Bayard Demaria Boiteux (1916 - 2004)

NA ESCOLA, TAL COMO NO MUNDO, TODOS SOMOS PROFESSORES E TODOS SOMOS ALUNOS.
(Faculdade Economia Porto)

quarta-feira, julho 31, 2013

PSP: Mama Sumé...?

110 candidatos a chefes receberam classificação máxima, quiçá, em termos de QI (medem o raciocínio dos candidatos, apesar de alguns terem classificações negativas em questões de índole semelhante, de outras áreas) e de Personalidade (para conhecer bem o perfil de personalidade dos futuros colaboradores de esquadra, em termos de, avaliar a compatibilidade com o perfil exigido pelo trabalho burocrático, na gestão dos recursos humanos ou será de sensibilidades humanas).
Pelo menos, estes têm futuro assegurado...


Questões dos tais testes:

1 - A ministra das Finanças também é responsável pelos SWAPs?
Resposta Correta: A ministra das Finanças não é loira.

2 - Assaltam a esquadra, que faria?
Resposta Correta: mandava cercar o local interiormente e fechava-me nas celas, atirando com as chaves, para a caixa de esgoto

3 - Via um trauseunte ser assaltado; intervinha?
Resposta Correta: os óculos estavam desfocados, porque as lentes se tinham quebrado.
4 - Numa Esquadra qual o local mais Subversivo?
Resposta Correta: o WC, porque é aí que todos podem ter a tentação de se sentirem como pessoas semelhantes e com direitos iguais.
5 - O Chefe resolve dormir uma soneca tipo siesta. Qual deve ser o pensamento dos subordinados?
Resposta Correta: o Chefe medita.

Etc.




quinta-feira, julho 25, 2013

Nuno Crato aprova...?

Nuno Crato, não se pronunciando, aprova que os eleitos da política possam ser cadastrados (Menezes escolhe para candidato oficial do PSD... pessoal da mais alta estirpe moral) e exige aos futuros candidatos a professores um conjunto de provas, com avaliação mínima de 14 valores.
Em termos de ética, o caráter vale menos que o sacrifício em benefício do bem comum.

segunda-feira, julho 22, 2013

Pescar Alunos ou Sanear Prrofessores...?

Muitas escolas secundárias têm nos Cursos Profissionais, um escape para evitar deitar borda fora, excesso de pessoal docente, com a cumplicidade do Governo, visto que os vencimentos são pagos pelo POPH e não via OGE.
Mas, alguns PCAs, tendo em vista a eleição definitiva de Diretor da agregação, promovem medidas para a eliminação de potenciais concorrentes; não extinguindo tais Cursos, sempre vão transmitindo, a outros directores, de EB2/3, a não abertura deste ou daquele curso, apesar de estarem publicitados.
Os cursos a eliminar, por coincidência, são normalmente, horários para professores mais contestatários e menos graduados, dentro de cada departamento e, por conseguinte, mais propensos a entrarem na gestão das escolas.
Eliminando um Curso Profissional, por ausência do limite mínimo de alunos, o Presidente da CAP coloca toda pressão sobre restantes cursos...
Mais tarde, o Conselho Pedagógico, órgão de consulta do Diretor e que também foi escolhido, por ele, oficializa todo o processo de mobilidade forçada, quiçá para a Sibéria ou para as Desertas...

sexta-feira, julho 19, 2013

Junta de Salvação Nacional emigra...?

O Presidente regressa das Selvagens e os membros da troika parlamentar instalam-se, quiçá para hibernar, de forma a que haja um refluxo nas diarreias cognitivas e se alcance o tão almejado acordo do país do Nunca.
A classe política de Portugal, pior que a da Grécia decidiu ir ao Psiquiatra Dr. Cagarra e afins

quinta-feira, julho 18, 2013

Exame 635 Matemática

A prova na 2ª fase mais parece um  acto de retaliação da Al-Qaeda face à hostilidade da entrada e saída do paulinho da troika da 1ª fase.
Prova mais complicado.
Múltiplas V1:
1 - B
2 - C
3 - A
4 - D
5 - B
6 - A
7 - C
8 - A
O resto pode ser que a SPM deseje elucidar o porquê das atribulações mal afamadas dos alunos/cobaias...

terça-feira, julho 16, 2013

Exames Nacionais ou Folklore Eduquês?

Depois das provas que o Diabo amassou na 1ª fase, verifica-se, agora, nesta 2ª fase, nos exames de Português, Físico-química e Geografia, a adoçar da cenoura com mel das cagarras do Arrobas.
A disparidade de dificuldades, entre as duas provas, são por demais evidentes, que até aparece estarmos a viver no país dos enganos.
Hoje a SPM desculpou-se com o nível negativo da matemática, com o facto de muitos que a realizaram, serem alunos que, em condições normais, jamais teriam classificação para os mínimos de ida.
No entanto, a SPM, quiçá por amenésia cortizóide, ainda não explicou o grande Tsunami que se registou nas classificações 20, do ano transato, para este ano.

domingo, julho 14, 2013

o Deficit do Sacho...

Com valores do deficit das contas públicas aproximarem-se dos 13,7%, Gaspar pirou-se e paulinho e pedrinho, tendo o sr. silva como encenador, resolveram transformar uma futura e eventual tragédia eleitoral, numa necessidade de criarem uma Junta de Salvação Nacional e juntarem o PS à lista dos mais procurados.
Os dois P/P fingem-se defraudados com cavaco, mas também não querem serem varridos eleitoralmente e vão cozinhando, um estufado de encefalopatia espongiforme, como se já pertencesse à dieta mediterrânica.

sexta-feira, julho 12, 2013

A lírica Cognitiva do exame de português

No Exame de Português, alguns alunos, com o dom da palavra argumentativa, com capacidades de construirem uma estrutura literária, acima da mediania da maior parte dos escribas, como MST que, enchem os escaparates nas livrarias, viram os seus sonhos virarem pesadelo, na medidada em que, ainda não compreeenderam que determinadas capacidades cognitivas não se coadunam com as regras rígidas das sumidades raquíticas que elaboram os exames nacionais e respetivas correções.

quarta-feira, julho 10, 2013

Sociedade Portuguesa Matemática deverá ir ao Bruxo de Fafe...

A SPM, na sua sapiência esturricada mantém um silêncio ensurdecedor de cûmplice perante o descalabro das respetivas previsões, entre os bons alunos, os tais de 20 e os outros.
Dirigidos pelo maestro Nuno Crato, os herdeiros resolveram fazer prognósticos, quiçá tridimensionais, ao considerarem o 635 a prova mais adequada, desde que o Afonso bateu na Mummy
Perante os resultados divulgados, na sede da SPM, abriram-se centenas de garrafas de champagne, talvez das que sobraram de umas eleições autárticas anteriormente perdidas mas já ganhadoras, e do álcool passou-se para a orgia negativa das médias nacionais.

terça-feira, julho 09, 2013

Exames Nacionais: o Tsunami Nacional

Colegas corretores que à medida que se foram encontrando, nos acessos, de um dos muitos agrupamentos de exame, sentiram na pele, a desgraça que se aproxima;
Troca de opiniões, sobre o nível de resultados das correções, deu para compreender, a verdadeira dimensão da tragédia, relativamente aos seus alunos.
Os alunos, do muito bom, do 20, segundo a terminologia da SPM, possivelmente, inundarão, os gabinetes psiquiátricos.
Português, Matemática e Ciências Experimentais irão conhecer o conceito amargo da razia...
Estes resultados poderão ser o resultado lógico, não da chuva excessiva, mas das ondas quentes polares, provenientes dos desertos cognitivos do GAVE..

domingo, julho 07, 2013

IPO - Porto: como descartar sem sujar as mãos...


A falta de humanismo chegou ao ponto de a médica que a assistiu durante estes anos, no dia 2 de Junho, pelas 08h20m ter-lhe dito (sem testemunhas presentes) que não havia cura, que devia perder qualquer esperança, porque iria morrer muito em breve.
A utente, chorou durante quase todo o dia e, no dia seguinte, pediu a uma familiar que lhe escolhesse a mortalha.

A doente, desde o dia 2 de Junho, ficou sem qualquer assistência clínica, porque estando, com membros inferiores bastante dilatados (cortizóides e/ou Rins em subfuncionamento?) e com um braço ligado a uma máquina, passou a ser uma doente sem essa ligação e em processo acentuado de desnutrição (parece uma figura vinda da África Subsariana, de alguma região onde grassa a fome, porque sente grandes dificuldades em deglutir, até mesmo líquidos; não havendo qualquer compensação, via venosa...
Esperando que algumas deficiências congéticas do foro cardio façam o resto

Emocionalmente a doente 11623511 já se encontra numa situação de morta-viva

sexta-feira, julho 05, 2013

IPO - Porto: controle do deficit?

Os doentes que requeiram transferências para cuidados continuados/paliativos e recebam recusa, só têm de irem a Espanha, entrarem num dos sistemas de apoio, porque a fatura será paga, posteriormente, pelo Governo de Portugal, digamos, pelo Ministério da Saúde, ou seja, os custos serão imputados ao IPO - Porto.

Se os médicos, ditos inteligentes, pretendem poupar custos ao IPO, perante uma futura gestão privada, embora os custos dos atuais cuidados continuados estejam a ser suportados pelo SNS, então lembrem-se que, a opção espanhola pode ser a menos benéfica para a instituição lusa.

Perante as opções a pagar, o IPO pode ver-se obrigado a dispensar clínicos de internato recém formatados, porque se tornam um obstáculo à redução de custos.

quinta-feira, julho 04, 2013

IPO - Porto: Guerra Civil pelo tipo de Gestão...?

Hospital Público, com gestão pública ou gestão privada (também defendida pela actual administração), com gestão de grupos económicos (outra PPP)?
A utente 11623511, foi apanhada no meio da guerra ao ficar sob supervisão dos que defendem ideias do estilo do Tea Party.
Muitos dos médicos, recém internatos, querem mostrar que, em termos de custos, estão dispostos a tudo, mesmo que a morte dos doentes seja inevitável e querem fazer carreira profissional, sem olharem a meios, porque os fins já os justificam; querem construir currículo precoce, para quando se concretizar o sonho, possam ascender a chefe de serviços e verem-se livres dos outro médicos...
Se os doentes oncológicos apresentam um quadro clínico crítico (doença descontrolada e com evolução metastizada: um fardo para a sociedade), mas vão-se aguentando, então é necessário ajudar o acelerar do processo de morte.
Alguns bruxos chegam ao ponto de exercerem tortura psicológica, tentando destruir todos os equilíbrios emocionais do utente, como: deixe de ter ilusões ou esperanças de vida, porque vai morrer em breve, etc., etc.
Em relação a este tipo de sócios da ordem, existe sempre um polícia bom e um polícia mau

terça-feira, julho 02, 2013

IPO – Porto contrata Diogo Alves?





Amanhã, dia dois de Julho, ir-se-á desenrolar o início de um processo de homicídio qualificado premeditado e com previsível conclusão, dentro de 60 dias, por parte do IPO – Porto.
Em 1998/9 foi diagnosticado um carcinoma mamário à utente 11623511 e realizada uma Mastectomia Radical.
Durante seis anos a doente, foi intervencionada cirurgicamente mais algumas vezes, por medida de prevenção; foi submetida, durante um mês, a trinta sessões de radioterapia; para além disso, sujeitou-se a meia dúzia de sessões mensais de Quimioterapia Líquida (veias).
Em 1996 foi-lhe dada alta e curada definitivamente...
No entanto, em 2019/10 suspeitou que algo estava errado e o médico cardiologista que a seguia, por deficiência na válvula mitral e instabilidade na coagulação do sangue, verificou-se que havia uma recidiva, recorrência ou progressão do cancro da mama, ou seja, esta nova situação depende, principalmente, do tipo de tratamento que recebeu anteriormente…, com metástases ósseas e na pleura direita e apesar de se ter submetido a 26 sessões, em 26 semanas, o processo de metástases alastrou a outros órgãos, como Cabeça, Fígado e Rins.
Com este diagnóstico dramático, em que a doente está internada no Bloco B, desde o dia 24 de Junho, as médicas responsáveis, decidiram dar-lhe alta, como se reunisse as condições mínimas médicas.
Antes, a médica responsável, pelo bloco B, 4º piso reconheceu, perante os familiares, que a quimioterapia tinha deixado de fazer efeito e a doença encontrava-se em desenvolvimento descontrolado e a morte seria irreversível e de curto prazo.



Posteriormente, a mesma médica entrou com outra versão, a doente teria de ir para a residência, de forma a engordar um pouco, de forma a estar preparada, para se submeter a um novo processo de Quimioterapia.
Neste momento, goza a sua última noite de sono em liberdade, porque amanhã conhecerá o inferno, de agonia lancinante de saber que já não tem acesso a cuidados médicos oncológicos permanentes e de saber que não tem direito a ter uma morte com dignidade, conforma se encontra consagrado pelos Direitos do Homem dos Estados-membros da União Europeia.
A doente, tem dependência autónoma e necessita de ajuda de terceiras pessoas (pelo menos de duas) para executar tarefas mais simples, como a higiene.
O Cônjuge ou trabalha e é o único sustento da casa ou mete baixa médica fraudulenta.
A ainda utente do IPO – Porto devia ter direito ao acesso a Cuidados Continuados  Paliativos de natureza oncológica, mas a Assistente Social disse que a única coisa que podia fazer era indicar, lares de Idosos normais, se a família/Cônjuge alegasse que não tinha capacidades operacionais mínimas de alojamento (e que era verdade, embora a reclamação assentasse no facto de a utente não apresentar sinais de recuperação médica que justificasse uma saída precoce), por a casa ter por exemplo, acessos difíceis ou infiltrações de água (propagação de doenças).
A Assistente Social, acrescentou que a transferência para a Unidade de Cuidados Continuados do IPO – Porto ou de outra qualquer localização, pertencia sempre ao corpo clínico.



A Utente irá abandonar o IPO – Porto, não como um Ser Social, mas como trapo inútil e dispendioso que é descartado, como se fosse lixo.
Ora, são as Situações de diagnóstico da doente que se enquadram dentro da seguinte condição, para ter acesso a cuidados continuados:
Doente portador de doença grave e/ou avançada, ou em fase terminal, oncológica, sem resposta favorável à terapêutica dirigida à patologia de base
A Bem da Nação
Armando Nogueira Nina

segunda-feira, julho 01, 2013

Professores, proletários, missionários...

No jornal de Público, do dia 21 de Junho, todos devíamos ler um artigo de Roland Barthes faz um discurso irónico sobre uma visão de sociedade, com 42 anos de história e que ainda se mantém actual:

Numa total perda de autonomia, até ao ponto em que a actividade do professor deixou de ser uma actividade intelectual 
A partir desse momento, a autoridade do professor ficou arruinada...
Os professores têm sido submetidos, sem tréguas e desde há muitos anos, ao tratamento mais ignóbil a que uma classe profissional pode estar sujeita...
Em 1971, Roland Barthes escreveu, para a revista Tel Quel, um texto a que deu o título: Escritores, Intelectuais, Professores. Por si só, tal título mostra como os professores foram entretanto deslocados e já não pertencem a esse mundo de outrora. Eles surgiam então ao lado de outras duas respeitáveis classes (que, aliás, também já não têm o mesmo estatuto), enquanto detentores de uma autoridade adquirida automaticamente pela “parole professorale”. Essa modalidade de discurso, herdeira da Retórica e dotada de uma autoridade moral conferida pelo saber, não podia sobreviver às novas condições que retiraram o saber da esfera exclusiva do cânone escolar e em que o professor, obrigado a responder a novos objectivos da escola que já nada têm que ver com a sua missão original (objectivos cada vez mais políticos: retardar a entrada dos jovens na vida activa, corrigir as desigualdades sociais, substituir a educação parental, policiar os costumes, etc.), teve que começar a enfrentar tarefas policiais, psico-sociais e de animação. A fortuna de um actual ministro que chegou ao seu posto à custa da denúncia do “eduquês” deve-se ao facto de, com esse chavão, ele apontar para um desvio da escola em relação a essa missão original que, presume-se, ele achava que podia e devia ser restaurada. Entretanto, em sentido contrário a uma tal missão, os professores têm sido submetidos – sem tréguas e desde há muitos anos – ao tratamento mais ignóbil a que uma classe profissional pode estar sujeita. Se quisermos utilizar um termo genérico para designar o que lhes foi infligido (para além das “sevícias” – da parte dos alunos, da parte dos pais – a que ficaram expostos a partir do momento em que lhes foi retirado todo o domínio) temos de falar de uma progressiva, sistemática e programada proletarização. Em que é que ela consiste? Numa total perda de autonomia, até ao ponto em que a actividade do professor deixou de ser uma actividade intelectual. A partir desse momento, a autoridade do professor – que, aliás, para existir é necessário que esteja integrada num sistema que a detenha – ficou completamente arruinada. O sinal mais óbvio dessa proletarização – aquele onde ela é exibida pela máquina governamental com uma clara intenção de humilhação – é o horário de trabalho. Dantes, o trabalho do professor compreendia o tempo controlado (o tempo lectivo) e o tempo autónomo, que ninguém conseguia avaliar exactamente a quanto correspondia – dependia do treino, dos escrúpulos, da responsabilidade e do sentido de missão do próprio professor. Daí, a ideia tão repetida de que os professores gozam (gozavam) de um horário privilegiado. Agora, não só o tempo de trabalho controlado aumentou bastante, como aquilo que deveria ser tido por conta de trabalho autónomo perdeu esse estatuto porque o Ministério o passou a contabilizar no horário oficial: trinta e cinco horas de trabalho na escola, mais cinco horas de trabalho em casa. Quem alguma vez foi professor sabe bem que essas cinco horas semanais estão longe de ser suficientes. Mas pior do que fazer horas extraordinárias que não são pagas é sentir que até o pouco que resta aos professores de tempo autónomo entra na contagem diabólica do tempo controlado...

António Guerreiro