou a avaliação externa depender de docentes de outra escola, uma solução já estabelecida anteriormente e que não foi praticável;
A ligação e implicações da avaliação na carreira num momento em que esta se encontra bloqueada levantam, no mínimo, dúvidas quanto à manutenção de um regime que, até por essa razão, deveria ser mais formativo e menos orientado para a gestão das progressões;
 Os docentes contratados só poderão ser apenas avaliados nos casos em que o seu contrato tenha uma duração mínima de 180 dias, o que poderá pôr em causa a contagem do tempo de serviço prestado em contratos de menor duração;
O adiamento, mais uma vez, da consagração de uma solução para os inúmeros docentes que se encontram fora das escolas, exercendo a sua actividade em instituições dependentes de outros ministérios. O processo continuará a aguardar regulamentação futura com prejuízo para a contagem de tempo de serviço destes docentes;
Positivamente, assinala-se o alargamento da duração dos ciclos avaliativos, a limitação da observação de aulas, nos casos em que é obrigatória, ao último ano de cada ciclo, a substituição das grelhas de auto-avaliação por um relatório crítico da actividade elaborado sinteticamente;
Por fim, tendo em consideração o regime de isenções proposto pelo MEC, bem como o tempo mínimo de contrato proposto para que haja avaliação, tudo indica que, finalmente, a avaliação deixará de ter qualquer implicação nos concursos dos professores, reivindicação que, há muito, vem sendo defendida pela FENPROF.
Na reunião de dia 23 de Agosto, haverá oportunidade de esclarecer muitos dos aspectos que, neste projecto não são claros, mas também de confrontar o MEC com um dos problemas principais que, de momento, preocupa os docentes: a situação de milhares de contratados que, em Setembro, ficarão no desemprego e de docentes dos quadros que não terão horário lectivo distribuído.
O Secretariado Nacional da FENPROF

Seja qual for a fórmula final, as críticas estarão sempre presentes, ou seja, talvez como em anteriores ambientes, haverá a declaração de um divórcio antes de consumado o casamento.
Os anteriores apoiantes ambíguos de Crato serão os primeiros a culpar os Sindicatos por confiarem no crápula do Ministro se o acordo lhes for desfavorável ou se a situação beneficiar uns em detrimento do vizinho...
Os Professores encontraram no síndrome bipolar dos valores a justificação para os vários descontentamentos.
Não retirando razão à existência de uma esquizofrenia de hubris em MLR e na Barbie Alçada.

segunda-feira, agosto 15, 2011

Mexia, Mechias, Meshilhão...

Algures no deserto do Xurês do ano de 2009, um infortunado indígena resolve aderir à onda do gás estufa e como primeiro vendedor monopolista aparece o Sr. Meshias que promete tudo, neste e no outro mundo (parece que havendo vida depois da morte, os prémios de produtividade dos Administradores são eternos).
Subcontrata um subcontrateiro que tem outros subcontrados para a realização de determinados serviços, como a construção de uma caixa geral de fornecimento do precioso límpido gasoso e usa de um lado o encaixe de uma parede/muro e do outro uma portinhola de papel plastificado.
Uns cientistas noturnos do H2O resolvem levar a porta como recuerdo, ao bom estilo de um tal sucateiro da ovarense relativamente aos carris de uns camboios do museu.
O consumidor é notificado para proceder às devidas reparações sob pena de sofrer um corte geral.
Protesta sem resultado.
Resolve colocar uma porta blindada e guarda as chaves.
Um dia recebe a visita de um sicário da empresa que fornece a gasosa, acompanhado de uma companhia de mamutes da Guarda Republica Iraquiana, armados até aos dentes, como se estivessem numa acção humanitária no corno da Europa do Ninho da Águia, reclamando a posse das chaves e exigindo o pagamento de várias coimas por ter infringido várias disposições legais.
O utente era responsável pelas reparações e respectivos custos, mas teria de cingir-se aos procedimentos legais previstos:
1º - Notificar a EdBurkina... de que iria proceder a obras de reparação.
2º - Esperar que a EdBurkina... o contatasse e lhe fornecesse uma lista de empresas subcontratadas, as únicas que poderiam proceder a tão sensível tarefa (os amigos e compadres servem só para  apanharem as canas?).
3º - O Utente apenas podia colocar uma porta devidamente certificada pela Entidade fornecedora da gaseificação do produto, ou seja com as características de plástico de papel.
4º - A lei não reconhece legitimidade ao Consumidor para se abarbatar com a posse das chaves.
5º - O Tosco teve ainda de pagar, por antecipação, o valor de todas as obras de reposição da legalidade.
Para além disso, a EdBurkina ainda lhe cortou o fornecimento do serviço.
Teria ainda de iniciar todo o processo de pedido de fornecimento do serviço e apresentar um pedido formal de desculpas por ter ousado faltar ao respeito à Ed  Burkina, na pessoa do Dr. Eng. Merxes.
O aborígene com aspecto de tacanho, mas com uma capacidade assinalável na arte do desenrasque adquirido nos fundilhos de uma Fundeville  gaulesa, foi obrigado a apresentar todas as facturas, compra da porta, da fechadura com as duas chaves e da mão-de-obra executada, mas nunca denunciou o facto de possuir uma outra chave suplementar.
Já lá vão 2 longos anos e a EdBurkina nem sequer respondeu à nova pretensão (longa lista de espera...), nem substituiu a porta de ferro por outra (parece que os € caíram no fundo de pensões de sobrevivência da Administração).
Mas o Tuga-esperto continua a usufruir de um serviço oficialmente cortado mas agora gratuitamente
Estamos perante uma empresa pronta a ser comprada pelos amigos baianos e com a bênção das dois triunviratos, o externo e o interno. 

quarta-feira, agosto 10, 2011

A nova ADD Pimba...

Da esquerda à direita, de uma forma transversal a toda a sociedade portuguesa, principalmente dentro da comunidade da blogosfera parece ter havido um suspiro de alívio e de alegria pela sua nomeação.
No que concerne à nova ADD, parece que o único aspecto mais controverso está na situação das quotas...
Os professores, tal como o resto da população (estes só hoje sentiram o doce amargo da troika e já se benzeram perante a orientação de voto, nas últimas eleições. 80% votou no acordo, agora não se podem queixar, porque à primeira todos podem ser enganados, mas perante a encornadura da segunda só terão de amochar e aceitar), quando começarem a beber o vinho amargo do Deus Moloch é que verificarão que tal presente envenenado pode tornar-se num inferno.
Agora a avaliação inter-pares da mesma escola originou uma guerra concorrencial dentro do mesmo espaço.
Amanhã  a avaliação inter-pares de escolas vizinhas poderá tornar-se numa espécie de ajuste de contas (ódios de estimação!) antigas por saldar; veja-se a harmonia suja que sempre existiu entre os professores da EB 2/3 Oeste da Colina e a ES de Maximinos (agora formam um agrupamento e por isso as guerrinhas poderão ficar mais serenas).
O SIADAP assenta numa relação de autoridade perante subordinados e apesar de tudo tem originado um enviesar de resultados muito estranhos...
A nova ADD teria de se pautar pelos mesmos formalismos, como por exemplo, pessoas da IGE, de zonas geográficas/regiões diferentes e com formação científica adequada.
De qualquer forma a contestação também surgiria, principalmente pelos saudosos de MLR e da Alçada.
O ECD de 2004 se regulamentado, através de uma norma repristinatória, ainda estaria actualizado em 2011.

segunda-feira, agosto 08, 2011

Concursos: aucun problème???

Não havia problemas informáticos, nem reclamações, nem..., nem..., nem...
MAS os prazos foram prolongados:
Ø    Candidatura e expressão de preferências a DACL – dia 8 de Agosto,  
          Expressão de preferências para Contratação – de 4 a 10 de Agosto,  
     Expressão de preferências para DCE  – de 4 a 10 de Agosto,

sexta-feira, agosto 05, 2011

Paixões Avaliativas...

Em terras do Barrocal do Barlavento marroquino, o esmiuçar das evidências, por parte de alguns directores, chega ao cúmulo de a supervisão tutelar obrigar todos os docentes a construírem portefólios com mais de 200 páginas.
Com tanta criatividade até admira que a literatura lusa ainda não tenha dado às letras do ártico mais Nobéis.

quarta-feira, agosto 03, 2011

O euromilhões à la carte de Sócrates&Passos...

Quero vender o meu chasso velho, de 22 anos, uma autêntica Dona Elvira dos bons velhos tempos, quando ainda circulava.
Aparecem várias propostas, mas parece que nenhuma me convence
A todos os compradores, se a compra se concretizar, ofereço, de mão-beijada, 5500€.

Uns oferecem 100€ sem direito a comissões intermediárias para os meus amigos.

Outros propõem-me 40€ com direito a...

Aceito estes.

Negócio Fechado
Um chaveco de 5€ vendido por 40€.
Um negócio das Arábias no Burkina-Faso da Europa

O chá loureiro enferruja o popó e o amigo e colega de partido mira arrabal e colecionador de letras reformadas compra-o.




segunda-feira, agosto 01, 2011

着物 複雑な傲慢 do Ad(i)junto da Coltora...

O muy nobre e erudito intelectual das letras mortas afirmou que Portugal tem um excesso de equipamentos culturais.
Na verdade, Francisco José Viegas, tentando imitar o cavaleiro Sancho reconhece lucidamente que há mais oferta cultural que consumidores, principalmente quando mais de 70% dos 13 000 livros editados anualmente e maioritariamente traduzidos, pertencem à era da literatura pimba.
É capaz de ter razão e por isso mesmo pensamos que Francisco José Viegas deveria dar o exemplo, na sua área específica da literatura pimba e promover um auto-de-fé público em frente às instalações do antigo Ministério da Cultura:

+

+

+


+

+


=

Fahrenheit 451


terça-feira, julho 26, 2011

O Pimpolho do Orgasmo Perdido...

Teresa Caeiro apareceu hoje na SIC-N no frente a frente das 21h30m, com um comportamento algo estranho, como se o seu sistema hormonal estivesse em ebulição descontrolada.
Se fosse Norueguesa até se podia minorar tanta irreverência fundamentalista, insultando todos até o querido líder, embora por outro lado, não fosse má ideia ponderar a existência de vida para lá da morte, ou seja, de excluir que talvez a alma penada da Amy pudesse estar a atormentá-la.
Será que a lua-de-mel com o miguelito virou lua-de-fel?

terça-feira, maio 31, 2011

Interlúdios...: Adiós, montes e prados, igrexas e campanas

Adiós, montes e prados, igrexas e campanas;
adiós, Sar e Sarela cubertos de enramada;
adiós, Vidán alegre, moíños e hondanadas;
Conxo, o do craustro triste i as soedades prácidas;
San Lourenzo, o escondido, cal un niño antre as ramas;
Balvís, para min sempre o das fondas lembranzas;
Santo Domingo, en donde canto eu quixen descansa
- vidas da miña vida, anacos das entrañas -
e vós tamén, sombrisas paredes solitarias
que me vicheis chorare soia e desventurada;
adiós, sombras queridas; adiós sombras odiadas;
outra vez os vaivéns da fertuna
pra lonxe me arrastran.
Cando volver, se volvo, todo estará onde estaba:
os mesmos montes negros i as mesmas torres pardas
da catedral severa ollando as lontananzas.
Mais os que agora deixo tal coma a fonte mansa
ou no verdor da vida, sin tempestás nin bágoas,
¡canto, cando eu tornare, vítimas da mudanza,
terán de presa andado na senda de desgracia!
I eu..., mais eu ¡nada temo no mundo,
que a morte me tarda!
(Rosalía de Castro)
Não há machado que corte a raiz ao pensamento...

segunda-feira, maio 30, 2011

O Acordo que PS, PSD e PP/CDS assinaram...

Nenhum se refere a ele porque sabem quanto duro será para a vida de uma geração; fingem e mistificam as consequências da sua implementação; Sócrates, Passos e Portas sabem que este país pode tornar-se numa sociedade de esquecidos da vida...




1.   Promover a mobilidade dos trabalhadores nas administrações centrais, regionais e local; 

2. Reduzir os custos na área da educação, racionalizando a rede escolar através da continuação e reforço da criação de agrupamentos de escolas e redução das necessidades de pessoal (as antiguidades viraram prioridade para o despedimento/mobilidade; contratados ou professores em início de carreira, com ordenados baixos e horários de trabalho longos serão a opção lógica...)

3. Congelar salários e promoções e pensões. 

4. Reduzir comparticipações da ADSE e aumento do valor das contribuições (Activos e Pensionistas) para a ADSE

5. Aumentar as receitas do IVA com eliminação das taxas reduzida e intermédia de todos os Bens e Serviços e aumento do valor da taxa máxima.

6. Introduzir um imposto especial sobre o consumo de electricidade. 

7. Controlar gastos e reduzir custos operacionais e de apoio aos doentes com a Saúde e redução das comparticipações farmacêuticas

8. Acesso a Serviços de Saúde não Primários serão pagos integralmente pelo utente

9. Despedimentos ligados à inadaptação do trabalhador (sem necessidade de recorrer à Justa Causa por parte da entidade patronal), em todos os sectores da sociedade. 

10. Aumento das taxas de IRS, em cada escalão de rendimentos (salário mínimo poderá ser abrangido pelo IRS), quase eliminação de benefícios fiscais com despesas de saúde e para além da redução da TSU existirá uma atenuação nos impactes em IRC.

11. Estabilização do Sistema Financeiro com liberalização de regras em termos de contratos de empréstimos, com vista à sua consolidação. 

12. ………………………………………………

domingo, maio 29, 2011

Sacrifícios ou Falcatruas dos Grupos Económicos Pingo-doce e Continente

Dias 28 e 29 de Maio realizou-se a campanha de recolha de dádivas de bens alimentares ao Banco Alimentar.
Agora já se pode doar via net e foi aqui que verificámos a pouca transparência das grandes cadeias de distribuição alimentar na ajuda desinteressada...

1º - Preço do litro de leite a 0,5€ (campanha da net) e justificado na TV de ser o preço mais baixo do mercado.
Espelho meu, espelho meu... o litro de leite mais barato é o das marcas brancas (Pingo-doce e Continente) e que por coincidência sofreu uma inconveniente ruptura de stocks, a partir do momento em foi lançada esta inovadora campanha.

2 º Outros produtos de marca branca também sofreram inesperados rupturas de stocks, como as bolachas ou os legumes secos, etc.

Na verdade, os produtos mais procurados pelas famílias mais carenciadas e que eram os mais apelativos à solidariedade social, durante as campanhas anteriores desapareceram das prateleiras!!!

Estas empresas, sabendo da grande capacidade de os portugueses serem solidários nos momentos mais críticos, resolveram ganhar mais uns tostões, aproveitando-se de alguma ingenuidade dos dadores.

Quando Soares dos Santos e Belmiro de Azevedo falam em solidariedade não estão a defender os portugueses carenciados, mas na forma como poderão sacar mais euros à custa desses pobres.

sábado, maio 28, 2011

Calímeros de Sucesso...

Dias Loureiro do PSD tornou-se no homem mais feliz do mundo depois de se ter tornado ministro, deixando para trás, o calcorrear das calçadas de Coimbra em busca de favores, para ele e para os amigos.
Depois tornou-se todo importante com a mania das super-esquadras (estilo super herói da banda desenhada) e como duque passou a ser uma espécie de pequeno bobo da corte governamental a quem todos começaram a prestar-lhe vassalagem.
Finalmente foi às caraíbas assinar uns contratos sem conhecer o respectivo teor e não sabe onde colocou o dinheiro da comissão inerente a essa tarefa.
Parece o Ingénuo de Voltaire.

Oliveira Dias do PSD também, enquanto ministro, continuou na senda de fazer felizes os outros, milagres de Cristo, estilo multiplicação dos benefícios, com o perdão das dívidas fiscais ao amigo Campos.
Depois vendeu a Cavaco acções da SLN a um preço de amigo e comprou-as a um valor de super amigo e ainda não sabe como funciona um computador, nem como essas transacções foram registadas informaticamente.

Durão Barroso do PSD diz-se encornado por ter sido enganado (o Pinho do PS apenas mostrou à assistência do PCP o presente que a sua mulher lhe deu, quiçá no aniversário do respectivo casamento...) sobre as armas de destruição maciça do Iraque e ao mesmo tempo feliz por ter sido designado Presidente da Comissão Europeia à custa desse percalço. Há males que vêm por bem.

José Sócrates do PS faz as asneiras, tem mau gosto na arquitectura urbanística, confunde os locais onde estudou e os cursos que frequentou e as datas das respectivas conclusões (alzheimer por via de neurónios em curto-circuito?) e ainda afirma que a culpa da situação actual da economia é por causa do PEC n.º 89 e da crise internacional.
Diz-se defensor do SNS e da Escola Pública e mina a respectiva sustentabilidade.
Vê conspirações, maledicências e comportamentos desviantes anti-democráticos em tudo o que não alinha na sua cartilha maternal.
Chora ranho de lombriga quando não ganha ou não consegue controlar ou os compagnons de route, como o Pedro o factotum, como o beduíno do deserto do Jamais ou o Jonas do Vara se encontram entaramelados.
Tal como o Botas de Santa Comba, tenta criar a imagem do Homem previdente da Santa Providência, é um exímio defensor do Merchandising e de técnicas de venda de um curso profissional de secretariado.
Bom comunicador que parece ter faculdades de vender um triciclo feito sucata, como se fosse um Ferrari acabado de sair da fábrica.

Passos Coelho do PSD era contra o pagamento de propinas, de penico ao léu, e a doçura da Fátima (como a Bruni) tornou-se num facto nacional porque era muita areia para a engrenagem dele e a pedaleira do alternador gripou. 
Diz-se enganado pelo Primeiro, apesar de ter pedido desculpas à Nação e agradecido por ainda vir a poder provar o néctar do Poder do Paraíso, no dia 5 e numa carroça que está à beira da morte súbita.

Paulo Portas do PP/CDS o eterno bajulador e defensor dos injustiçados, como Pescadores, Agricultores e Pensionistas que quando chega a ministro se engana e resolve os anseios dos carenciados com submarinos de água doce. 
É um Timoneiro de águas estagnadas que navega por águas da ASAE pouco transparentes.
Gostaria de ter sido polícia, mas as suas aspirações terão sido reprimidas e ficou traumatizado com obsessões pela pouca segurança e vê em cada esquina um potencial criminoso (só quando visita eleitoralmente as feiras, porque depois tudo regressa à normalidade da paz dos anjinhos).
O Guru das Sondagens que desvaloriza os respectivos quando não são favoráveis aos seus interesses, deduzindo que as empresas de sondagens são uma aldrabice em favor de interesses obscuros.
Na verdade, ele vê nos outros os mesmos métodos de construção de resultados de intenções de voto, que utilizava, para todos os gostos e consoante os interesses de cada cliente, quando ganhava dinheiro sem sair dos gabinetes através do método da psicologia da janela indiscreta.

Santana Flopes do PSD é um homem que gosta de andar na ribalta das colunas sociais, é o eterno exilado com a mania de ser um D. Sebastião, com uma prole assinalável que necessita de cuidar (a sorte de ainda não ter recebido um raio cósmico da estratosfera, quando está em pose adequada num qualquer urinol, principalmente debaixo da pala do Alvalade Shopping).
A sua extrema felicidade aconteceu quando, o encornado dos Açores resolveu ir para a Europa Continental, e se tornou então no Primeiro de Todos, incluindo o Alberto do caruncho.
O sonho de viver numa manjedoura rodeado das queridas santanetes, estilo incubadora virou pesadelo quando os manos começaram a machucar o material e o homem da moeda boa quis ser presidente da república e precisava que a moeda falsa fosse borda fora.


sexta-feira, maio 27, 2011

Moinas em Banco/Bolsa de Horas...

Isto de experiências piloto, como a aplicada aos efectivos da Polícia de Braga, acabam sempre por tramar os do costume, ou seja, neste caso, os agentes da PSP estão a ser as cobaias daquilo que PS/PSD preparam para fazer em relação ao resto dos trabalhadores do Estado e quiçá de toda a População Activa: não pagamento de horas extraordinárias; não pagamento de serviços gratificados (PSP cobre, mas os agentes que fazem o serviço ficam de fora  do bolo); voluntariedade obrigatória dos agentes em prestarem serviços particulares aos oficiais; etc.

As Bolsa ou Banco de Horas estão a generalizar-se a todas as situações, desvirtuando os respectivos princípios que pressupunham uma aplicação apenas aos sectores produtivos de carácter mais sazonal ou com picos inevitáveis de produção, porque existem estudos da área da psicologia social que demonstram que existe um aumento de custos para as entidades patronais e uma baixa de rendimento do trabalhador, quando o este tenta ultrapassar as resistências físicas e psíquicas (ver relações custo marginal e produtividade marginal).

Agora se a vitimização pertence aos trabalhadores das Forças Policiais e amanhã teremos uma aplicação universal...
Claro que a classe política e respectivos apaniguados estarão isentos destes sacrifácios patrióticos, mas não dos respectivos benefícios.

PS: no último fim-de-semana (21 e 22 de Maio) 19 agentes meteram baixa médica, tal é o óptimo ambiente entre Agentes e Oficiais/Comandos...

E neste próximo o arraial promete...

quinta-feira, maio 26, 2011

Amores de Perdição do Zé...

PPP do Hospital de Braga e a  doutrina da Troika

Em tempos de crise, o BES resolveu implementar todo um conjunto de soluções, na gestão do novo Hospital de Braga, para baixar as despesas/custos de  exploração, não baixar as comparticipações financeiras do SNS e aumentar os lucros, alocando o lixo tóxico ao Orçamento Geral do Estado:
1 - Parques de estacionamento com preçário de fazer inveja aos pobretanas dos do Névoa para todos, utentes e funcionários;
2 - Revisão dos vínculos contratuais, de funcionários públicos para contratos a termo:
3 - Recusa em contratar excesso de pessoal que existiriam nas anteriores instalações do S. Marcos e quiçá, por simples coincidência, a despensa afectou apenas dirigentes sindicais;
4 - As vagas resultantes no ponto anterior foram também, por coincidência das coincidências, ocupadas por gente nova contratada.

Cerca de dezasseis dias após a respectiva inaugurarão, com toda a pompa e circunstância, um doente a necessitar de uma pequena cirurgia é encaminhado para um determinado local e quando entra fica em estado de choque; não era o facto de o médico ter um qualquer comportamento menos correcto, aliás foi, dadas as circunstâncias, até de muitas mesuras e pedidos de desculpa pela situação.
O chão da sala de pequena cirurgia estava sujo de sangue, pejado de pensos sujos e de outros objectos pouco impróprios ao espaço.
Reparou ainda que não havia qualquer recipiente de recolha de resíduos cirúrgicos.
Vendo a atrapalhação do utente, o médico tentou justificar o cenário com o facto de  ainda não haver pessoal de limpeza adstrito àquela ala/serviço.

Depois do tratamento efectuado, o utente ainda teve a lucidez de vislumbrar a preocupação do médico em tornar a sala com um aspecto mais asséptico, pelos menos nas aparências, com uma vassoura na mão e uma pá de cabo na outra, deitando os detritos algures e com uma esfregona tentar esbater as manchas de sangue já secas.

Sócrates deve estar orgulhoso desta equipa de Gestão hospitalar do Serviço Nacional de Saúde e que por acaso é laranjinha até ao tutano...

quarta-feira, maio 25, 2011

Anedotas do Folclore Madeirense...


Pretende a Região Autónoma da Madeira contribuir, tanto quanto for possível, para a resolução dos graves problemas da República Portuguesa.


Duas das muitas instituições desnecessárias e despesistas são a Comissão Nacional de Eleições e a Entidade Reguladora para a Comunicação Social.


A Comissão Nacional de Eleições tem composição partidária, a par de representantes de vários ministérios, pelo que, apesar de simultaneamente partidarizada e governamentalizada, pretende interferir nos processos eleitorais, quando num Estado de direito democrático como a República  
Portuguesa pretende ser é aos tribunais que compete

apreciar eventuais ilícitos eleitorais.

Mais sucede que esta Comissão, com encargos enormes, funciona desnecessariamente ao longo de todos os anos, mesmo quando não há eleições.

O mesmo se diga sobre os custos do funcionamento da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, num Estado de direito democrático, instituição cuja composição também tem origem partidária, pelo que a sua actividade onerosa está desprovida de idoneidade.

Assim, a Assembleia Legislativa da Madeira, no uso  do direito consagrado na alínea d) do artigo 38.º do Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma da Madeira, conjugado com os artigos 164.º e seguintes do Regimento, resolve solicitar aos representantes do Fundo
Europeu de Estabilidade Financeira a maior atenção para

o despesismo de milhares de entidades inúteis na República

Portuguesa, em particular as apontadas Comissão 
Nacional de Eleições — CNE e Entidade Reguladora para 
a Comunicação Social — ERC.

Aprovada em sessão plenária da Assembleia Legislativa  da Região Autónoma da Madeira em 4 de Maio de 2011.

--------------------------------------------------- 
Esperamos que as queixas contra o vídeo do PND sobre eventuais acções paramilitares da OTAN, ajudando os rebeldes, para derrubar o Führer da Madeira não tenham provimento, junto da CNE, que parece ser uma entidade inútil.

terça-feira, maio 24, 2011

Os Consumos da Ministra...

Agora verificamos que pedir a um médico de família, de uma qualquer USF, uma credencial para a realização de exames de natureza hematológica ainda é aceitável.

Se o resultado for positivo para o doente, então justifica-se que não haja mais despesas por parte do S.N.S.

Mas se algum dos resultados apurados não está dentro do intervalo previsto, nomeadamente no que concerne aos de alguns dos marcadores, pelos parâmetros estabelecidos , é natural que o doente queira saber mais, através da realização de outros Meios Complementares de Diagnóstico.

O problema reside aqui, porque quando confrontado com essa vontade legítima, o Médico é taxativo em recusar passar as respectivas credenciais, alegando que não está autorizado, por ordens superiores, a satisfazer esse tipo de situações de ansiedade do doente.

Estamos perante o cenário que a Ministra Ana Jorge designa de (forma de estigmatizar certas classes economicamente mais desfavorecidas...) Consumismo da Saúde:
Quando o mano do Zé Sócrates foi sujeito a um transplante pulmonar em Espanha, com todas as despesas pagas, por todos os que pagam os seus impostos, parece que tal acto não se enquadra bem nessa perspectiva.

Questiona-mo-nos sobre a verdadeira vocação da Ministra que antes de o ser, era apenas licenciada em medicina.
Parece que o canudo em Medicina parecia responder a várias outras preocupações:
1 - Promoção Social?
2 - Ser economicamente mais bem paga que o resto dos imbecis?
3 - Aparecer nas revistas sociais?
4 - Admiração por aqueles SS que deitavam criancinhas vivas para dentro dos fornos crematórios?
5 - Coveira uma vocação profissional desperdiçada, só porque ainda não havia um curso financiado pelo FSE?
6 - ..........................................

segunda-feira, maio 23, 2011

S de ...






ELEIÇÃO DOS CORPOS GERENTES do SPN (Sindicato dos Professores do Norte)  PARA O TRIÉNIO 2011/2014
(Manuela Mendonça)
No próximo dia 26 de Maio, realizam-se as eleições para os Corpos Gerentes do SPN.
Por decisão da Comissão Eleitoral, as listas candidatas podem dirigir-se aos associados através do e-mail institucional para fazerem chegar informação complementar à veiculada por correio e no site.
É neste contexto que, em nome da Lista S, me dirijo a todos os sócios, apresentando as linhas gerais desta candidatura e apelando à vossa participação no próximo acto eleitoral, por correspondência ou no dia 26, numa mesa de voto.
Somos um conjunto de educadores e professores comprometidos com os 28 anos de vida do SPN – o maior da região Norte e o segundo maior do país.
Constituímo-nos como lista em torno da actual Direcção, orgulhosos do trabalho realizado até aqui. Independência, solidariedade, liberdade de pensamento e respeito pela diferença nortearam a nossa acção.
Candidatamo-nos a um novo mandato reafirmando esses critérios de actuação como condição para um sindicalismo verdadeiramente democrático e unitário.
A Lista S considera que sem independência – em relação aos governos, às entidades patronais e aos partidos políticos – não há verdadeiro sindicalismo.
A Lista S tem uma lógica estritamente sindical, integrando educadores e professores das mais variadas sensibilidades políticas, partidárias e outras.
A Lista S assume um projecto sindical ancorado numa estreita ligação aos docentes e ao quotidiano das escolas.
Defendemos um sindicato forte, combativo e reflexivo, que não se limite ao protesto e que seja capaz de colocar na agenda política as questões prioritárias para a profissão e para o sistema educativo.
Defendemos um sindicalismo solidário, intergeracional e interprofissional, assumindo integralmente a condição do SPN de membro da Fenprof e da CGTP-IN.
Sabemos que o futuro vai ser (ainda) mais adverso ao exercício da actividade sindical. Mas temos plena consciência da importância do papel dos sindicatos e não será isso que nos desmobilizará.
Os direitos defendem-se exercendo-os. Participa neste acto eleitoral! Vota Lista S!

SEMPRE ao serviço dos educadores e professores, da educação e da escola pública


programa e candidatos em htpp://www.semprespn.org


sábado, maio 21, 2011

A Escola Pública e o Serviço Nacional de Saúde: ...?

Vidas…
Podia ter o nome de Teresa ou de Helena ou de Ana ou de Daniela mas, agora tudo é indiferente...

Começou a trabalhar em tenra idade, ajudando os pais na lavoura e aos 18 anos de idade entrou para os Serviços Administrativos de uma Escola Preparatória Pública do interior e aquando da sua entrada em funcionamento, nas Terras Frias do Norte; era a única funcionária, era pau para toda a obra, área de pessoal, tesoureira, vencimentos, alunos e até dactilografar numa máquina de escrever inquinada os testes rascunhados pelos professores.

Em 2005 podia ter-se reformado com pensão completa, mas decidiu que trabalhar era uma forma de se cuidar e de continuar a ganhar respeito, pelos papéis, alguns deles algo amarelecidos, embora ainda não estivessem arrumados no Arquivo Morto, que lhe passavam, diariamente pelas mãos.

Entretanto aguentou estoicamente uma Mastectomia radical modificada.

Em meados de 2010, com 42 anos de Serviço decidiu reformar-se, ingloriamente, porque foi premiada com uma penalização de 9% e sem direito a homenagem pública da Escola (em muitas Escolas, mais no Interior que no Litoral, a saída, por reforma ou transferência, de professores ou de funcionários com muitos anos de serviço, ainda existe uma prática de reconhecimento e valorização pública do serviço prestado, por parte de toda a comunidade educativa).
E nem os próprios responsáveis da Escola souberam reconhecer, em devido tempo, o mérito, os sacrifícios e o esforço desenvolvido ao longo de tantos anos, nem uma medalha de cortiça... 
A nossa forma de socialização está a tornar-nos em seres indiferentes; agora tudo depende dos interesses e dos benefícios...

Em princípios de 2011 faz um exame de rotina, como uma ressonância (com prognóstico incerto) e, por precaução do médico assistente, é encaminhada para o Centro Hospitalar adequado...

A realização dos exames é espaçada no tempo, em média 40 dias, ou seja, demoraram cerca de 8 meses (mais um mês de demora para a primeira consulta e outro tanto para a do diagnóstico final), apesar dos pedidos de urgência da equipa médica, e é contemplada no final com uma sentença, estilo corredor da morte, ao ser-lhe diagnosticado um mieloma... (descalcificação descontrolada da massa óssea, por acção do sangue e que coloca os órgãos do sistema urinário em risco de falência), uma forma de carcinoma raro (talvez resultante de um controlo mal controlado depois do anterior cancro mamário e que terá originado a formação de metáteses???), aparentemente sem cura/ remissão (depois de tanto tempo de desespero, a morte ocupou o lugar de uma qualquer forma de combate/cura, talvez por as lista de espera serem longas ou haver directrizes superiores sobre a contenção na despesa em exames); O Programa Tempo de Viver deve ser o tema de um novo e inovador paradigma de encarar o doente em função do princípio custo-benefício!!!

O Centro Hospitalar (foi uma pena a doente não conseguir entrada num dos IPO e talvez o desfecho fosse diferente ou talvez não, porque o recurso a células mesenquimatosas para regenerar determinados órgãos afectados, ainda não faz parte das soluções em Portugal (no resto da Europa é uma prática habitual, embora ainda esteja num estado embrionário): na relação custo-benefício e em épocas de restrições orçamentais, a morte acaba sempre por ser a opção mais rentável para o SNS...) parece que apenas tinha autorização para lhe conceder um conjunto mínimo de exames/tratamentos que iam dando uma hipótese remota de sobrevivência, talvez para retardar um fim inevitável.

Mesmo a nível dos IPO e apesar de haver a falta de uma rede de cuidados continuados/paliativos e como forma de reduzir os custos orçamentais, o tempo de o doente falecer numa cama hospitalar é uma vaidade do passado.
Agora o doente em fase terminal é despachado/abandonado para casa familiar onde não existem meios técnicos adequados e apoio psicológico de acompanhamento, por parte dos respectivos centros de saúde,  ,

Só no fim da doença é que pessoa doente soube a verdadeira dimensão da gravidade (só quando se encontrava em casa e pressentiu que as dores eram cada vez mais intensas, a capacidade de mobilidade estava a atrofiar e reparou que os familiares já não davam respostas convicentes), porque enquanto existe vida temos sempre esperança de que determinadas maleitas são passageiras e só 1 dos familiares próximos sabia a verdade, desde o início.
A cumplicidade do pessoal médico (enquanto esteve internada ou sujeita a algum acompanhamento mínimo) e de enfermagem, alertados previamente para o facto de a paciente não estar psicologicamente preparada para saber da gravidade da sua situação, mantiveram sempre uma atmosfera de optimismo aparente.

Na realidade, apesar da abnegação do pessoal médico, de enfermagem e de alguns auxiliares de acção médica nenhuma solução havia (sentença final veio tarde de mais); mesmo assim, os familiares souberam que mais importante que a cura dos doentes internados, nesse hospital, cuja Administração foi recentemente elogiada como um Modelo de Gestão (apesar de haver uma prática corrente de muitos doentes emigrarem à força, ou para casa ou para outras unidades de saúde...), estavam as restrições orçamentais que, por sua vez, influenciariam a atribuição de prémios de produtividade aos respectivos administradores. 

A crueza deste tipo de situações cai sempre em cima dos dois lados da barricada:
O Doente que sofre o desconforto de que vai morrer e sente o esvair lento das forças e do discernimento e da lucidez, apesar das dores intensas serem o menor dos males, maiores são as dores da alma dos sonhos inacabados, de quem não quer perder as afectividades criadas, ao longo de uma vida ainda incompleta, pelo menos desta maneira, agarrando-se desesperadamente, num choro compulsivo, clamando por uma qualquer ajuda... 
Os Familiares que sabem do inevitável desenlace e se sentem impotentes para prestar a ajuda adequada e que são obrigados a um chorar silencioso de lágrimas secas, lágrimas de sangue...

A Saúde do SNS em Portugal está em agonia para as pessoas que não possuem meios próprios para frequentarem centros hospitalares, estilo SPA ou Seguros de Saúde, principalmente se vivem em meios rurais do interior e com fracas condições de acessibilidade.

As Pessoas têm sido sempre maltratadas e desrespeitadas pelo Poder Político, principalmente nestes últimos anos; veja-se o caso dos médicos de Sócrates na Caixa Geral de Aposentações que devem ter tido alguma formação específica em Auschwitz, ao considerarem aptos para o trabalho pessoas afectadas por doenças incapacitantes ou incuráveis.

Trabalhar por amor à camisola é um disparate em regimes de Governos Liberal...

Para os Governo, esse tipo de mortes é como que uma bênção dos céus, ao permitir, patrioticamente, que o deficit da Caixa Geral de Aposentações ou da Segurança Social tenha uma tendência para a quebra...

Mas os Portugueses ainda não tomaram consciência para os reais problemas que, mais cedo ou mais tarde, com maior ou menor grau de impacte, os afectarão: só acontece aos Outros. 
E a tristeza é esta, de não saber, de não querer saber, de querer ignorar os diferentes sinais de alerta, os Portugueses preferem viver na Ilusão...

sexta-feira, maio 20, 2011

Escola Secundária Sá de Miranda

A Escola Secundária Sá de Miranda, em Braga, foi das primeiras a ser objecto de recauchutagem.
Espaço limitado, sofreu ampliações de novas construções, umas dentro do pátio interior e outra situada no lado norte e exterior (enquadramento aceitável, gosto algo duvidoso, embora seja funcional...).

Aliás, de todas as escolas de Braga foi talvez a que melhor soube aproveitar os espaços, nomeadamente quando teve como supervisor um arquitecto de nome consolidado na praça, enquanto que Os das outras escolas ainda se encontravam numa fase de consolidação da respectiva reputação no mercado.

No entanto, a actual direcção, com um estilo muito paternalista e centralizado, tem vindo a demonstrar uma total insensibilidade (resta saber o que já foi para o caixote do lixo), perante uma potencial valorização de todo um conjunto de vários espólios museológicos ligados às Ciências Experimentais e Cartografia/Geográficas, de fazer inveja a inúmeras instituições de renome internacional, na área da educação.

A Planta do arquitecto já contemplava a existência de espaços adequados para esses materiais (velharias segundo a Direcção... acrescentando que estarão em processo de inventariação e de reclassificação... (à demasiado tempo), guardados numa despensa/arrecadação sem qualquer preocupação de preservação ambiental...).

A postura dos últimas direcções deste antigo liceu de Braga contrasta com todo um conjunto de atitudes, assumidas anteriormente e veiculadas numa cultura de defesa do património histórico desta instituição, nomeadamente com importação de obras de grande valor cultural, por parte dos frades da Congregação do Espírito Santo e que de outro modo nunca seriam do conhecimento do Povo Português.

Não é de admirar que ao longo do século XX, tenha havido um reconhecimento dos valores patrimoniais científicos que o Liceu foi acumulando, por herança do antigo colégio ou por formação dos respectivos funcionários.

Dentro desta lógica, nos idos anos quarenta, um funcionário adstrito aos laboratórios de Física e de Química tinha fama de ser um conhecedor profundo das matérias leccionadas, de tal forma que alunos, de outros estabelecimentos de ensino, recorriam às suas explicações como forma de enfrentarem, com confiança, os exames nacionais do 5º e 7º anos.

quinta-feira, maio 19, 2011

Directores: caça ao poleiro

Em tempos, muita polémica ficou associada ao agrupamento entre a EB 2/3 de Maximinos (TEIP) e a ES Maximinos na cidade de Braga e em que a comunidade escolar interna, da primeira, preferia casar-se com ES Carlos Amarante.

O Virgílio. Director da escola Frei Caetano Brandão queria estar na comissão administrativa, pelo menos como presidente (não ganhou o euromilhões e saiu-lhe na rifa o vigésimo, focou como vice..) e por outro lado desdobrou-se em declarações públicas contra tal projecto de agrupar duas escolas de Projecto Educativo tão diferenciado (disse que com ele na liderança da EB 2/3 nunca haveria junção (engano redondo).

No final do presente ano lectivo, o Pereira (presidente da comissão administrativa e professor da Secundária) convidou o Virgílio para formarem uma candidatura conjunta, uma união para presidirem à direcção deste mega-agrupamento contranatura.

A recusa foi perentória porque a EB 2/3 tinha mais professores e mais funcionário que a escola de baixo e em princípio no Conselho Geral haveria de certeza uma maioria mais favorável.
Mas nem sempre a lógica da matemática, em que se confirma a igualdade do 1 + 1 = 2, porque também podemos obter um resultado prático diferenciado do 1 + 1 = 1 (tudo depende da qualificação dos conceitos...).

O Pereira ganhou e, entre os derrotados, desenvolve-se uma teoria da conspiração simpática de honra e respeito pelos vencidos, sobre um eventual convite, claro que como vice, ao Virgílio em direcção ao poleiro...!!!

O engraçado é que o manager da campanha do Pereira a Presidente ter-se-á passado para as hostes do Virgílio e tudo parecia favas contadas.

Por um voto se perde e por um voto se ganha!!!