Bayard Demaria Boiteux (1916 - 2004)

NA ESCOLA, TAL COMO NO MUNDO, TODOS SOMOS PROFESSORES E TODOS SOMOS ALUNOS.
(Faculdade Economia Porto)

terça-feira, novembro 15, 2011

O Incorrupto Lápis Azul de Miguel Relvas...?

EXTINÇÃO da IGAL - UM FAVOR DESTE GOVERNO AOS AUTARCAS CORRUPTOS


Mais uma medida "inovadora" deste governo!
O Governo decidiu, no seu afã "reformador", extinguir aInspecção-Geral da Administração Local.
O seu Presidente, o juiz-desembargador Orlando dos Santos Nascimento,publicou no site do IGAL uma carta com a sua posição.
Miguel Relvas demitiu o Presidente e fechou o site, para que ninguém aceda à carta:

Foi recentemente anunciada a extinção da IGAL.
Neste momento de crise, que para além de económica, ameaça ser também de valores sociais e até civilizacionais, todos os portugueses acharão bem que se extingam os outros sem se preocuparem com a racionalidade do acto em si (se o serviço público faz falta, se estava a trabalhar bem).
Apesar disso, porque não aceitamos derrotas de secretaria, não podemos deixar de apresentar, aqui, uma declaração pública final sobre o que, com o dinheiro de todos, fizemos na IGAL nos últimos anos.
A missão da IGAL consistia, essencialmente, em acautelar o cumprimento das leis por parte das autarquias locais.
Essa acção de fiscalização, incómoda para os fiscalizados, era feita através de inspecções de rotina às autarquias e através da análise de denúncias de cidadãos que sentiam os seus direitos atropelados pelas autarquias locais.
Com um campo tão vasto de acção, com tantos Concelhos e tantas Freguesias, com tantos atropelos à legalidade e com tão poucos inspectores, a IGAL não teve mãos a medir.
E amedrontou, até os poderosos!
De facto, pela calada, uma poderosa associação de autarcas, não encontrou outra solução, para perder o medo, que não fosse,
Em minha opinião, a IGAL vai fazer falta.
Ao longo dos últimos três anos, de forma abnegada, a lGAL procurou acautelar os direitos dos cidadãos em ordem a que, entre outros:
- Os caminhos não alargassem sobre os prédios dos "outros" e não encolhessem sob os prédios dos "amigos";
- Os "amigos" não construíssem um qualquer prédio e aos "outros" se "aplicasse a lei";
- As licenças públicas não tivessem que ser pagas, também, a privados;
   A que, nos ditos concurso de acesso a emprego nas autarquias locais, não ganhasse o "concorrente" que todos já conheciam;
- O dinheiro público não circulasse apenas dentro do mesmo circulo de 1 interesses e entidades, num autêntico cerco ao dinheiro público, o que faz lembrar constantemente que: "Eles comem tudo e não deixam nada";
- Os jovens engenheiros, arquitectos, projectistas e outros profissionais tivessem livre acesso ao mercado da profissão e que este não fosse capturado por eleitos e outros profissionais das autarquias;
- As empresas pudessem concorrer em pé de igualdade sem se verem preteridas peias empresas do "círculo de interesses", quando não dos próprios, das suas esposas e outros familiares e amigos.
- Os trabalhadores das autarquias exercessem as suas funções em consciência, sem servilismos e sem ilegalidades;
- O dinheiro público não fosse dispendido na aquisição de veículos de ostentação, em proveito próprio;
- As declarações de "caridadezinha" não proporcionassem a saída de dinheiros públicos para agremiações privadas, em proveito dos seus dirigentes;
- Os serviços públicos e privados, mas com dinheiro público, dedicados aos mais desprotegidos, entre eles os destinados aos nossos idosos (lares), não se destinassem apenas aos amigos do círculo de interesses e aos cidadão dispostos a abdicar da sua cidadania.
Ao fazer isto, como compreenderão, a IGAL granjeou muitos "amigos. Não nos vangloriamos de eficácia.
São públicos os atropelos de legalidade a que a IGAL não soube ou não pôde pôr cobro.
Atenta a escassez de recursos, foram muitas as vezes em que a IGAL teve de "esquecer" uma ilegalidade para acorrer a outra maior.
Aos muitos cidadãos a quem a IGAL não pôde assistir na defesa dos seus direitos não posso deixar de apresentar as minhas desculpas.
Tivesse eu outros meios que, em vez de desculpas, lhes exigiria reconhecimento!
A IGAL não trabalhou "contra" os eleitos locais nem contra os trabalhadores locais.
A IGAL trabalhou com uns e outros, com respeito, e por vezes, com admiração. Alguns fazem parte do nosso património público de boa consciência colectiva. E muitos nomes me ocorrem.
Não os cito, mas guardo-os como conforto para as horas de ingratidão, como esta.
A esses, eleitos e funcionários, caberá agora assegurarem, sozinhos, o respeito pela cidadania que todos esperam das autarquias.
Afinal, são o poder mais perto de nós, cidadãos, e o poder é mau;
Quando mais perto de nós, pior!
Com o poder do "rei" podemos todos;
Está longe!
Por último, os funcionários da IGAL.
Aos funcionários da IGAL só exigi.
Estaria, agora, em condições de retribuir algo mas, a corrupção ganhou!
A todos, a minha profunda fé, em que: "quem faz bem não pode esperar mal . Num serviço público não se deve esperar reconhecimento.
Mesmo que façamos para além do melhor, nas horas cruciais, só aparecerão os maldizentes.
Apesar disso, senhores funcionários da IGAL, os senhores só se poderão sentir bem.
Não lhes exigi para proveito pessoal, mas para o bem público.
E todos corresponderam, elevando para mais do dobro a "produtividade" da IGAL, reduzindo a despesa.
Estivéssemos nós num País de raiz empresarial anglo-saxónica e seriamos candidatos aos lugares cimeiros, como exemplo para os outros.
No nosso, por incómodos, fomos EXTINTOS!
Entre todos, não posso deixar de me dirigir aos inspectores da IGAL.
Os senhores ouviram de mim o que nunca tinham ouvido.Foram sérios, honestos, humildes, abnegados, não cederam a promessas, peitas, pressões e outros expedientes.
Têm direito a serem respeitados, onde quer que estejam. 
E sê-lo-ão!
Não quero terminar esta prestação final de contas, por parte da IGAL, sem dirigir uma palavra de apreço aos senhores jornalistas que prestam especial atenção à administração local.
Alguns dos senhores teriam lugar na IGAL, em qualquer orgão de polícia criminal, no Ministério Público e como juízes em qualquer Tribunal.
Ao longo de três anos li os vossos trabalhos.
Investigam, analisam, descrevem objectivamente, PRESTAM SERVIÇO PÚBLICO.
Tal como a IGAL são, por vezes, incómodos, porque se aproximam da verdade.
Felizmente para todos nós não foram extintos.
Que não esmoreçam no vosso trabalho!
Termino com a esperança em que o espírito de serviço público da IGAL, qu acompanhará cada um dos seus funcionários, para onde quer que vá, acabe po renascer, para bem de todos.
Aqui e agora nos despedimos.
A todos os cidadãos que ao longo destes três anos nos foram dispensando a sua atenção, lendo as matérias deste nosso sítio, apresento o meu
Bem Hajam!
Lisboa e IGAL, 20 de Setembro de 2011.

O Inspector-Geral
(O          dos Santos Nascimento)







O Off-Shore do Crato & Gaspar

Se já sabiamos que no Burkina-Faso da europa cerca de 50% da população não pagava impostos e que destes, 70% por se dedicarem ao PIB paralelo não podem declarar, por óbvias razões, o montante dos respectivos rendimentos, ficámos a saber que dos restantes, muitos dos de língua afiada, em termos de bitaites de moral, que concordam com os sacrifícios impostos aos outros, arranjaram artimanhas, com a cumplicidade ativa dos sucessivos governos, de o IRC a pagar ser insignificante ou nulo, só porque mudaram a sede fiscal para além fronteiras.
Empresas Patrióticas do Burkina-Faso (que imitam a Google, a Microsoft, os U2 ,etc.):
Pingo Amargo do Off-shore da Madeira com IRC = 0%
P. dos Trastes com sede fiscal na Holanda e IRC = 5%
EDP dos Berberes com sede fiscal na ...
RENídio com sede fiscal na ...
Sonai com sede fiscal na ...
Media C...com sede fiscal na Madeira e IRC = 0%
BPN/SLN com sede fiscal na Madeira e IRC = 0%
GALPelintra com sede fiscal na Holanda e IRC = 5%
Etc.
No entanto, estão sempre à coca de subsídios do Estado ou de legislação do Estado que obrigue os cidadãos a pagarem os baixos vencimentos dos respectivos gestores.
Os Professores Públicos serão as próximas vítimas da mobilidade especial (apesar de ainda não haver legislação específica, embora o OGE para 2012 já aborde, ainda que genericamente, tal problemática), dando desta forma oportunidade ao setor dos colégios e escolas profissionais privados para aumentarem os lucros, através de contratação dócil de novos professores em processo de patinagem.
A Escola Profissional de Braga procedeu a uma redução drástica nos custos salariais, de forma a obter lucros inimagináveis numa situação de crise e muitos dos professores voltaram-se para a causa pública...
Mas agora, alguns desses professores já ponderam repensar opções assumidas em passado recente!

segunda-feira, novembro 14, 2011

O MFA e uma nova Abrilada...?

Professor desempregado ou vai para arrumador ou para a mendicidade ou dedica-se ao saque, estilo Robin ou entra na clandestinidade...,e...
Porque aqui no Burkina-Faso as alternativas para acabar com os corruptos está numa de paciência em fim de estação...
O tempo de esperança e de espera por novas eleições pode ser demasiado penoso e longo.
O logro, a mentira e a traição à pátria, por parte dos profissionais da política, tem de terminar.
Aumentar uns euros mensais aos rendimentos (Expresso do dia 13 de Novembro) mais baixos de forma a que fiquem sem subsídios de Natal e de Férias é o cúmulo da maldade de pessoas medíocres.
Como não estamos na Islândia, a reserva da nação contra os bretões tem de escolher outros caminhos, porque o Robespierre da guilhotina já é passado...

quinta-feira, novembro 10, 2011

Aldrabices sobre o Sacrifício para o despedimento de Professores

Segundo o Jornal Público as autarquias não só não vão ser obrigadas/reduzir a despedir pessoal em 2012, mas também ficarão com a possibilidade de arrigementar mais amigos, quiçá tendo em conta as próximas eleições locais.
O Governo, interpretando à lagardère as metas das troikas, queria que a redução de funcionários fosse equitativa, como 2% afeta ao poder local e 2% dependente da administração central (independentemente dos previstos para as empresas de transporte).
Assim sendo, como que para compensar a ausência de uns, os 4% recairão sobre apenas 380 000 funcionários, ou seja cerca de 15 000 funcionários serão dispensados.
Mas a maior capacidade de mobilidade para o fim do emprego está nos flutuantes anuais e nos futuros flutuantes ex-quadros definitivos, por falta de horários, ou seja, os Professores..

Não existem folgas!!!, mas apenas uns pequenos desvios...

Mas por outro lado, está por demonstrar que existe um excesso de funcionários públicos, apesar de se verificar um exagero na massa salarial.
Tudo por culpa dos vencimentos dos membros dos conselhos de administração das empresas públicas e das empresas privadas de capitais públicos, das fundações públicas parasitárias e dos institutos públicos sem atividade e que constituem cerca de 34% do valor do total dos vencimentos.
Um Governo ugandês de mentirosos que herdou os procedimentos de outro Governo mentiroso...

quarta-feira, novembro 09, 2011

Os novos Tachos da PSP...

Século XX, Ouagadugu a capital do Burkina-Faso da Europa fervilha em crise colossal, principalmente no 5º Bairro/divisão das forças policiais.
Quatro indigenas fardados da burocracia vão-se brevemente reformar e poder regressar finalmente às suas tabancas, na província rural, junto dos respectivos antepassados já feitos presuntos...
Serão substituidos por outros tantos desfardados, quatro civiles que ganharão no total o equivalente a 33% de cada um desses sub-sobas de esquadra.
Todos sabemos que irão entrar 4 civis.
Todos sabemos que o débil estado financeiro do país irá saltar de alegria por poder poupar uns tostões.
Todos sabemos que irá haver um concurso público de admissão.
Todos sabemos que já existem cerca de 6700 potenciais candidatos.
Todos sabemos e conhecemos quais os 4 desses putativos e infelizes candidatos irão vencer as provas de admissão e obterão as mais altas classificações.
Todos sabemos e conhecemos os laços emocionais entre os escolhidos de Deus e a hierarquia distrital dos sobas policiais.
Todos sabemos que os boys and girls continuarão a minar a democracia omissa em benefício da partidocracia totalitária.
Todos sabemos que pouco podemos fazer
Todos sabemos, e temos pena, que não estamos na Islândia

sexta-feira, novembro 04, 2011

O fim anunciado da disciplina de História


                                              

            Para raciocinar criticamente sobre um assunto é preciso começar por conhecê-lo. Pretendendo-se formar «estudantes críticos» sem lhes fornecer a necessária formação e treino, apenas se formam ignorantes fala-barato.

Nuno Crato, O “eduquês” em discurso directo, Gradiva, 2006, p. 86



                O ministro da Educação Nuno Crato prepara-se, no âmbito da nebulosa reorganização curricular que se encontra em curso, para extinguir a disciplina de História do terceiro ciclo como área autónoma do saber.
Não admira que este economista e matemático de formação assuma tal responsabilidade, pois parece não convir aos políticos, economistas e gestores que moldaram e controlam o mundo neoliberal deprimido de hoje que este seja interpretado a partir de critérios metodológicos e quadros do conhecimento que só a ciência histórica pode fornecer. Decididamente, não interessa a estes diretores e manipuladores da situação que os jovens e futuros cidadãos desenvolvam uma consciência histórica que lhes permita questionar e rebater de forma argumentada o paradigma económico-social e político nacional e mundial contemporâneo.
Hoje os media estão contaminados por economistas-gestores que opinam sobre tudo e condicionam a opinião pública. Esses mesmos economistas-gestores que nunca foram capazes de antecipar a crise — ou não tiveram o interesse ou a coragem para o fazer — e são agora incapazes de nos apresentarem soluções percetíveis para a superar, mas que, à conta dessa crise, invadiram os meios de comunicação social, dominam o mundo financeiro e empresarial e determinam a ação dos políticos. Os mesmos economistas-gestores que, entretanto, resolveram obnubilar o facto de a crise dos subprimes de 2008 estoirar nos EUA (e depois, por efeito dominó, na Europa) devido às desreguladas e criminosas atividades especulativas do setor privado. E que hoje nos vêm dizer que a culpa de estarmos a descer ao inferno tem de ser somente assacada aos gastos desmedidos que os políticos fizeram no setor público – ou seja, em prol de um Estado-providência que, apesar de ter cometido (intoleráveis) erros de palmatória, é afinal acusado de ter desejado praticar o supremo crime de assegurar uma sociedade mais justa e democrática, em que todos tivessem igual acesso à educação, à saúde e à justiça.
É, no entanto, curioso registar que perante a iminência do fim das disciplinas de História e de Geografia no terceiro ciclo do ensino básico, que se prevê serem fundidas numa disciplina híbrida — a qual, pormenor de somenos importância, será doravante lecionada por professores de História sem formação de Geografia e por professores de Geografia sem formação de História —, toda a gente fique calada. Com efeito, sobre este assunto só os sindicatos dos professores denunciaram com alguma fogosidade o risco de esta medida, estritamente economicista e sem justificação pedagógica e cívica, poder contribuir, a curto ou médio prazo, para o despedimento de muitos professores de História e de Geografia contratados ou mesmo dos quadros de nomeação definitiva das escolas e, portanto, com 10 ou até mais de 15 anos de trabalho.
Onde estão os professores de História do ensino básico e secundário? E por onde andam os professores de História do ensino universitário? E onde está a Associação de Professores de História que, depois de ter apresentado uma petição/manifesto contra tal medida, parece ter-se desinteressado do assunto? E o que pensa sobre este tema a sempre tão interventiva Confederação Nacional de Associação de Pais? E os ex-presidentes da República Mário Soares e Jorge Sampaio? E, ainda que mal pergunte, que justificação pretende dar Nuno Crato para assumir a responsabilidade política desta decisão? Note-se, o mesmo que antes de estar ministro advogou, num livro que pretendeu desconstruir, argutamente, os mitos da pedagogia romântica e construtivista, ser «preciso centrar forças nos aspetos essenciais do ensino, ou seja, na formação científica de professores, no ensino das matérias básicas, na avaliação constante e na valorização do conhecimento […]» (O «Eduquês» em discurso direto, Gradiva, 2006, p. 116).
Se a disciplina de História for mesmo banida dos currículos do terceiro ciclo do ensino básico — registe-se, no exato momento do rescaldo das exuberantes comemorações do centenário da Primeira República (1910-2010) —, então sugiro ao ministro Nuno Crato que mande para as urtigas a «formação científica dos professores» e o «ensino das matérias básicas» que tanto defendeu, e opte por idênticos processos para outras disciplinas. Nomeadamente, que trate de fundir a disciplina de Matemática com a disciplina de Ciências Físico-químicas e a disciplina de Português com a disciplina de Inglês. Desta forma, o Ministério da Educação poderá cumprir os seus crípticos desígnios de contribuir para a formação de alunos «ignorantes fala-barato», instruir cidadãos castrados, despedir professores e, evidentemente, poupar dinheiro. A escola pública e o país agradecem.

Luís Filipe Torgal
(Professsor da Universidade de Coimbra)


quinta-feira, novembro 03, 2011

Marketing ou Embuste do Sucesso...

Em alguns países, como Portugal, a arte de vender livros parece justificar os meios usados, embora, por exemplo, nos USA, tais práticas sejam duramente sancionadas.
Isto a propósito do último livro de José Rodrigues dos Santos que antes de ser lançado no mercado, já tinha esgotado a 1.ª edição com 60 000 exemplares vendidos.
No dia do lançamento oficial, as livrarias já só exibiam a 2.ª edição, levando ao engano, os clientes sobre o virtual sucesso da obra.
Na verdade, cerca de metade das supostas vendas da 1.ª edição ainda estavam por vender e segundo algumas fontes do Meio, como livreiros e outros agentes literários (um hábito banal!!!), estas discrepâncias são perfeitamente normais, tal como acontece com a tiragem diária dos jornais ou com a falsificação/manipulação de dados em muitos dos estudos científicos por causa dos respectivos financiamentos.
Esta forma de agressividade leva a que muitos leitores se sintam defraudados, porque comprar uma 1.ª edição já não tem o mesmo valor simbólico de aquisição de outras edições e por outro lado, leva os potenciais leitores a duvidarem da qualidade da obra e da falta de ética da editora.
Muitas outras editoras fabricam falsos sucessos literários com consequências futuras nefastas no mercado livreiro.
A ânsia por cativar públicos atinge o cúmulo do disparate, quando a editora Tinta da China anuncia a 1ª e a 3ª edições no mês de Setembro de 2011 (Diamantes de Sangue...) ignorando que entre as duas devia haver uma 2ª, que parece nunca ter existido.
As responsabilidades sobre expetativas criadas e não concretizadas, sobre outras obras literárias, também se aplicam aos próprios autores como o autor do Abrupto (vida de Álvaro Cunhal) ou aos dois simultaneamente Ken Follet e Editorial Presença, etc.
14 000 obras literárias editadas todos os anos em Portugal, algumas repetidas, embora com títulos diferentes em editoras diferentes, constituem apesar de tudo um excesso de oferta, perante um mercado potencial reduzido e por isso mesmo devia haver uma maior acuidade sobre a forma de captarem outros públicos evitando afastar os habitués.

terça-feira, novembro 01, 2011

A nova lírica Lusíada...

As sarnas de barões todos inchados
Eleitos pela plebe lusitana
Que agora se encontram instalados
Fazendo aquilo que lhes dá na gana
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se de quanto proclamaram
Em campanhas com que nos enganaram!

E também as jogadas habilidosas
Daqueles tais que foram dilatando
Contas bancárias ignominiosas,
Do Minho ao Algarve tudo devastando,
Guardam para si as coisas valiosas...
Desprezam quem de fome vai chorando!
Gritando levarei, se tiver arte,
Esta falta de vergonha a toda a parte!

Falem da crise grega todo o ano!
E das aflições que à Europa deram;
Calem-se aqueles que por engano...
Votaram no refugo que elegeram!
Que a mim mete-me nojo o peito ufano
De crápulas que só enriqueceram
Com a prática de trafulhice tanta
Que andarem à solta só me espanta


(Correio do Minho)
Rui Serapicos

segunda-feira, outubro 31, 2011

Nuno Crato e os desígnios da Nação...

Na entrevista ao jornal público de hoje, o ministro da deseducação assume destemperadamente que 28 000 professores contratados devem procurar outras profissões e que os do quadro irão colmatar as falhas, como se estivéssemos num jogo de vasos comunicantes e desta forma poupar cerca de 600 milhões de euros/ano.

Se TIC já tem funeral anunciado, então para onde irão os professores do quadro excedentários.

Se a UE não der fundos para financiamento de cursos profissionais, então os professores do quadro de alguns dos  grupos, como os 430 e 530 poderão começar a pensar talvez em alguma salvação divina.

No mesmo refrão estarão os professores de EVT, de Geografia e de História, que lecionam disciplinas  também não consideradas como estruturantes para o sucesso educativo, tendo em conta o empobrecimento da população ditada por Passos Coelho.

O tempo das Trevas aproxima-se com um país liderado pelos 4 cavaleiros do Apocalipse:
Pinóquio transmontano agora desempregado
Pinóquio transmontano agora na condução dos xavecos
Pinóquio do Garb que sofre de amnésia 
Pinóquio do Off-Shore do caruncho

domingo, outubro 30, 2011

Professores em Processo Patriótico de Despedimento...?

O secretário de estado de administração pública em entrevista ao semanário Expresso admite que a redução de pessoal é um imperativo e que os cortes podem ir ainda mais longe: como os despedimentos...

(...) é que a redução de salários da função pública concorre para a consolidação do défice do Estado, na medida em que representa redução da despesa do Estado tendo em conta a proteção do emprego que existem para a maioria dos funcionários públicos e que não existe para o sector privado.
Claro que rescisões por mútuo acordo, despedimentos e outros mecanismos, não se encontram contempladas no Orçamento porque o Governo não tem pilim para fazer diretamente, mas se em vez de despedimentos os funcionários públicos passarem para a condição de mobilidade especial, com redução substancial do respetivo vencimento, então ficam criadas as condições para despedimento por justa causa, nomeadamente quando por motivos vários, professores do quadro entram nessa modalidade e não poderem recusar uma outra qualquer oferta de posto de trabalho (mesmo que o seu novo local de trabalho se situe longe, muito longe ou as tarefas a desempenhar sejam completamente diferentes e os vencimentos colossalmente reduzidos), sob pena de haver lugar a despedimento com justa causa, conforme estipula a lei.
Como que a confirmar esta realidade o jornalista José Manuel Fernandes, convidado para discursar nas jornadas parlamentares do PSD, sustentou que Portugal terá de lidar "mais cedo ou mais tarde" com "o problema dos despedimentos na função pública e Passos Coelho não desmentiu deixando apenas a sensação de ameaça, quando no mesmo evento afirmou que claro que se continuarmos a não tomar as medidas que são necessárias, um dia aparecerá alguma instituição a dizer: os senhores têm de fazer como outros países que também despediram pessoas na função pública.

sexta-feira, outubro 28, 2011

Biografia de Manuel Monteiro

Na Escola Secundária Alberto Sampaio na cidade de Braga, o professor Carlos Jaca fará a apresentação pública do seu mais recente livro de investigação e que versa a vida e obra de ínsigne personalidade da 1.ª República.


quinta-feira, outubro 27, 2011

A Honra perdida de Isabel Jonet...???

Em entrevista à SIC Notícias, Isabel Jonet insinua que a falta de responsabilidade dos zambianos da europa, principalmente funcionários do estado e pensionistas, na administração dos respectivos rendimentos foi talvez uma das principais causas para a existência da actual crise.
Isabel Jonet é voluntária (e gratuita?), mas não é parva, porque deve saber retirar ganhos pessoais suficientes dessa ação tão humanitária... e depois fazer afirmações tão disparatadas.

Como os funcionários do estado do Burkina-Faso se querem redimir dessa irresponsabilidade de desnorte financeiro, não deverão desperdiçar dinheiro para o Banco Alimentar, no próximo fim-de-semana de Novembro, pois isto seria um crime contra a pátria.

terça-feira, outubro 25, 2011

O Paradoxo da Tabuada do Crato & C.ª...

Um Governo constituído maioritariamente por licenciados em economia e com a mania de inventarem soluções para indeterminações contabilísticas só pode asneirar.

Pagar 14 meses de IRS e receber apenas 12 meses de vencimento é o cúmulo do disparate fiscal só comparado com as declarações de uma tal de Jonet que parece ter uma visão racista sobre os funcionários do Estado, nomeadamente quando os considera uns privilegiados, apesar de possivelmente constituirem a maioria dos dadores individuais.
Mas se estes mal-amados são um empecilho para o acerto do deficit público, resultado de ajudas ao sistema financeiro, através da implementação de obras públicas em duplicado, pode ser que em próxima campanha haja uma greve de donativos.
Mas as aparências podem ser tiradas a limpo através dos sinais exteriores e interiores de riqueza da jonet e de cada um dos membros do governo do Burkina-Faso.
Crato e Gaspar apesar de apelarem para a urbanidade turística dos Berberes da península, aldrabam as contas, deitando gasolina para a fogueira colossal de mentiras tumultuosas.

segunda-feira, outubro 24, 2011

55(7) - 60(2) = Despedimentos

Este conjunto de medidas, pré-anunciadas pelo Governo, apenas parecem ser uma amostra do universo que irá transformar uns míseros tostões num pacote de ações mais contudentes/gravosas para os funcionários do estado.
A subtileza de Passos Coelho durante o anúncio do estado de emergência parece ter passado despercebida à maior parte das pessoas:
1º - Restringir o acesso (57 - 62 portaria a ser publicada em 2012) à reforma, quer dizer que, apesar dos encargos salariais serem elevados o Governo não está minimamente interessado em arcar, no futuro, com o aumento de mais encargos sociais.
2º - Retirar os subsídios de férias e de natal, durante o período de vigência dos acordos com a troika e que podem ser de 2, 3, 4, ...., 12, etc., de anos apenas quer dizer que o transitório se transformará em eterno, como é normal no Burkina-Faso.
Porque, na verdade, se algum dia voltarem a ser repostos, em circunstâncias às de hoje, a despesa pública primária crescerá exponencialmente.
Aliás, uma das desculpas para a subtração desses subsídios  seria o de evitar despedir funcionários.


3º - Afirmar que o deficit não é culpa dele é não falar verdade, porque S. Eminência, apoiou o OGE para o ano de 2011; porque uma grande parte do desvio colossal das contas públicas corresponde ao descalabro de 7,2 mil milhões de euros do PSD, enquanto  Organização partidária que tem governado a Madeira.
4º - Quando reprovou o tal PEC que originou eleições (o PS aproveitou a deixa do tosão da banana alaranjada e demitiu-se). Pedro Passos Coelho, perante os seus confrades europeus, afirmou que o chumbo acontecia porque era um PEC limitado na sua ação.
PSD queria que as medidas gravosas fossem já implementadas em 2011.
Por isso, quando agora diz que as medidas tomadas  (contra a sua vontade pessoal) se deveram a ações do anterior governo, está, outra vez, a querer  vitimar-se, como Sócrates.
5º - O Primeiro chamou à colaça, como justificação das medidas, o não ter dinheiro para pagar os vencimentos dos primeiros seis meses de 2012.
E dos restantes 6 meses?
Pedro Passos Coelho, nessa altura, irá mandar para a mobilidade cerca de 100 000 funcionários do estado, apresentando como argumento, o evitar de despedimentos de muitos mais dos restantes ou não ter fundo de maneio para suprir o pagamento por mais 6 meses?

Não é por acaso que, em relação aos futuros utentes da mobilidade, este Governo vai reduzir os respectivos encargos, já anunciados.
Professores do Quadro que se preparem para a mobilidade e consequente despedimento...


sábado, outubro 22, 2011

Despacho n.º 12988/2011...

A crise é paga por alguns, os idiotoas do costume, subsidiando os experts do costume.

Despacho n.º 12988/2011. D.R. n.º 188, Série II de 2011-09-29 

1 -- Ao abrigo do disposto no n.º 1 do artigo 1.º do Decreto -Lei n.º 72/80, de 15 de Abril, aos membros do Governo, que não tenham residência permanente na cidade de Lisboa ou numa área circundante de 100 km, é concedida habitação por conta do Estado ou atribuído um subsídio de alojamento, a partir da data da sua tomada de posse.
2 -- Verificados que estão os requisitos legais e nos termos do Decreto-Lei n.º 72/80, de 15 de Abril, concedo, sob proposta do Ministro de Estado e das Finanças, a José Pedro Correia de Aguiar Branco, Ministro da Defesa Nacional, a Miguel Bento Martins Costa Macedo e Silva, Ministro da Administração Interna, a José de Almeida Cesário, Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, a Juvenal Silva Peneda, Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Administração Interna, a Paulo Jorge Simões Júlio, Secretário de Estado da Administração Local e Reforma Administrativa, a Cecília Felgueiras de Meireles Graça, Secretária de Estado do Turismo, a José Daniel Rosas Campelo da Rocha, Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, a Marco António Ribeiro dos Santos Costa, Secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social e a Vânia Carvalho Dias da Silva de Antas de Barros, Subsecretária de Estado Adjunta do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, o subsídio de alojamento a que se refere o artigo 1.º do citado diploma legal, no montante de 75 % do valor das ajudas de custo estabelecidas para as remunerações base superiores ao nível remuneratório 18, com efeitos a partir da data da sua posse e pelo período de duração das respectivas funções.
20 de Setembro de 2011. -- O Primeiro -Ministro, Pedro Passos Coelho.

quinta-feira, outubro 20, 2011

A ADD da treta

- Olha lá, pediste aulas assistidas, mas não vale a pena andar em preocupações, porque nem penso perder tempo.
- Mas como poderás como Coordenador Relator elaborares os respetivos relatórios sem observar?
- Nós sabemos quais os procedimentos adequados e apenas tens de te lembrares que poderás ser tu, um dia, a Coordenadora Relatora...

Um diálogo entre 2 professores de uma EB2/3 da região metropolitana de Lisboa que desejavam obter as classificações mais altas..., e saiu-lhes o vigésimo da lotaria...
Deve ser efeito das monções abrasadoras do deserto vizinho!

terça-feira, outubro 18, 2011

Novas Reformas Velhas Aposentações

Alguns aposentados que complementavam as respectivas reformas com as de sobrevivência do cônjuge vão ser obrigados a viverem apenas das primeiras e independentemente do valor delas.
No entanto o acumular de reformas e vencimentos, por parte dos políticos profissionais não vão ser beliscadas, tal como os subsídios de férias e de natal dos assessores e respectivos padrinhos.
A Fome passará a ser uma constante da vida...

domingo, outubro 16, 2011

De Luta em Luta...





Será que a marcha dos indignados se poderá transformar em algo mais...?

O Governo parece ainda estar confuso, embora saiba que com esta medidas recessivas é impossível haver crescimento económico (licenciaturas obtidas em universidades de pacotilha dá estes resultados)

sexta-feira, outubro 14, 2011

Professores Talibãs Gregos no vulcão Hierro do Burkina...?

Aleksandr Lukaschenko o imberbe presidente do Burkina-Faso fez uma declaração unilateral de guerra, ao decretar o estado de emergência, aos seus vassalos – esperamos para ver a resposta dos tumultos por parte dos sequazes do Governo.
Parece que o OGE para 2012 abate-se sobre os rendimentos dos que mais fogem ao pagamento de impostos, como os funcionários do Estado e deixa de fora os que sempre pagaram os impostos devidos em direto ao cash-flow pessoal.
Fundações sorvedouros de dinheiros públicos nem vão ser extintas (cerca de 800 fundações públicas e outras tantas privadas), nem serão objeto de lhes serem retiradas isenções fiscais.
As 280 (+ outras tantas) Empresas municipais que têm servido mais para justificar o endividamento encapotado das câmaras e a existência de mordomias de conselhos de administração com trabalhadores em regime de requisição parece que continuarão impávidas e serenas no seu caminho de desbravar o endividamento, à custa de vencimentos dos trabalhadores
O chamado 13 mês é apenas uma falsidade, na medida em que corresponde ao número de dias não pagos, ao longo de 1 ano.
Se recebemos ao mês com 4 semanas de 28 dias, então o resto dos dias é gratuito?
O relvado e o boss mais o feirante ambulante, por diversas vezes afirmaram perentoriamente quererm acabar com falsos moralistas do tecido empresarial municipal e das fundações.
Promessas adiadas..., porque a obesidade do Estado sempre vai servir de combustível para continuar a alimentar a fogueira dos tachos dos outros

O fim do off-shore em terras do adalberto passa pela aparente tributação de transferências financeiras.
Se a PT e a GALP no tempo das golden-share apenas pagavam 5%, porque declaravam que eram burkinenses, mas com sede fiscal na Holanda, será que verterão comovedoras lágrimas de arrependimento ou de indiferença?
Aleksandr Lukaschenko reafirma que os Lusos irão ser ainda mais lixados patrioticamente e durante os próximos 13 anos...

Aleksandr Lukaschenko o imberbe, decretou ainda, através de norma repristinatória, o restabelecimento da Pena de Morte lenta, por via do saque emitido sobre o cash-flow dos cidadãos:
1º - Fome...
2º - Falta de assistência médica básica no SNS...
3º - Falta de assistência complementar via seguros de saúde...
4º - Falta de assistência medicamentosa...

Aleksandr Lukaschenko o imberbe, numa de benevolência e de espiríto liberal decidiu punir  uma parte dos responsáveis pelo estado camatoso desta república afro-europeia, através da isenção de pagamento de impostos sobre os rendimentos de capital e ao mesmo tempo punir com agravamento de imposto municipal sobre detentores de casa própria.
Os detentores de casas turísticas, com residência fiscal intalada na suite 605 ficam automaticamente livres de sacrifícios

Qual irá ser a resposta por parte de cerca de 60% da população apoiante de tão ilustre figura?

quinta-feira, outubro 13, 2011

No desconcerto do desconcerto do mundo, Só para alguns é que anda o mundo concertado!

Temos consciência da necessária prestação de contas inerente à gestão e ao desempenho das instituições públicas e, em particular, das instituições públicas de educação.
Reconhecemos como relevantes todos os procedimentos que garantem transparência no acesso aos dados de todos estes organismos.
Consideramos como valiosas as experiências de avaliação interna e externa que permitem reflexões fundamentadas sobre a realidade contextualizada de cada escola.
Em suma, jamais colocaremos em causa os princípios que sustentam alguns destes mecanismos, já que os entendemos como cruciais e prévios às tomadas de decisão, numa matéria tão complexa como é a da Educação.
Hoje, porém, depois de horas e dias a fio plantados em frente aos computadores ou pendurados ao telefone à espera da disponibilização de mais uma plataformazinha para responder com a máxima urgência e informar os serviços centrais, começamos a duvidar se a autonomia de que todos falam e que muito poucos vislumbram se continuará a resumir nessa capacidade especial de respondermos bem e depressa às dezenas de inquéritos eletrónicos a que estamos sujeitos, provenientes dos mais diversos serviços centrais, completamente desarticulados entre si (mesmo quando a matéria abordada é exatamente a mesma).
Começamos mesmo a acreditar que os serviços centrais do Ministério da Educação nos reconhecem capacidades sobre-humanas que nos permitem, para além desta irracional prestação diária de contas (que nem isso chega a ser!), poder executar as competências que nos estão efetivamente atribuídas e para as quais nos candidatamos.
Na realidade, a gestão de uma escola não pode acontecer por controlo remoto; a interação com as pessoas, sucessivamente coartada pelo edifício burocrático que nos enforma, constitui um elemento crucial neste tipo de organização e que não podemos descurar.
Reconhecemos que esta equipa ministerial está a acabar de chegar e temos por isso, necessariamente, o devido respeito e compreensão. Ao longo dos últimos anos, depois de presenciarmos várias tentativas de mudanças profundas e radicais, começamos a ansiar por um paraíso menor: que o ministério da educação tenha a coragem de fazer um programa nacional que contemple todas as variáveis necessárias, capazes de saciarem todas as suas estruturas, departamentos, gabinetes, projetos, … e que liberte a gestão das escolas para o que é verdadeiramente substantivo.
A Inspeção Geral de Educação vai iniciar a colocação no terreno de um novo modelo de avaliação externa da escolas.
A ESAS encontra-se, novamente, selecionada para integrar, desde já, este novo ciclo. Sempre encarámos estes momentos como imperdíveis dada a natureza das reflexões que promovem e os planos de melhoria que, depois das intervenções, encontram enquadramento para se operacionalizarem. Esta escola, aliás, experimentou todas as modalidades de avaliação externa desencadeadas pelo ME e, no ano transato, também pela OCDE. Desta vez, voltamos a ter a expectativa de que vamos aprender mais um pouco e ter a oportunidade de melhorar os nossos procedimentos, como sempre acontece. Contudo, não podemos deixar de registar que, da última vez que ocorreram estes procedimentos de monitorização, existia um objetivo claro: avaliar a capacidade de autorregulação da organização de forma a permitir a celebração de um contrato de autonomia. A ESAS obteve, então, a classificação máxima em todos os itens avaliados, mas, até agora, não foi contemplada com a possibilidade de negociação de um contrato de autonomia, ou seja, continuamos à espera! Enquanto esperamos, voltamos a ser avaliados, sem que o compromisso dos serviços centrais se cumpra. A cada possibilidade que se vislumbra, renovamos a nossa crença de nos permitirem dar um contributo mais significativo no quadro do sistema educativo português. Será que, desta vez, a ação cumpre a palavra sucessivamente afirmada?
Somos uma das organizações públicas mais avaliadas no país. Considerámos que tais procedimentos são fundamentais, sobretudo quando passa a ser reconhecida à instituição a devida margem de autonomia que sustenta o sentido dessa monitorização regular. Claro que, contribuintes como todos somos, também temos o direito de nos interrogarmos porque é que a monitorização regular não acontece em muitos outros organismos públicos. E, já agora, se nos permitem essa ousadia, se na execução do orçamento de uma escola pública não pode haver, e muito bem, um cêntimo de desvio relativamente às verbas atribuídas, o que é que permite a outras entidades serem contempladas de forma distinta?
Após inúmeros pensamentos, intercalados pelo reviver das reflexões que acompanharam os vários momentos de avaliação a que temos sido sujeitos, ou pelas amarguras das dificuldades que as restrições orçamentais, para o bem de todos, nos obrigam a executar, só consigo mesmo é parafrasear Camões e assim concluir que, afinal, só para nós é que anda o mundo concertado!

terça-feira, outubro 11, 2011

Guerras de alecrim e manjerona...

Estas guerras ente Norte e o Sul, ou mais prosaicamente escrevendo, entre Porto e Lisboa para além dos inevitáveis interesses políticos, futebolísticos, etc., também tem nos meios de comunicação social uma forma de dividir para reinar, quiçá imitando o antagonismo histórico entre Madrid e Barcelona.
Parece que até o encerramento de escolas e o facto de os professores a norte terem menores hipóteses de colocação, serve de consolo para os duelos de esgrima, pelo lavar da honra...
As edições dos diversos jornais diários vão nesse sentido de falso nacionalismo Aparente, na medida em que, existe uma versão sulista e outra a norte de Coimbra, em termos de notícias locais, como se os que vivem no Fundão estivessem mais identificados com os problemas dos amores do presidente da capital do que com o abastecimento de água em Aveiro.
O jornal Público e por vezes JN/DN (propriedade comum) insistem nessa temática inconsequente, principalmente para quem se desloca para determinadas zonas balneares.
Só os leitores com assinatura digital têm a sorte de ler as duas versões.
Quem estiver com intenção de ler mexeriquices basta ler uma folha de alface que aparece com o nome de Telégrafo da Matina.


 No outro dia, fomos abordados por um conjunto de jovens, para quem a crise pouco diz, mas que até pode servir os seus propósitos, consoante o diálogo estabelecido, na recolha de apoios, vulgo assinaturas, de apoio a um partido que defenda os interesses do norte, contra a capital, tudo ao estilo do soba da Madeira!!!
Alguns desses jovens já tinham dado aulas na minha escola e neste ano lectivo ficaram de fora do sistema.
Parece que o país continua alheado...

domingo, outubro 09, 2011

Notação Financeira e Consumista da Portugal Telecom

Notação Financeira e Consumista da Portugal Telecom em queda nomeadamente quando os dados fornecidos à ANACOM se revelam manipulados e não verdadeiros.
Não é por acaso que, nos últimos tempos, se tem vindo a verificar que Serviços inteiros do Ministério da Saúde estão em regime de portabilidade, como o IDT, etc.
Na realidade, hoje tenho uma avaria (linha silenciada), 48 horas fica resolvida e passadas outras 12 horas volta a repetir-se idêntica situação e assim sucessivamente.
Estatisticamente a PT considera que apenas houve uma única avaria, ao estilo de um pedófilo que durante anos praticaras suas aberrações sobre determinada criança de forma continuada, ser judicialmente aceite que apenas houve uma única violação da lei e não 3443 violações correspondentes a 3443 dias de abusos.
Não é por acaso que o site da PT não tem zona de reclamações.
Não é por acaso que o site da PT não tem zona de participação de avarias.
Não é por acaso que o site da PT não tem zona feed-back.

terça-feira, outubro 04, 2011

Professores de Honra...

The Portugal Connection...?
Armando Vara - PS - BCP; Sucatas; - refugiado no paraíso de Cabo Verde
Dias Loureiro - PSD - BPN à falência; - refugiado no paraíso de Cabo Verde
Oliveira Dias - PSD - BPN à falência; - refugiado no paraíso da maison
Abílio Curto - PS - autarca modelo (Guarda) - foi refugiado no paraíso de uma prisão!
Isaltino Morais - PSD - autarca modelo (Oeiras) - refugiado no paraíso de uma futura prisão, talvez no século XXX
António Cerqueira - PSD - autarca modelo (Vila Verde) - foi refugiado no paraíso de uma prisão em regime part-time
Duarte Lima PSD - deputado parlamentar modelo - encontra-se refugiado no paraíso de um país falido
Adalberto João ... - PSD - governante regional modelo - refugiado no paraíso de uma ilhota falida...
Josué Sócrates ... - PS  - governante nacional modelo que levou uma empresa social nacional à beira da falência e abriu caminho à total privatização liberal de um país - refugiado no paraíso de uma ilhota francesa, filosofando...
Como se pode constatar, as personagens modelo, do nosso léxico político estão centradas no Centrão.
Muitas outras, estando no banco de suplentes, também têm perfil adequado para entrarem no rancho...
Com tais devotos professores serão facilmente ultrapassáveis as dificuldades económicas que a pátria padece; a virtude da corrupção de uns será possivelmente sempre o caminho da salvação dos restantes...

quinta-feira, setembro 29, 2011

Testamento Vital do Presidente do FCB

 Cavaco Silva na entrevista à TVI veio afirmar que sempre soube a verdade da situação económica que Portugal tem vivido, nos últimos tempos.
Acusou o anterior governo de ter ignorado os avisos do P.R. (nunca reparei nessas preocupações...)
Cavaco Silva parece esquecer-se que também é parte do problema, na medida em que foi com ele, a partir do momento que se tornou primeiro-ministro, o deficit das contas públicas ficou de caldo entornado e os dinheiros da CEE também foram desbaratados pelos corruptos do PSD, principalmente com os dinheiros do FSE e através da construção desenfreada de vias betonadas, mesmo em locais/viadutos que ou não tinham saída ou não havia saída.

quarta-feira, setembro 28, 2011

O Barraco dos Patudos da Lapa: O Feudalismo Educacional

Lê-se e à primeira vista parece demasiado, cerca de 1100 dirigentes intermédios do Ministério da educação vão ser dispensados.
Quem serão eles?
Depois pesquisando nas mesmas águas turvas, descobrimos outra graciosidade no Documento de Estratégia Orçamental quando se afirma que no que diz respeito à Educação, Portugal enfrenta como principais desafios a necessidade de garantir uma melhoria significativa da aprendizagem, a elevação dos níveis de qualificação dos jovens e de adultos e o combate ao abandono escolar precoce. 
Em termos de estratégia do Governo, a resposta a estes desafios far-se-á por via do desenvolvimento e consolidação de uma cultura de avaliação, de uma profunda reorganização curricular e administrativa e da reavaliação das ofertas formativasem que se revela fundamental gerir de forma melhor e mais eficiente os recursos existentes, eliminando desperdícios e utilizando as capacidades instaladas, evitando duplicações.
Quanto a matérias no âmbito da Administração Escolar, relevam-se as seguintes medidas: Racionalização da rede escolar, designadamente (...) e a agregação de escolas em agrupamentos;
Em linha com a necessidade imperiosa de controlar a despesa pública, que decorre da situação financeira do país, a estratégia orçamental do Programa Ciência e Ensino Superior (PCES) elaborada para o ano de 2012 assenta, principalmente, na redução dos custos de estrutura (funcionamento).

Daqui resulta o fato de que a partir de Março de 2012 ir-se-á assistir a um novo processo de formação de grandes agrupamentos verticais e horizontais, estilo pirâmide.
Uma Escola Secundária que congrega várias EB2/3 e assim sucessivamente...
Muitos professores, dos quadros poderão sentir na pele o despedimento, quer por inadaptação (quando confrontados com a necessidade de colmatarem baixas médicas de outros colegas de outros graus de ensino) ou por ausência na capacidade de cumprir objectivos (Através da  ADD dos intocáveis ).


Na verdade todos estes problemas inerentes aos concursos ou às Bolsas de Recrutamento deixam de existir, porque ausências temporárias ou prolongadas serão colmatadas internamente e de uma forma transversal, com transferência de pessoal para outros níveis ou com a argumentação da necessidade da polifuncionalidade da docência.
O Diretor passará a ser uma espécie de Senhor Feudal.

sexta-feira, setembro 23, 2011

Professores VAL e Professores...

Nestas baldrocas de colocações existem professores que erradamente ficaram colocados em escolas que não foram a concurso (erro informático?) porque têm um estatuto especial e nem foram objecto de escolha.
Outros pertencem ao quadro de escolas que, por acaso não têm quadro e contra a vontade dos mesmos se mantêm pasmados e sem terem qualquer actividade; querem ser colocados em escolas para trabalhar, mas o processo burocrático impede-os (nestes cinco últimos anos esta situação de incerteza repete-se até fins de Outubro, mas parece que este ano, a situação é mais problemática).
Ainda não compreendi o estatuto das TEIPs...
Também me custa assimilar a problemática educacional e de quadros da Escola da Ponte...
Este mundo parece virado do avesso e os concursos fazem lembrar tempos passados na era de Santana Lopes.

terça-feira, setembro 20, 2011

chamem a polícia queu (adalberto) num pago...

Os Trabalhadores do Comércio como podem ser os inspiradores das práticas contabilísticas do queijo suíço com mais buracos que o original: Madeira.
7,1 mil milhões de euros em buracos e buracões pagos, quiçá sem recibo, mas não contabilizados.


Erom dez pra uma no restaurante,
almoçaba alarbemente;
a meio do café um garçom pedante
chigouse e posma conta frente
Atom bubi o brande todo dum trago,
berrei pro home: - Num pago, num pago!
O gaijo, branco, chamou o girente,
saltei pra trás, saquei saiu o pente !

Pra num andarem cadeiras pru are,
atom pusma gritare:
Chamem a polícia, chamem a polícia,
chamem a polícia queu num pago!


Fui ber Lisboa à noite,
parei no Russiu, numa noite sem friu;
mandei bir uma cola e um gradanapo
e o cara de sapo pediume logo taco,
o malcriadom!
Num me cuntibe e passeilhe um sermom.
Disse qu'era uso da cunfeitaria,
qu'era mais siguro no tempo que curria.
Pra num andarem cadeiras pru are atom pusma gritare:
Chamem a polícia, chamem a polícia,
chamem a polícia queu num pago!
Aì bem eles! Bai subir!! 
Chamem a policia, chamem a polícia...

sábado, setembro 17, 2011

Homem do Leme à deriva...

A direita, como sempre e com a ajuda do PS, prometeu o paraíso aos descamisados já espoliados pelo Sócrates.
Na senda da Privatização Total do Estado, o ultraliberalismo tuga viu-se perante um paradoxo matemático de solução indeterminada:
1º - Mercados
2º - Pátria
3º - Deus
Equilibrar as Contas Nacionais, sem perder de vista o rumo de saldar a riqueza nacional, tal como acontecera num passado recente, com o carbonário e Chefe do Governo António Maria da Silva que permitiu a Alfredo da Silva construir o grupo CUF, nos estertores da 1ª República e acabar com o Estado Nacional.

Neste momento o sr. dos Passos anda perdido e elimina organismos, para poupar milhões de milhões de ..., em que os respectivos dirigentes passam a constituir uma espécie de colégio dirigente de um único organismo novo que agrega todos os outros extintos.

É o faz de conta...

terça-feira, setembro 13, 2011

Paulo Portas: um dos cavaleiros do Apocalipse...?

Durante as campanhas eleitorais, todo o discurso do PP é virado para a defesa dos agricultores, dos combatentes nas colónias e na defesa dos direitos dos enfermos.

Hoje Paulo Portas decide apresentar um projecto-lei sobre esses tais enfermos, sobre a defesa dos direitos de alguns dos enfermos e que permite poupar cerca de 2,4 mil milhões de euros.

Paulo Portas considera uma futilidade a realização de exames médicos a doentes identificados no quadro dos cuidados paliativos.

Como vão morrer, mais tarde ou mais cedo, para quê realizar exames de verificação da evolução da doença.
Ainda não está provado que os doentes em cuidados paliativos tenham de morrer
Parece que a pretensa cura de alguns tem servido de pretexto para beatificar outros inúteis e aldrabões.

Paulo Portas parece ter herdado o mesmo espírito do Adolfo sobre a poupança na despesa com a eliminação de doentes crónicos alemães.

Chamem Robespierre e coloquem a cabeça do paulinho das feiras com o lugar primeiro da fila junto da guilhotina.


Isto é que seria um serviço patriótico.

Depois da ideia luminosa sobre a inutilidade dos transplantes, vemos hoje mais uma aberração política deste governo e que em nada se diferencia do anterior.

segunda-feira, setembro 12, 2011

Tumultos Colossais...

A coligação governamental do Burkina-Faso da Europa, através de entidades, quiçá dos serviços secretos (segurança e propaganda) dos respectivos partidos anda a aliciar pessoal da pesada, para servirem de agentes provocadores em manifestações sindicais ou sociais, aparentemente pacíficas.
Tais actos de violência apenas pretenderão lançar um anátema de desordeiros e antipatriotismo sobre todos os que discordarão das medidas tomadas e justificar a implementação de outras ações mais gravosas sobre a situação económica das famílias.
As palavras de ordem para o fomento da desordem já foram lançadas para a praça pública pelos dois líderes.
Os nazistas tiveram procedimentos semelhantes para justificar o respectivo regime...

terça-feira, setembro 06, 2011

FLAMA: o PREC do Gadhafi das Ilhas


Independência da Madeira de Corticite Corcovada

Tendo em vista o saneamento da dívida soberana e cumprir à risca as orientações de privatizações da troika, o Governo do Burkina-Faso da Europa parece ter já enviado, aos restante 205 países/nações, que dividem os lixos e as riquezas lanetárias, uma proposta de alienação/privatização da respectiva soberania sobre uma rocha atlântica, através de uma carta rogatória de adesão a um leilão sobre a posse do arquipélago da Madeira corunchada.
Perante um cenário de bancarrota colossal, os assobios aéreos quase que formaram uma orquestra de sopro a vários tons.
Na referida circular, o Governo prometia saldar a dívida existente, mas nada prometendo sobre a existência de haver mais buracos financeiros ainda clandestinos.
De uma maneira geral, os dirigentes políticos sentiram-se lisojeados pelo convite e ao mesmo tempo constrangidos pelo facto de tal lugarejo continuar a ser governado por um tal Corunchador-mor …
O Governo do Burkina-Faso da Europa afirmou que em democracia não podia exilar tal personagem e por isso compreendia que houvesse uma recusa generalizada no processo de transferência de soberania, ainda que a custo zero y en terceras rebajas.
Parece que o grupo da sueca, designada Flama, já não assusta os puristas do liberalismo.
A solução seria dar a independência total, mas, como tudo na vida, nem tudo é tão linear como a composição ortorrômbica das moléculas da cortiça, os dirigentes laranjinhas pró Idi Amin da ilhota recusaram, ameaçando com a possibilidade de provocarem o rebentamento sucessivo de ogivas nucleares, made in china, e o arquipélago se afundar.
O Burkina-Faso da Europa claro que não podia concordar com tal posição, na medida em que esse afundanço podia falhar e em lugar de umas ilhinhas poderia nascer uns escolhos que pertubariam a livre navegação marítima.