Bayard Demaria Boiteux (1916 - 2004)

NA ESCOLA, TAL COMO NO MUNDO, TODOS SOMOS PROFESSORES E TODOS SOMOS ALUNOS.
(Faculdade Economia Porto)
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quinta-feira, junho 03, 2010

Secretário de Estado Adjunto e da Educação: Tudo pelo TGV

O Senhor Secretário de Estado Adjunto e da Educação informa que os professores não serão penalizados seja na sua avaliação do desempenho seja na progressão na carreira pelo facto de não terem tido acesso a formação financiada.
O Processo de conferir níveis de competências TIC (professores analfabetos) começou a todo o vapor e está em vias de se esfumar, para uma plataforma mais light/suave, quiçá menos eléctrica, parece que o mundo mudou numa semana...
Mas, a lei também diz que os professores necessitam de frequentar acções de formação (gratuitas) para mudarem de escalão. Ora, como não há dinheiro, senão para o TGV, este esclarecimento vem colocar preto no branco, a desculpa do Ministério da Educação de que está em falência técnica, nessa área.

terça-feira, março 23, 2010

Professores & professores

Um dos aspectos mais descurados pelos professores, sindicatos e outros movimentos sociais educacionais refere-se ao facto de haver diferenciação entre professores que têm aulas em cursos de prosseguimento de estudos e professores que leccionam cursos profissionais, CEFs ou EFAs.
Na verdade, os Primeiros podem faltar, por quantos dias desejarem por qualquer motivo (justificação legal) e terminarão oficialmente as respectivas obrigações lectivas, nas datas previstas pela Tutela.
Os Outros, mesmo que faltem apenas cinco ou vinte dias, terão de as justificar legalmente, com as devidas penalizações (tal como os Primeiros) e mesmo assim terão de repor essas aulas de ausência, mesmo que com prejuízo do próprio.
Mas, a discriminação ainda é maior, no que concerne ao facto de que se um determinado aluno faltar a um certo número de aulas, ser obrigação do professor leccionar essas aulas suplementares, para que o aluno possa ter direito a frequência de estágio e aprovação final.
As pessoas interiorizaram este comodismo de submissão que raramente reparam em determinadas situações de injustiça e o ME, via POPH e outros organismos complementares, determinam a assimetria de Direitos e Deveres entre Docentes, sabendo de antemão que eles não reagirão.
Tem de haver um equilíbrio entre interesses dos professores e dos alunos para evitar que apareçam situações desequilibradoras dos ambientes escolares.
É verdade que as actuais direcções já podem proceder à imediata substituição de professores ausentes ao fim de cinco dias, mas não o fazem, porque a Tutela desaconselha tais procedimentos (invocando uma aparente norma que estabelece um período de 30 dias para se proceder à tal substituição), em nome das restrições da despesa primária.

sexta-feira, abril 03, 2009

Vai Paula Barros Formosa...

Ao rever no Canal Parlamento, a interpelação à ministra, apercebi-me de um pequenino pormenor que terá escapado ao comum dos cidadãos: Salazar ressuscitou nas saias da Deputada Paula Barros que num tom patriótico debitou números estatísticos do mais alto calibre - 95%, 99%, 98%, etc., etc....
Depois confundiu o mérito dos Conselhos Executivos com os disparates da 5 de Outubro:
1 - Refeições ao 1.º ciclo faltou descontar as criancinhas que têm de trazer farnel ou que os Pais têm de o levar ou da péssima qualidade (antigamente, princípios da década 80, o ISCEF/ISE/ISEG tinha um refeitório muito típico e castiço: a manutenção militar fornecia os alimentos que seriam rejeitados pelos respectivos maçaricos: Princípio de Lavoisier - na natureza nada se perde, nada se ganha, tudo se transforma; Lixo? A reciclagem/compostagem era realizada, quiçá pelo bandulho dos alunos).
2 - Aulas de enriquecimento escolar no 1º ciclo do ensino básico: Onde? O meu Anglês Técnico não sendo famoso, ainda compreende que o novo acordo ortográfico da lengua tuga não é extensível aos bifes. Agora, ter um filho aprender o Galês à moda do binho a martelo é que me parece um despautério do arco da belha.
3 - Escolaridade Obrigatória até aos 12 anos de idade ou 12 anos de escolaridade (pelo menos 18 anos de idade)? A Madame saberá que o Lorenin pode ter efeitos graves sobre a articulação de ideias?
4 -Faltas dos alunos baixaram tanto, tanto, tanto que até podemos dizer que os alunos nem faltam, porque as faltas registadas servem apenas para evitar a unanimidade dos 0,0%.
5 - Saberá a Madame (uma sumidade parlamentar não tem tempo para se preocupar com estes pormenores; o importante é estar na primeira linha de partida para ser novamente eleita Deputada da Nación) que tenho um aluno muito especial: estava dentro da escolaridade obrigatória, num curso CEF e agora está num estabelecimento prisional situado a cerca de 160 KM. Pois, ao referido aluno, os professores foram obrigados a efectuar as ditas provas de recuperação; por ironia do destino o Dito Cujo, por impossibilidade legal, não compareceu às provas, apesar de ter sido notificado, nos termos legais (cadastro de faltas ficou limpo).
Agora, segundo o Estatuto do Aluno, como não pode ser excluído, continua a ser aluno desta escola apesar de frequentar outros ambientes; quando atingir determinado patamar de faltas, repetimos todo o processo (Quem falou em abandono escolar ou em faltas dadas?).
Porreiro Pá.

segunda-feira, maio 21, 2007

Expo 07

A Expo 98 nasceu há nove anos e foi inaugurada com pompa e circunstância pelo Eng. Guterres. Hoje, como não temos qualquer Eng. Primeiro-Ministro, a Expo 2007 é o Circo da Deseducação, através dos primeiros clowns no coliseu, os Titulares da primeira vaga

sábado, maio 19, 2007

Trilhos Pedestres - 3

Mais uma vez, a Biblioteca Manuel Monteiro da ESAS organizou com a ajuda prestimosa do Grupo Naturezas, uma visita de estudo ao Parque Nacional da Peneda Gerês.
Previstos, inicialmente, 17 km, a distância do percurso subiu, por obstáculos imprevistos, para cerca de 20 km.
Ou seja, o bando dos quatro missionários do metier da pesada (Filipe, Fernando, Silva e Resende), para não assustarem a malta, disseram que os cerca de 17 km (GPS: 16,5KM) eram favas contadas, aproveitarando-se da inocência de jovens ingénuos que, para além da Ministra, ainda tiveram de suportar as armadilhas pedestres colocadas pelos 4 Naios da Missão Impossível e, para além disso, ainda tiveram a distinta lata de convidarem uma cinquentona (futura Titular) para o seu grupo; os outros, os esquecidos do costume, foram, mais uma vez, humilhados publicamente. 10 km a subir, até ao ponto mais alto da Peneda (S. Bento do Cando - Alto da Peneda - S. Bento do Cando), ainda se foi caminhando, depois, os restantes km foram uma desgraça, visto que, descer cerca de 4,5 km, por vezes com desnível acentuado, 1,5 km inclinação da ordem dos 34% e os restantes 10% (no total, o desnível foi por volta dos 13/14%) foi um acto suecidário. Mas foi uma jornada épica, mais um teste à resistência física e mental dos professores da ESAS (Helena, a chefe e representante de Deus; Filomena a sub; João o Anticiclone dos Açores; Palmira dos bonsai; Tiza dos ácidos; Pepe dos ácidos; Moi líder espiritual), da Escola Secundária de Maximinos - Braga - (Olímpia a secretária), da EB2/3 de Lijó - Barcelos - (Nogueira) e da Escola Secunária de Tábua (Fátima), face às adversidades que se avizinham, durante os concursos a professor titularíssimo.
Claro que, depois de 6h30m a subir e descer montes, o cachimbo da paz foi selado, em volta de uma mesa de pasto, em Lamas de Mouro, bem regada e com uma grande posta/pessoa de vitela e muita fofoquice; de registar que a nossa querida e muy amada Ministra foi evocada (nasceu por aquelas bandas, talvez num acto de distração da natureza).

quarta-feira, abril 25, 2007

Escolas Secundárias Também Se Abatem

A Escola Secundária D. Luís de Castro, em Braga, vai ser encerrada, segundo noticia o jornal Correio do Minho, de 25 de Abril. Foi erigida, na década 50, sob a égide das organizações femininas do regime, para preparar as jovens, das classes média/baixa a tornarem-se fadas do lar ou sopeiras, em lavores e afins. Depois do 25 de Abril de 1975, especializou-se em cursos de Acção Social (única escola, do distrito de Braga, com esta variante curricular). Esta forma de tentar reduzir o deficit público, pode originar um acréscimo nos custos sociais e uma diminuição dos benefícios sociais. São sempre os mais desfavorecidos a pagar os custos das crises provocadas pela incompetência política dos governantes ou pela defesa de princípios da eugenia (eficaz no combate ao aumento das despesas. Não é de admirar que Sarkozy, se ganhar as eleições, deseje e queira fazer um estágio, junto do ami Governnement de Sócrates.

terça-feira, abril 24, 2007

A Independente dos Fãs da Ministra do Burkina Faso da Mongólia do Atlântico dos Fundilhos

Alguns professores, na cidade de Braga, fãs incondicionais da ministra e defensoras intransigentes da moral da ética (que estão normalmente com todos com Poder), têm uma forma muito peculiar de não dar aulas nem terem falta de presença
  1. Na Véspera dizem aos alunos (mais ou menos): amanhã vou faltar e por isso escusam de aparecer na sala de aula.
  2. No dia Seguinte aparecem na sala de aula e num tom tão pesarouso, dizem à funcionária que controla faltas dos professores: não percebo, mas os alunos parece que resolveram faltar e logo hoje, que tinha tido tanto trabalho na preparação desta aula. A funcionária, não sabendo bem o que dizer, encolhe os ombros. Então, os ditos cujos, tentam escapar-se sorrateiramente da escola, não vá algum aluno demascarar a tramóia.

Antes de 25 de Abril de 1974 os espertos também usavam destas artimanhas e hoje, volvidos 33 anos, o Poder necessita deles como bons exemplos de comportamento e de adesão às políticas governamentais.

quinta-feira, abril 19, 2007

CRVCC

Até Setembro de 2006, a ESAS é o único estabelecimento público, a nível nacional, de entre as sete entidades, pólos de referência, com competência para certificar cidadãos com o 12.º ano. E, as outras Escolas Públicas?

sexta-feira, abril 13, 2007

O Pecado da Alface de Monção

No dia 31 de Março de 2007, Medina Carreira, em entrevista a Flor Pedroso, na Antena 1, afirmou que, sonhar com modelos nórdicos e efectuar procedimentos marroquinos, é considerar a política educativa uma mentira: o caso do ECD foi apenas um fait-divers, porque os programas não foram alterados, os manuais idem, a avaliação idem. Na realidade, ele ainda não descortinou uma política educativa, ou sequer uma qualquer linha de orientação, em dois anos de (des)governo PS.

segunda-feira, abril 09, 2007

A Necessidades Educativas Especiais para a Ministra do Burkina Faso da Mongólia do Atlântico dos Fundilhos

Existe um professor (um labrego?) explorador das ignorâncias alheias e sabotador do espirito educativo do xuxualismo liberal (protesta demasiado) que tem numa disciplina, no 10º ano de um curso profissional, na escola secundária do Bairro da Aldeia dos Macacos, sito em Braga, com um aluno Asperger (variante de Autismo). Ele foi sinalizado, em devido tempo, com conhecimento à DREN. Não tem professores do ensino especial em acompanhamento, nem um professor de ensino mais personalizado (currículo normal). Este aluno , andou, uns tempos, num psicólogo, particular (com resultados positivos), coincidindo no tempo, com o 2.º tempo e último de um determinado dia; o professor dessa disciplina mostrou-se disponível para facilitar a vida ao aluno. A douta DREN manda proibição total de o aluno se ausentar. Se existem problemas, os professores que os resolvam. Em anos anteriores, havia, em média, cerca de 40 alunos com diversos handicaps e tinham 6 professores especializados em ensino especial. Hoje estão identificados 32 alunos e 4 professores do ensino especial, a full time e um outro (não especializado em ensino especial, embora afecto a ele) que dá apoio em mais 4 escolas. É preciso poupar.
Hoje vem a Ministra dar uma senteça a puxar para o disparate, sobre o ensino especial, conjuntamente com a banha da cobra que o Secretário de Estado tentou vender, pelas 10h45m, na Antena 1.

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Saloiadas Lusitanas no Burkina Faso da Mongólia do Atlântico dos Fundilhos - 1

Marilu, La Marquise, desceu ao povoado, por terras não españolas do Afonso. Na ESCA foi recebida com uma atitude generalizada de indiferença. Na ESAS, sala de professores, parecia um velório de caixão à cova, os profesores, com cara de trombudos, mantiveram um activo e profundo silêncio; apenas uma funcionária mais solícita, ofereceu um cafezinho, em serviço not made in China, mas a dita cuja resmungou uma recusa, (talvez pensasse que o açúcar fosse cianeto ou então já vinha com os azeites musicais). Na Escola de Música, parece que durante uma aula que estava a decorrer, o respectivo Presidente do CE + a Ministra et ses compagnons de route, irromperam pela sala dentro, sem tugir nem mugir, quer à Professora, quer aos Alunos; podiam ter pedido, pelo menos, com licença, bom dia, etc., mas não, parece que a urbanidade não reside na 5 de Outubro (nos tempos de salazar os comportamentos das autoridades era idêntico). A Professora apenas a interpelou, quando ia a sair, e lhe disse que podia e devia tratar os professores e alunos com mais respeito. A dita cuja, não gostou e foi muito agressiva (chamem a PIDE, au, au, au, ..., com dizia a canção dos Trabalhadores do Comércio?). Se a Ministra usa a provocação, o cinismo, a má educação, o autoritarismo ou o mobbing, então os professores devem-lhe responder, não na mesma moeda, mas com atitudes desconcertantes para o Poder.

sábado, novembro 04, 2006

Quotas do Mérito

Seguindo as sublimes orientações e princípios, do livro negro, da camarada Marilu, proponho que todos os professores avaliem, já a partir do próximo ano lectivo, as pobres criancinhas adolescentes, com o mesmo sistema proposto aos parasitas da educação (professores), por parte da tutela: distribuição dos méritos dos alunos por quotas.
Dura Lex, Sed Lex

domingo, outubro 08, 2006

A Manipulação do Verbo no Burkina Faso da Mongólia do Atlântico dos Fundilhos

Programa dos Prós & Prós
Segundo fontes duvidosas, S.ª Exm.ª a Ministra ... só aceitou participar no debate da Nação se tivesse a oportunidade de escolher os restantes intervenientes: os cúmplices e os cúmplices travestidos de críticos/adversários. É a Política do Branqueamento do Estado de Negação do Disparate Educativo Ministerial. A apresentadora e moderadora do pleito, parece ter vendido a alma ao Diabo e saíu esturricada de vergonha. O mestre da propaganda, Goebbels parece ter deixado sementes profícuas, 61 anos pós sua morte.
5 de Outubro de 2006
Cerca de 30 000 professores, segundo os sindicatos do sector ou 20 000 segundo fontes dos moinas . Mas a Ministra tem outra versão mais folclórica: apenas 0,04% dos professores, terão eventualmente, passeado turisticamente, pelas calles da capital (se em Portugal existirem 10 milhões de pessoas e se é um dever patriótico aprender e ensinar, em termos de permanente socialização formativa, então todos somos professores e todos somos alunos). Descontando, os Turistas, os Alunos e os Mirones, então estamos perante uma tão pequena Amostra. S.ª Eminência Parda da Desinformação é capaz de ter razão ao dizer que nem reparou em qualquer manifestação de contestação. Se bem me lembro, o tal, o das conversas em família também falava em minorias, de alguns desordeiros que perturbavam a paz dos pacíficos portugueses. O Botas de Santa Comba, também comungava da mesma cartilha. MLR tem a quem sair. Pensamos que talvez aquilo tenha sido apenas uma marcha de solidariedade de desagravo para com os peixinhos do rio Tejo que se encontravam encalhados.

sexta-feira, agosto 04, 2006

A Concorrência no Burkina Faso da Mongólia do Atlântico dos Fundilhos

Segundo fontes do milieu, do Burkina Faso da Mongólia do Atlântico dos Fundilhos, o futuro Bastonário do Ordem dos Advogados seria o Dr. José Pedro Aguiar Branco. Mas, agora, a Dr.ª Maria de Lurdes Rodrigues parece estar-se a posicionar, na calha, para ocupar o tacho. Na realidade, nas declarações de hoje, relativamente ao relatório de Provedor de Justiça, teceu um conjunto de críticas do estilo de querer ensinar o padre-nosso ao vigário, quando afirma que o referido documento enferma de diversos vícios, nomeadamente, em termos de que o Provedor não devia pronunciar-se, por desconhecer os factos. Quais factos? Parece haver outras razões, para além das veiculadas pelos Media, na altura? Na minha perspectiva, o relatório não abordava a veracidade ou validade dos factos …, mas sim a interpretação jurídica dos factos/procedimentos efectuados por alguns agentes políticos. Ou a Ministra não compreende Português ou pretende dar lições de Direito ao Provedor de Justiça ou confundir as massas ou justificar o que não tem justificação ou candidatar-se a Bastonária da Ordem dos Advogados.

É uma pena que a investigação científica ainda não tenha descoberto uma vacina contra a estupidez, evitando-se, deste modo, o disparate.

quarta-feira, julho 19, 2006

Batota nos Rankings

Segundo o JN de hoje, terá havido copianço durante a realização de exames nacionais, num estabelecimento do ensino privado. Copianço, em que sentido? Ou facultação, por parte de determinados professores, das respostas e só a determinados alunos? A ser verdade, apenas confirma os rumores que circulavam, desde os anos 90 do século XX, sobre o facto de a generalidade dos estabelecimentos de ensino privado, nos exames nacionais, estarem, misteriosamente no topo dos rankings; na verdade, os resultados obtidos, pelos alunos desses colégios, nas olimpíadas de Matemática e de Física são uma desgraça nacional. Se os exames se realizassem todos nos estabelecimentos públicos, talvez os resultados dos rankings fossem muito diferentes.

sexta-feira, julho 14, 2006

Estado Da Nação (II)

A Educação e os Exames da Covia Nacional

no

Burkina Faso da Mongólia do Atlântico dos Fundilhos

Hoje, 14 de Julho, dia nacional de França, aniversário da tomada da Bastilha, o (des)Governo da Nação Portuga, face às constantes e crescentes críticas sobre o conteúdo/erros dos exames nacionais de Física/Química, 1.ª Fase de 2006, decidiu, dar a mão à palmatória, ainda que disfarçadamente, dando a possibilidade dos alunos prejudicados poderem exercer novamente o direito de fazerem/repetição o respectivo exame correspondente à 2.ª fase e não serem prejudicados nos prazos de acesso ao ensino superior. Podendo eles escolher a melhor classificação. Mas será que este Ministério estará a responder às aspirações legítimas dos alunos ou a dar hipótese de alguns, sempre os betinhos do costume, poderem redimirem-se das fracas classificações? Na realidade, as críticas começaram logo, cerca de uma hora pós realização da prova, quer em Física quer em Química, mas só agora existe uma reacção oficial. Por outro lado, será que as ditas provas tinham erros que justificassem o procedimento do Ministério? Pois, erros, se os houve, eram mais de carácter interpretativo do que de natureza de conteúdo, embora na prova de Química, Lavoisier tenha ido pentear macacos para a mongólia. Assim, críticas ao tipo de prova de Física, são as mesmas de sempre, desde o início delas, já que são elaboradas, estranhamente, de acordo com os interesses dos tais Betinhos que frequentam o ensino privado; senão vejamos:

1 – O programa está estruturado em 2/3 de conteúdo teórico e 1/3 de conteúdo experimental/prático

2 – As provas dos exames nacionais apenas abordam os aspectos teóricos; parece que os estabelecimentos de ensino privado aplaudem este modelo, porque, na sua maioria, não possuem laboratórios. Que coincidência…

3 – Claro que no ensino público existem condições mínimas, ainda que precárias, para dar todos os conteúdos. Na prática, fica pouco tempo para aprofundar os respectivos conteúdos programáticos, ao contrário do que acontece nos estabelecimentos de ensino privado.

4 – Uma das questões que valia mais, neste exame, em 2006, em todos os livros, existentes no mercado, apenas abrange cerca de uma página, do último capítulo do quarto e último volume. Muito interessante …

Na verdade, os responsáveis pela elaboração das provas dos exames nacionais sempre tiveram queda, quiçá desde que foram empossados, para a inovação do disparate (?). Em outras provas de outras disciplinas aconteceram destrambelhos desta natureza:

1 – Num exame na disciplina de Introdução ao Direito, na transição do século, a resposta a uma questão apenas estava contemplada num dos manuais em circulação e em nota de rodapé. Era dever de qualquer professor abordar esse aspecto se estivesse atento, mas o assunto nem era relevante.

2 – Em 2004, 1.ª fase, na disciplina de Psicossociologia a identificação de uma Teoria Organizacional dependia da interpretação de um texto dúbio. Os alunos, na sua maioria, responderam Teoria da Contingência, mas nos critérios de correcção apenas se admitia certa a Teoria Sistémica. Para alguns especialistas, professores de Gestão de duas Universidades as duas respostas deviam ser consideradas como correctas. Mas como era uma disciplina de um curso tecnológico…

3 – A extensão da prova de matemática, 1.ª fase de 2006, foi um hino à irracionalidade.

4 – Os critérios de avaliação definidos pelo GAVE, na disciplina de Biologia do 12.º, 1.ª fase de 2006, tiveram uma interpretação erradamente restritiva.

As disciplinas de Física e Química, Matemática, Biologia, História, Filosofia e Português têm peso mediático em Associações próprias identificadas como Lobies, logo com capacidade de promoverem mudanças de atitudes, por parte das entidades públicas governamentais?

Muitos outros exemplos, poderíamos relatar, mas a verdade é que, os miornos inteligentes, que elaboraram e fizeram a respectiva revisão, das diversas provas de exame, pagos a peso de ouro, parece que gostam de inventar … Lá vamos cantando e rindo ..., com Simplex ou com Complex.

sexta-feira, julho 07, 2006

O Ângulo Obscuro e Sinistro do Sucesso Educativo

Jihad contra a corrupção do sistema educativo
no
Burkina Faso da Mongólia do Atlântico dos Fundilhos

1. A atitude dos responsáveis pela educação, nestas últimas décadas, talvez herdeira de uma pedagogia assente numa visão retrógrada da filosofia da educação, pode traduzir-se no que Crato (2006: 14) apelida de … desvalorização dos conteúdos e do conhecimento substantivo.

2. Esta perspectiva pretende pois, retirar, em princípio, aos professores a definição das regras por que as escolas se devem reger, transferindo-as para os pais, que as implementarão consoante os seus próprios interesses. Existe então, uma deformação subversiva, dolosa e danosa, dos princípios básicos do Sistema Educativo. Estudar implica desenvolver esforço e o facilitismo defendido pelos encarregados de educação e pela Ministra da Educação, advém do facto de uma certo tipo de classe média, não saber conviver, com alunos de outras classes sociais que apresentam melhores classificações. A expressão The jobs for the boys, não é mais do que a defesa de uma certa mediocridade intelectual evidenciada na adolescência com a cobertura dos respectivos encarregados de educação e a complacência do Poder Político vigente.

3. Desejar que um filho tenha as melhores classificações é natural, mas estabelecer como nível mínimo de inteligência, classificações de valoração elevada, e culpar os professores por tal insucesso já é discutível.

4. Apesar das posturas desenvolvidas, por cada aluno, é necessário avaliar a consciência do aluno para a procura do seu eu, neste processo de ensino aprendizagem, em que, constantemente se está perante o dilema da tomada de uma determinada decisão assente na necessidade de partilha das dificuldades e dos riscos, na solidariedade e no diálogo, e na tolerância e na solidariedade.

5. Na realidade, em cada disciplina, o sucesso de um aluno deverá depender de diversos factores, a começar, principalmente, pelo ambiente familiar e depois pelo ambiente escola. A escola não deve ser encarada como um lameiro onde se despeja o gado. Na Escola, cada aluno socializa-se formal e informalmente, aprendendo, por exemplo, a arte de redigir uma redacção na disciplina de Português, no saber trabalhar a Palavra, em Filosofia a capacidade de ordenar as Ideias, e nas disciplinas técnicas, o explanar dos Conteúdos programáticos, etc.

Nuno Crato, (2006). Eduquês em discurso directo…Gradiva. Lisboa.

quinta-feira, julho 06, 2006

Formação Neural Tuga

Felipão seleccionador do Governo Tuga e de Políticos candidatos

Comparando os comportamentos dos Timoneiros/Homens do Leme perante a restante tripulação, verifica-se uma assombrosa discrepância, no tipo de abordagens de incentivo para a motivação dos respectivos subordinados. Scolari sabe da poda, mas Sócrates e seus ajudantes, em vez de se reciclarem, apostam sempre na mesma táctica: mobbing/achatar os beques, que consiste numa desvalorização pública dos diversos agentes, mesmo que as respectivas acções sejam positivas; realçando os aspectos negativos e minimizando os positivos; culpabilizando, à vez, cada classe, pelos males sociais diagnosticados.