Bayard Demaria Boiteux (1916 - 2004)

NA ESCOLA, TAL COMO NO MUNDO, TODOS SOMOS PROFESSORES E TODOS SOMOS ALUNOS.
(Faculdade Economia Porto)

quarta-feira, fevereiro 20, 2013

Miguel Macedo e Nuno Crato nas barricadas no dia 18 Janeiro de 1934 em Braga...?

22h16m do dia 17 de Janeiro: através da intercepção de mensagens de SMS, via ação do SIS/SIED, o MAI é alertado para o facto de poder haver contestação contra as agregações, junto da entrada principal da mais importante e contestatária Escola Secundária.
23h23m: Miguel Macedo, bracarense dos sete costados e meio, imigrado de Vila Verde, operário parlamentar, decidiu que não seria admissível, a ocorrência de eventuais desacatos, que pudessem colocar em causa a sua autoridade moral, perante os eleitores e acionou o dispositivo de emergência nacional,  requisitando os suplentes do Corpo de Intervenção/GOE: para Braga já e em força.
23h46m: Miguel Macedo contata o colega da (Des)Educação sobre the day after.
23h56m: Toque de rebate em Belas, prontidão de armas engatilhadas e aquecimento do motor de um chasso velho, na praça de armas.
07h23m do dia 18 de Janeiro: forças especiais da PSP (anteriormente humilhadas e ofendidas junto da Assembleia Nacional, quando houve uma manifestação contra o Governo da União Nacional, mas agora com espírito de exercitarem o verbo bastonar, sobre eventuais menores de idade, vieram com intuitos de vingarem o lamber de feridas), formaram um cordão de pretensa segurança, no redil junto da entrada principal, evitando estacionamendos indevidos, quiçá de carros armadilhados por islamitas associados à Al-Qaeda (talvez isso possa explicar a presença de elementos da divisão de minas e armadilhas, presentes no local...?).
07h51m: a força policial deixou, que se formasse um magote de alunos enquanto pretensos desordeiros, quiçá alunos do 7º ano de escolaridade.
Pelas 08h25m (com sorrisos matreiros em dentes esburacados...) iniciaram the circus show, com uso do gás pimenta, pistolas destravadas a sairem dos coldres, cassetetes a eito e ginástica de botas em costelas disléxicas alheias.
Os desacatos provocados pelos azuis, prolongaram-se até ao momento em que, para surpresa geral, as TVs chegaram à procura de sangue.
Se fosse no tempo em que Passos Coelho liderava os estudantes, contra o pagamento de propinas, na pessoa do ministro laranja Seabra, os 3 pópós, dois dos quais com as chaves esquecidas no local errado, teriam ficado em picadinho, prontos para enfileirarem o parque de sucatas.
Depois do procedimento de averiguações, entretanto desencadeadas pela PGR, a PSP de Braga sentindo que o teor talvez lhe fosse desfavorável, decidiu, cerca de 1 mês depois da ocorrência dos factos, apresentar queixa criminal, contra determinados alunos, alegando que (descoberta recente através da datação cronológica de carbono 14, pelo adjunto do cozinheiro do médico legista) 19 dos cerca de 12 agentes presentes, ficaram com Hematomas, Sangue que escorria, como cascata, das cabeças ocas, e Fardas em Fanicos (incluindo ceroulas descaraterizadas, cuecas às bolinhas lixíviadas, fraldas destruídas and quem sabe, sex lingerie déchire, etc.).
Pelo andar da carruagem, ainda veremos um companhia de GOEs, com os neurónios engessados, na barra dos tribunais.
Neste momento, a brigada da Escola Segura, apenas se limita a passar junto da escola, como quem vai visitar, turisticamente, o roteiro da praxe.
O tráfico de droga floresce, porque sabem que os fardados andam chateados...


 

segunda-feira, fevereiro 18, 2013

Estado Social: corte e cose da política doméstica...

um profissional da política, um tal de rosalino, muito perspicaz na forma de cortar a eito fora, decidiu deitar a bochecha do trombone, sobre a questão dos 4 000 000 000 €, afirmando que dirigentes do PS e do PSD se tinham reunido amiudamente.
Esmiuçando tais contextos, podemos dizer que a verdade e a mentira se complementam:
De dia, PS e PSD recusam diálogos, preferindo arremessos de violência doméstica pública, enquanto que à noite, no aconchego e no recato do palácio, se reunem, como irmãos maçons ou como primos, discutindo, ao estilo de prós e contras, a melhor forma de desviarem o dinheiro do Estado Social, para destinos mais interessantes, em termos de interesses económicos pessoais e defesa da Angela..

sexta-feira, fevereiro 15, 2013

Agregações em Braga: as coerências da incoerência na política educacional

Ricardo Rio, o putativo e eterno candidato de Miguel Relvas à CMB, um perdedor nato, em todo o esplendor da ética maçónica, numa ação de pré-campanha eleitoral, na EB2/3 de Nogueira, afirmou que: hoje era contra as agregações, em termos de defesa dos interesses pedagógicos, mas porque, ontem, no passado não muito recente, defendeu a agregação de escolas, como redução de custos, não podia agora colocar-se na oposição declarada a todo este processo.
Ricardo acrecentou que iria estudar a situação específica desta agregação (quiçá insólita...).
Rio é um político típico que está com todos e contra todos, simultaneamente.

quarta-feira, fevereiro 13, 2013

Despacho n.º 2453/2013 ou o Entrudo Chocalheiro na DGAE?

Segundo o Diário do Governo, a DGAE é refundada com novas siglas, mas mantendo idênticas funcionalidades e competências: DI; DGP; DGRH;.
Talvez seja o prenúncio do aparecimento de uma nova encíclica de eduquês, sobre com reduzir custos, sem despedimentos.


segunda-feira, fevereiro 11, 2013

Sexta-feira à noite, em Braga, dezenas de pais...



Segundo o Correio do Minho, sexta-feira à noite, em Braga, dezenas de pais foram debater, a convite da Comissão de Gestão da Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Secundária de Alberto Sampaio, as questões de autonomia das escolas e mega-agrupamentos.

No enquadramento normativo, a autonomia é um princípio que consta do preâmbulo dos diplomas, mas é menosprezada logo no primeiro ou no segundo artigo”, frisou a directora daquele estabelecimento de ensino, Manuela Gomes.

Como pano de fundo, a sessão teve a questão da integração — não desejada, entre a ESAS e o agrupamento de escolas de Nogueira.

O presidente do conselho geral daquele estabelecimento de ensino, Arnaldino Ferreira, resumiu em breves traços o processo de agregação, cuja contestação recente levou a uma carga de gás pimenta pela polícia sobre os alunos.
Põe em causa identidades construídas na longa duração”, sustentou, salientando que a própria legislação sobre esta matéria reconhece dificuldades de compatibilidade em uma boa gestão pedagógica.


Desde o ano 2002 que a ESAS estabelecimento de ensino iniciou processos de monitorização, submetendo-se a sucessivas avaliações externas e integradas, obtendo por várias vezes notas máximas.

A Diretora da ESAS, Manuela Gomes garante que uma terceira via para o ensino secundário, seria a resposta adequada para a resolução de os alunos se sentirem sem objetivos de futuro incerto, face a um ensino “standardizado” que não oferece alternativas. “Há alunos que gostariam de poder estudar História e Matemática”, explicou, criticando a obrigatoriedade de opção entre as vias profissionalizante ou cientifico-humanísticas.

Licínio Lima, Professor Catedrático da Universidade do Minho abordou a questão da autonomia, considerando que o Estado está a procurar cada vez mais centralizar o sistema. 
Comparou a escola a repartições públicas, sem capacidades de decisão e questionou: porque é que há comemoração numa escola aos 25 anos de actividade e não numa repartição de Finanças.

quarta-feira, fevereiro 06, 2013

o TGV dos Sem-abrigo...

Portugal está em apuros, com o valor da dívida em ritmo de crescimento acentuado.
A Troika veio para ajudar a consolidar essa estatégia de pobreza gradual.
Apesar da crise, o Governo descobriu que o caminho marítimo para a Europa, passa pela construção de um TGV para Madrid, contrariando opções anteriores (Sócrates volta que Passos Coelho te ama).
Fernando Ulrich, um homem da rua e Ricardo do BES, um homem de amnésia eventual, em termos de IRS, serão os sortudos, porque, se numa primeira fase ganharam mais-valias com a compra de bilhetes do tesouro, agora irão financiar as novas obras estruturantes, mas sabendo que seremos nós os únicos a pagar as faturas.
Despedem-se 100 000 funcionários do Estado, reduzem-se os valores das pensões mais baixas, para financiar cerca de 30 Governadores (Civis) Intermunicipais e a via verde/TGV para a capital de Castela.

segunda-feira, fevereiro 04, 2013

BPN com Amor...

Não compreendemos que alguns Partidos Políticos da oposição fiquem perturbados, porque alguém ligado à administração de uma instituição bancária, com lucros insolvidos, passe a fazer pare deste Governo.
Durante muitos meses, disseram cobras e lagartos, de cada ministro e respetivos adjuntos e agora descobriram que, quem entra é o diabo e, quiçá, quem já lá estava até nem merecia semelhante companhia.
Franquelim Alves, na mente de Passos Coelho, tem idoneidade e experiência suficientes para pertencer a tal clube.
Na verdade, este Governo é constituido por outras pessoas, com perfil semelhante ao de Franquelim Alves.
Onde está a diferença?
Este burburinho inútil, do estilo de requalificação Parque-escolar, até parece querer branquear os anteriores disparates do Governo de Passos Coelho & C.ª 

quarta-feira, janeiro 30, 2013

Secreta da PSP: agente Mostarda - Código: O HR +

18 de Janeiro de 2013, algures no norte do Burkina-Faso, na cidade de B. Augusta, concentração de almas perdidas, junto do portão de uma escola, fechada com correntes de ferro forjado, nos calabouços das indignidades sociais.
Os azuis fardados, hombres y mujeres, tentaram, quiçá à dentada, romper, sem sucesso, os grilhões da liberdade supostamente coartada.
Um deles, estilo florzinha engomadinha, talvez para mostrar, o quanto macho era, que tinha o coiso no sítio certo (resta saber se o instrumento tinha as medidas previstas/corretas nos figurinos latinos e se o mesmo não estava no local errado), foi-se abeirando sorrateiramente dos alunos e das alunas, alguns deles com idades inferiores a 16 anos; enquando espirrava, para o ar, o spray de gás pimenta, ia cochichando, junto dos holofotes auditivos, mensagens muy educativas: ó meu filho da puta, vê lá se sais imediatamente daqui, com os teus colegas, ou parto-te os cornos.
Entrecortandoo uso do perfume do spray com o teor de tais mensagens.
Este macho clandestino, mas pouco disfarçado, deveria começar por fazer dieta e exercício físico pesado, porque o respetivo IMC deverá estar muito próximo de um AVC...


segunda-feira, janeiro 28, 2013

Posição do Conselho Geral da ESAS de 23 de janeiro de 2013

ESCOLA SECUNDÁRIA DE ALBERTO SAMPAIO

CONSELHO GERAL



1. O CG decidiu, por unanimidade, reafirmar a posição de rejeição à agregação da ESAS assumida em 30 de abril de 2012, com base nos fundamentos então aduzidos; 
2. O CG lamenta o facto de não se ter verificado resposta, por parte do Ministério de Educação, à proposta de Contrato de Autonomia em tempo útil apresentada pela ESAS, de acordo com a sua aspiração legítima, reiteradamente sustentada e justificada por sucessivas avaliações externas;
3. Em resultado dos esclarecimentos prestados pela diretora e pelo conselheiro representante dos alunos, o CG da ESAS declara que repudia a forma desajustada, desproporcionada e revoltante como as forças policiais atuaram na intervenção realizada no dia 18 de janeiro, atuação essa que considera inconsistente com as boas relações e cooperação institucional até essa data registadas entre a Polícia e a ESAS.

sábado, janeiro 26, 2013

Comunicado da Direção da ESAS


Ocorrências do dia 18 de janeiro de 2013
Comunicado da Direção:

Na sequência das diferentes notícias e mensagens publicadas após as ocorrências do dia 18 de janeiro
de 2013 nesta escola e no intuito de garantir o melhor esclarecimento de todos os interessados e de
todas as pessoas que interpelaram esta instituição sobre este assunto, considerámos ser fundamental
clarificar o seguinte:
1. Às 08h11 do dia 18 de janeiro, a diretora da ESAS, recebeu o telefonema de um dos seus colegas,
assessor da direção, informando-a de que os alunos tinham colocado um cadeado no portão da
entrada da escola e que se estavam a manifestar, pacificamente, contra a decisão de agregação
da escola;
2. A diretora informou o assessor que, atendendo ao caráter pacífico da manifestação, em poucos
minutos estaria na escola e que deveriam aguardar pelas suas orientações no sentido de se
regularizar a entrada de alunos e profissionais no edifício;
3. Nenhum membro da direção da escola estabeleceu qualquer contacto ou solicitou a intervenção
das forças de segurança;
4. Quando a diretora chegou à escola, por volta das 08h30, já as forças de segurança se
encontravam no recinto;
5. A diretora verificou, no imediato, que havia alunos do 7º ano de escolaridade a atravessar, a
correr e de uma forma desregrada, a rua que serve a entrada da escola;
6. A diretora da escola procurou as forças de segurança já presentes no recinto solicitando:
  • a supervisão imediata da rua no sentido de se evitar qualquer tipo de acidente, o que, para a diretora, parecia ser a questão de maior emergência no momento;
  •  o acompanhamento da diretora no sentido de se proceder à abertura, pacífica, do edifício da escola, depois de esta conversar com os alunos, como acontece em todas as circunstâncias deste tipo.

7. As ações desencadeadas pelas forças de segurança durante todo este período e até à entrada da
diretora no edifício da escola,  constam de um relatório pormenorizado que será remetido  ao
Ministério da Educação e Ciência (MEC), com conhecimento ao Comandante da Polícia de
Segurança Pública de Braga. Caberá ao MEC a divulgação, ou não, das matérias que integram o
referido relatório. Assim, esta direção não emitirá, neste comunicado, qualquer parecer sobre
este assunto.
8. A direção da escola considera, porém, ser da mais elementar justiça, registar os longos anos de
colaboração com a PSP de Braga, nomeadamente no âmbito do Programa «Escola Segura»,
colaboração essa especialmente profícua na garantia da segurança dos alunos e profissionais da
ESAS,  e no quadro de uma  ação que se tem  pautado por uma articulação sistemática de
procedimentos, no escrupuloso respeito pelas competências e responsabilidades específicas das
diferentes organizações envolvidas;
9. Após a entrada da diretora no edifício, procedeu-se à abertura das instalações garantindo-se as
condições necessárias ao funcionamento regular das atividades letivas.
10. A diretora contactou, no imediato, o gabinete de segurança do MEC,  delegação do Norte, de
forma articular todos os procedimentos subsequentes, nomeadamente no que respeita à ação
das forças policiais,  tendo recebido toda a atenção e apoio desta estrutura. Em simultâneo,solicitou a intervenção do INEM,  de forma a garantir a assistência  imediata dos alunos que
necessitassem desse apoio.
11. A direção da escola não subscreve  o ato praticado pelos alunos e que impediu, no início da
manhã, o funcionamento regular das atividades letivas. Contudo, os alunos que se estavam a
manifestar mantiveram sempre um comportamento cordial e de respeito relativamente à
diretora da escola e à sua ação, como aliás, até à data, é habitual em circunstâncias similares e
que já ocorreram noutros momentos e relativamente a diversos assuntos;
12. A direção da ESAS solidariza-se, no entanto, com o sentimento de indignação manifestado pelos
alunos face ao conteúdo e forma do comunicado emitido pelo MEC relativamente ao processo
de agregação desta escola.
13. Não podemos  deixar de agradecer, em nome da ESAS, a todos quantos nos têm dirigido
mensagens de preocupação e de solidariedade e a todos quantos tiveram a coragem de dar voz
aos mais legítimos anseios e solicitações desta comunidade educativa.
14. Aos alunos da ESAS que fizeram questão de endereçar mensagens a esta direção, só podemos
afirmar que não temos palavras que possam definir a emoção que essas palavras nos causaram.
Apenas podemos reafirmar aquilo que tantas vezes sentimos: os nossos alunos são a razão  de
ser de uma escola assim, são o orgulho que nos aquece e anima todos os dias, são a certeza que
estão futuros com sentido por construir. Para nós é também uma honra e um privilégio liderar
esta organização, ao lado de profissionais de excelência, de dedicação e empenho difíceis de
qualificar.
15. Enquanto escola que somos, garantiremos que os acontecimentos ocorridos no dia 18 de janeiro
de 2013 servirão de mote para uma reflexão profunda e uma aprendizagem substantiva neste
espaço onde queremos que a Educação aconteça todos os dias,  onde queremos que a
democracia se aprenda todos os dias.
16. A direção da ESAS, enquanto se mantiver em funções, continuará a dar voz às decisões
aprovadas democraticamente pelos órgãos desta escola, garantido que se cumpre aquele
princípio  que quotidianamente dá sentido ao esforço que há anos, há muitos anos, fez deste
lugar a escola que somos: «nunca se perde tempo com aquilo que amamos» (Alberto Sampaio).

Aos 21 dias de janeiro de 2012

A Direção da ESAS

sexta-feira, janeiro 25, 2013

Testemunhos educacionais...

 Associação de Sobreposta
A Associação Social e Cultural de Sobreposta, enquanto parceira da Escola Secundária Alberto Sampaio em diversos projetos, manifesta publicamente o seu mais vivo repúdio e preocupação pelos acontecimentos hoje vividos à porta da Escola, e de que resultaram vários alunos e funcionários a necessitar de tratamento hospitalar fruto da intervenção policial que ocorreu e outros claramente traumatizados com uma situação que roça o inacreditável.

 Com efeito, muito mais do que nossa posição contra a constituição dos mega-agrupamentos na cidade de Braga, que deixamos claramente expressa nas reuniões do Conselho Geral do Agrupamento de Escolas de Gualtar de que fazemos parte, por contrariarem uma política educativa baseada na pedagogia e na proximidade com os alunos, está em causa o facto de hoje de manhã termos assistido a crianças a partir dos 12 anos a serem alvo de uma carga policial com gás-pimenta à porta da sua escola, que diariamente as acolhe e onde costuma reinar a tranquilidade e a sã convivência, quando exerciam o seu direito à manifestação pública de algo tão precioso quanto o gostarem da escola que frequentam e do seu projeto educativo, bem como dos professores e professoras que o dirigem. Este é um capital de esperança que nada pode, ou deve, desbaratar.

 Neste momento de profunda consternação em que, certamente, a Escola Secundária Alberto Sampaio está mergulhada, deixamos o nosso abraço solidário a professores, funcionários e alunos, na certeza de que tudo farão para que a Escola continue a manter a sua identidade, tão fortemente arreigada no coração da cidade.

 Pel'A Direção

 Fernando Marques Mendes

 Nair Rios (Aluna)
"Muitos daqueles adolescentes sofrem com a fome, deram-lhes pancada! Queriam exprimir-se, mas foram reprimidos! Na frágil idade: pela força bruta! Sonharam liberdade: impuseram-lhes o medo! Mesmo por uns instantes, o fascismo voltou, semeou a revolta, o pânico, o temor, a dor e a tristeza, por aquela juventude que um dia sonhou e acreditou que vivia numa País livre e democrático, onde poderia exercer um dos seus mais sagrados direitos de cidadania: o direito de manifestação! E fê-lo de forma exemplarmente ordeira, até que uma repressiva carga policial sobre eles se abateu, deixando alguns traumatizados para o resto das suas vidas, fazendo lembrar os tempos de Pinochet! Castiguem-se os carrascos!"
 Está toda a gente pela ESAS.


Manuela Mendes

Sr. Ministro da Educação,
 Foram várias as escolas que visitou e foi visível na comunicação social como se tentou informar sobre os seus modelos educativos e a causa do seu sucesso.
 Faço-lhe este convite: venha à nossa escola para perceber como é possível gerir, ensinar e educar.

 Venha perceber como, entre tantas outras coisas, é possível subir nos rankings nacionais que tanto gosta, como é possível ter uma gestão eficaz de recursos, como é possível sermos tão disciplinados, como é possível sermos tão unidos: alunos, pais, professores e funcionários.
 POR FAVOR, venha perceber o porquê do interesse dos ex-alunos pela escola que os formou. "Uma vez ESAS, para sempre ESAS!", dizem.

 Não acredito que os incidentes de 6.ª feira o tenham deixado sereno.
 Venha, sr. Ministro. Venha aprender a ser Livre e a Amar...

quinta-feira, janeiro 24, 2013

A Mega Feira do Fumeiro

De 24 a 27 de Janeiro realiza-se a XXII a maior feira do Fumeiro de Terras do Barroso

PRODUTOS
- Presunto – 713 unidades
- – 469 unidades
- Barriga – 1095 unidades
- Peito – 607 unidades
- Orelheira – 742 unidades
Queixada – 411 unidades
- Pernil – 946 unidades
- Alheira – 9055 kg
- Chouriça – 6893 kg
- Salpicão – 3547 kg
- Sangueira – 2570 kg
- Chouriço abóbora – 2086 kg
Banha – 41 kg
Rojões – 31 kg
- Butelo – 129 kg
Pão – 4466 unidades
Folares – 1170 unidades
Bicas de Carne – 5410 unidades
Doces e Compotas – 700 unidades
Mel – 2595 unidades
Ervas Aromáticas e Medicinais – 50 unidades
Licores (levantar o pau de tugas e da crise?)– 115 litros

quarta-feira, janeiro 23, 2013

Vigília...



Na sequência da assembleia geral de profissionais da ESAS e da reunião dos alunos, ouviu-se falar de uma vigília a realizar na próxima sexta-feira. 
Não sei quem disse, não sei quem foi, se calhar fui eu. Já não me lembro, mas venho por este meio dizer que concordo. 
Atrever-me-ia, ainda, a propor que dedicássemos mais ou menos 3 blocos a esta Instalação em favor da escola pública e pela autonomia da ESAS.  

Entre as 18:30 e as 23:30, mais ou menos. Talvez venha a ser necessário, mais tarde, apelar à cidade e ao Município de Braga para que apoie a nossa causa
Um pouco mais tarde, quando o tempo amainar, podemos pensar em organizar convenientemente uma vigília no centro da cidade de Braga. 
De momento, deveríamos falar entre nós e comunicar as nossas razões e os nossos sentimentos a todos os que possam e queiram ouvir-nos. 

Nós, alunos, pais, professores, assistentes, funcionários, amigos, ex-alunos e ex-trabalhadores, temos muito que falar e algumas coisas para dizer. 


Saudações ESAS para todos

José Miguel Braga






terça-feira, janeiro 22, 2013

Gás pimenta na Pátria que nos pariu

O que diríamos de um pai que lançasse gás pimenta sobre os olhos do seu filho? O que diríamos de um professor que fizesse tal coisa a um aluno? O que devemos dizer sobre um polícia que o usa, levando a que crianças e jovens, entre os 12 e os 15 anos, a receber assistência hospitalar? Foi isso que a polícia fez na última sexta-feira, em Braga, para abrir um portão de uma escola perante uma manifestação que não representava qualquer risco para a segurança dos cidadãos.
Como pode o Estado português garantir o cumprimento da lei nacional e das convenções internacionais por ele assinadas, que proíbem qualquer forma de violência sobre crianças, se são as suas forças de segurança a usar, ao mínimo pretexto, violência contra crianças? Sim, violência. Devo recordar que a Amnistia Internacional considerou, quando foi usado, na Califórnia, este tipo de arma contra manifestantes adultos, que se tratava de um ato "cruel, inumano e degradante". Porque o gás pimenta causa um ardor extremamente doloroso, irritação nos olhos, náusea, choque e vómito quando usado contra a cara de alguém. Pode ter efeitos dramáticos em pessoas com asma ou outros problemas respiratórios.
Antes de mais, seria interessante perceber se a polícia usou de outros meios para abrir os portões da escola. Começando por se estranhar que a direção da escola se tenha insurgido contra esta atuação policial quando apenas dela poderia vir a exigência de abertura de instalações que estão à sua guarda. Ou seja, a polícia atuou por por decisão própria, sem que ninguém, a começar pelos afectados, lhe tenha pedido que assim atuasse. Justificou o seu comportamento extremo como forma de evitar outras formas "mais musculadas" de repressão (imagino que quando desatarem à bastonada a miúdos dirão que antes isso do que lhes dar tiros). O uso de gás pimenta contra menores (incluindo miúdos de 12 anos) para abrir os portões de uma escola, sem que antes se tenha deixado que seja a própria direção da escola a resolver o problema, só pode ser considerado, por pessoas com o mínimo de bom senso, como um uso desproporciodo de violência. Coisa que, para quem não o saiba, está interdita à polícia. As forças policiais não têm legitimidade para usar da violência em qualquer circunstância.
O grande argumento que por aí se vê em defesa desta indefensável atuação policial é o de que aquelas crianças e adolescentes tinham desrespeitado uma ordem policial. Para quem esteja pouco familiarizado com o Estado de Direito, as forças policiais devem usar da violência para garantir um bem maior do que o dano que causam. Em Portugal, o uso da violência não serve para punir
Porque quem determina punições perante a violação da leis são os juízes, não são os polícias, sem autoridade nem formação para interpretar e aplicar a justiça. E nessas punições não está incluída a violência física. 
A polícia garante a segurança pública. E em nenhum relato do que ali sucedeu se percebe onde estava, antes da ação policial, em risco a segurança pública.
A evidente desproporcionalidade desta ação policial e a sua desumanidade perante a idade das vítimas - entre 12 e 15 anos, recordo de novo - não impediu que imensas reações em blogues e sites fosse de aplauso ao que só poderia, num país civilizado, merecer repúdio geral. Mais: a reação automática é a de que quem se manifesta é, à partida, um prevaricador. 
O que não pode deixar de fazer pensar que, ao fim de 40 anos, há quem ainda não se tenha habituado à democracia
E que, como aliás se vê perante todos os sinais do crescente autoritarismo deste governo, há quem veja com naturalidade o uso da violência do Estado contra os cidadãos. E que este deve começar bem cedo, para que todos se habituem à bovina obediência que se tenta instalar no País.
Nos telejornais de sexta-feira, esta notícia, que deveria ter merecido uma indignação geral, foi brevemente referida. Em dois dos três casos sem nunca se referir as idades das vítimas desta brutalidade.
Da fraca de reação geral a um caso que deveria levar à uma ação criminal contra o responsável policial que deu ordem para assim se atuar e, provavelmente, à demissão do ministro da Administração Interna; e do pouco destaque que este caso mereceu na comunicação social, só posso concluir uma coisa: quem viveu quase meio século em ditadura habitua-se rapidamente a qualquer sevícia, desde que esta venha do Estado. E já nem os seus próprios filhos sabe proteger.
 Esta foi, lamentavelmente para a geração em que ainda podemos ter alguma esperança, a Pátria que os pariu.

Assembleia Geral da Comunidade Escolar da ESAS




 Separadamente reunidos, professores, funcionários e alunos, decidiram, por unanimidade:

Assembleia Geral da Comunidade Escolar
ESAS, 21 de Janeiro de 2013, Auditório Sebastião Alba



DELIBERAÇÃO:
1
Partimos do princípio de que a Escola Secundária de Alberto Sampaio (ESAS) é uma instituição
de reconhecido interesse público.
2
A decisão do Ministério da Educação e Ciência em agregar a Escola Secundária de Alberto
Sampaio com o Agrupamento de Escolas de Nogueira, criando uma organização com mais de
3300 alunos, ofende uma Comunidade Escolar que tudo fez, incluindo submeter-se nos últimos
anos a três avaliações externas, a fim de tornar legítimo o direito a um determinado Estatuto
de Autonomia ou, pelo menos, ao benefício da dúvida. Lembramos que  os relatórios das
referidas avaliações externas  revelaram a qualidade do trabalho desenvolvido na ESAS e
reconhecem a sua capacidade para se autorregular.
3
Em democracia, não se pode negar à comunidade da ESAS o direito elementar a ser tratada
com  correção e elevação institucional e, por isso, vimos pedir a suspensão do processo de
agregação da ESAS até à conclusão da avaliação do Projeto de Autonomia.
4
O Ministério da Educação e Ciência ignorou o pedido da ESAS para ser ouvida em processo
negocial e, em vez disso, decidiu agregar a nossa escola contra a vontade manifesta dos seus
membros e à revelia das tomadas de posição e opiniões dos órgãos responsáveis da Federação
das Associações de  Pais de Braga, do Conselho Municipal de Educação, da Autarquia
Bracarense e do Conselho Geral da escola. A ofensa é, pois, dupla ou tripla. A ESAS constitui
património vivo da cidade de Braga. Património  arquitetónico, paisagístico e ecológico.
Património cultural, pedagógico, desportivo, científico e artístico.
5
A ESAS tudo irá fazer para garantir aos seus alunos o direito a um ensino de qualidade e tudo
fará para defender o direito a ser ouvida pelo Ministério da Educação e Ciência, no que diz
respeito ao Projeto de Autonomia que entregou à tutela em devido tempo. Do diálogo nascerá
ou não a luz e, porventura, o prémio que merecemos.
6
Para que  o  diálogo possa ocorrer, vimos solicitar a  V. Excelência o agendamento de uma
reunião com caráter de urgência.

Texto aprovado por unanimidade dos presentes na Assembleia Geral