Bayard Demaria Boiteux (1916 - 2004)

NA ESCOLA, TAL COMO NO MUNDO, TODOS SOMOS PROFESSORES E TODOS SOMOS ALUNOS.
(Faculdade Economia Porto)

terça-feira, junho 12, 2012

Afinal de contas Portugal ganhou à Alemanha...

Perdeu em Foot, mas talvez tenha ganho a simpatia da angela (!!!), apesar dela continuar a defender a redução das férias e o aumento da idade da reforma já para os portugueses e gregos (embora na Alemanha exista um período de transição de 17 anos, para a passagem dos 65 para os 67 anos de idade e a possibilidade de as férias serem superiores a 30 dias/ano).
A Merkel com os azeites escalfados poderia, via troika, obrigar os tugas a duplicarem o caderno de encargos das favas a pagar.
Relativamente aos vizinhos do lado e tendo Portugal por perto, Günter Grass critica a Alemanha pelo facto de transformar a Grécia, berço do pensamento europeu, estar sendo colocada na berlinda e condenada à pobreza, como devedora e classificada como sucata.
Passos Coelho não se importa que Portugal seja tratado da mesma maneira, e perder no foot é não zangar-se com a sua adorada Ossie, na medida em que, a sua insegurança psicológica é apenas sinónimo de deferência excessiva de salamaleques perante a chefe, principalmente quando afirmou no dia 10 de Junho,  que não vai solicitar a renegociação do plano de ajustamento português, nos mesmos termos de Espanha, porque o plano espanhol é para a banca e não para o Estado (!!!).
Marcelo faz uma interpretação interessante, quando afirma que à letra do discurso, Passos Coelho quis dizer  uma verdade e, segundo uma versão mais espiritual, também afirmou o seu contrário

Então as nossas dúvidas radicam-se no facto de a troika ter também disponibilizado uma dezena de milhares de milhões de euros, pagos por todos nós, para ajudar os bancos portugueses a recapitalizarem-se (?) e que segundo os banqueiros privados e os oficiais, os bancos passaram, com distinção, todos os testes de stress.
Onde estão as diferenças?
O Jovem Passos Coelho também estará a pensar reduzir o salário bruto do representante da Goldman em Portugal?

segunda-feira, junho 11, 2012

FENPROF entrega Providência Cautelar


Para a FENPROF como se previa, a intenção do MEC, com este despacho, era cortar ainda mais horas às escolas, atirando, contudo, para as suas direções, o ónus de tomarem muitas decisões de que resultarão desemprego e horários-zero
A direção de turma pode passar parcialmente para a componente não letiva, a referência para as horas letivas passa de 45 para 50 minutos, muitas escolas perdem adjuntos de direção, as horas de crédito, por norma, reduzir-se-ão, tanto mais que este processo vai desenrolar-se num quadro que será novo para muitas escolas, o da criação de mega-agrupamentos.
Justificando tal medida com o facto de a Lei 23/98, de 26 de maio, é clara nessa matéria quando, na alínea f) do seu artigo 6.º, identifica duração e horário de trabalho como matéria de negociação obrigatória.

domingo, junho 10, 2012

A ausência de legalidade para retirar os Subsídios...

Segundo o decreto-lei n.º496/80 de 20 de Outubro, no seu artº.17 diz que os subsídios de Natal (corresponde aos 30 dias/ano que não são directamente remunerados) e de Férias  são inalienáveis e impenhoráveis, ou seja, será que esta norma foi eliminada, por caducidade, por revogação ou repristinada?
Muita gente tem andado distraído...
Por isso, nem aos funcionários públicos no activo, nem aos aposentados é possível retirar esses suplementos.
Parece existir aqui uma possível ilegalidade, pelo menos, um vício de forma, e nesse sentido todos temos o direito de ser ressarcidos do valor patrimonial sonegado, mais os respectivos juros de mora.

Glória de Penates...

Com o fim do Instituto Gestão Tesouraria de Crédito Público (ex.: certificados de aforro), para poupar, quiçá poupanças mal poupadas, o Governo criou  uma empresa, novinha em folha, com um novo conselho de administração.
Segundo o Público, a nova entidade que não era de cariz financeiro, passa agora a ser na sua essência mais uma empresa financeira, apesar de as funções não terem sido alteradas.
É o país de corruptos que temos.

sexta-feira, junho 08, 2012

Serviço Nacional de Saúde: The Bookkeeper Macedo Melo

Notícias de espanto e quiçá de maldizer, porque desde 2008 que a dívida do SNS, segundo o Tribunal de Contas, tem vindo a crescer e o OGE já não comporta verbas para equilibrar as contas do Deve e do Haver.
Claro que tudo tem várias explicações que ninguém quer recordar:
Por exemplo, o Hospital Amadora Sintra era explorado pelo grupo Melo Saúde e a gestão danosa de sobrefacturava sucessivamente a duplicação de despesas/tratamentos, cirurgias, etc., e Sócrates pagava.
O Tribunal de Contas detetou a marosca e o Ministério da Saúde, para tapar a boca do povo, exigiu ser ressarcido pelos dinheiros pagos a mais e não renovou a gestão privada de um hospital público.
Mas, por obra e graça da santíssima de S. Bento, o Estado devolveu, por outra porta, ao grupo Melo o dinheiro supostamente resgatado e deu-lhe a gestão do novo Hospital de Braga.
Na altura o mentalista dos interesses dos Melos era um tal Macedo.
Hoje, o defensor do SNS (serviços mínimos), sem por em causa a herança Melo, é também, quem sabe a verdade, um suposto mano gémeo de outro Macedo que também se chama Macedo.
A dívida é uma realidade, não só por haver uma descapitalização dolosa do SNS, mas também porque os sucessivos Governos sempre pagaram a mais os contratos com os Privados.

Dizem que o SNS tem médicos em excesso e por outro lado subcontratam horas suplementares a uma empresa, cujos accionistas são, por pura coincidência, afetos à onda laranja...

Passos Coelho e Salazar

D. Januário Torgal, bispo das Forças Armadas, segundo notícias do Público, depois de ter prestado declarações à TSF, diz que Portugal não tem Governo neste momento, e vão certos senhores dar uma passeata um certo dia a fazer propaganda tipo União Nacional, de não saudosa memória, pelo país a dizer que somos os melhores do mundo e acrescentando que ao fim, ainda aparece um senhor que, pelos vistos, ocupa as funções de primeiro-ministro, dizendo obrigado à profunda resignação de um povo tão dócil e amestrado que merecia estar num jardim zoológico, rematando com o sentir da sua alma, quando afirma que apetecia-me dizer assim, vamos todos para a rua, não para fazer tumultos, vamos fazer democracia.

quinta-feira, junho 07, 2012

Como não controlar a crise em Portugal

Segundo um estudo internacional da Transparency International, em países como Portugal, onde não existe controlo da corrupção ou a implementação de medidas sancionatórios, a crise veio para ficar e sucessivos pedidos resgates passarão a ser de uso corrente.
Estamos a assistir a uma grave carência de falta de ética, transparência e responsabilidade por parte das entidades públicas, principalmente de natureza governamental, aliada a uma ineficácia, a uma negligência danosa e a uma aceitação natural das práticas de manutenção da economia paralela, quer através de práticas partidárias, quer na acção de políticas assentes em interesses corruptos, através da legalização de normas comportamentais confusas (veja-se o recente caso da Ongoing e do SIRP/SIED.).

Sair da crise, em Portugal, será de certeza absoluta quase uma impossibilidade, porque tal aspecto não convém aos partidos políticos do arco governamental.
Passos Coelho afirmou que já não estávamos nem dentro, nem à beira do abismo.
Na resposta:
Miguel Relvas vem dizer que será este o governo, se o deixarem governar, a retirar Portugal do abismo (parece que ainda estamos no abismo e nada disseram ao Primeiro-ministro?)

quarta-feira, junho 06, 2012

O Caos e o Abismo na educação

  O despacho normativo  n.º 13-A/2012 que define a organização do próximo ano letivo já foi retirado da página do DRE.
A polémica foi tanta que o MEC ficou com nervoso miudinho e mandou apagá-lo da net oficial; agora só os sindicatos é que têm o menino.
Anteriormente estava aqui, mas agora mudaram-lhe de endereço
A confusão, os erros e as contradições são inúmeras e qualquer apreciação não deve ser feita com ligeireza, porque senão instala-se o pânico desnecessariamente.

terça-feira, junho 05, 2012

Conversas Educativas...

Ontem, um secretário de estado cheio de subtilezas filosóficas, parecia um 33 rotações riscado, mostrou como, com este governo, os aldrabões devem ser vistos como vítimas inocentes e os agredidos como carrascos da má vida.
Parece que soube explicar o alcance do sucesso educativo com as agregações horizontais, embora aqui ninguém tenha compreendido o sentido.
O cúmulo da democracia foi quando transformou as maiorias aritméticas, desfavoráveis às agregações, em mirabolantes maiorias espirituais de concordância com as linhas transcendentes de cantormância governamental.
Diálogo permanente com todos, quiçá como nos bons tempos dos spas da PVDE, de forma a obter consensos forçados, através de ameaças ou de chantagens?
O SOS Professor sentado parecia um paxá extasiado à espera que alguma abelha lhos ferrasse...

segunda-feira, junho 04, 2012

Privatização dos Concursos

Nos despejos que se aproximam, a graduação profissional é o único fator que tem peso (retirando a classificação decorrentes de formações suplementares), pressupondo que tal medida será aplicada, igualmente nos concursos próximos.
Na verdade, durante anos o sector público andou a ser inundado de constantes pressões para aprofundar o conhecimento incremental, não só através de ações desenvolvidas pelos centros de formação oficiosos, mas igualmente por outras entidades, mais de natureza privada.
Muitos professores do ensino público, por inúmeras razões, muitas das vezes ultrapassando o exigível, frequentaram em Universidades e no INA, com o assumir de despesas do próprio, e tiraram cursos de especialização, mestrados e doutoramentos, em área da educação, em Portugal e/ou em Espanha.
Poucos professores do ensino privado entraram nesta onda e para promover, quem sabe, uma virtual harmonização nas condições de acesso ao concurso, o MEC decidiu abolir a formação suplementar, criando desigualdades e incentivando a inércia futura., mas atribuir um eventual coeficiente suplementar à pontuação da graduação profissional dos professores provenientes do setor privado.

sábado, junho 02, 2012

DREN: Certidões de óbito para outras Escolas de Braga

A Escola Secundária D. Maria II, a E. S. Maximinos (já integrada num agrupamento turbulento entre a atual liderança e a concorrência laranja) e a E. S. Sá de Miranda, também receberam ordens não escritas para limparem o sótão.
Todas estão a passar um momento inconstante já que sabem que irão comer o pão que o diabo amassou como o que ocorre na ESAS, não só porque estão contra as agregações em si, mas também não aceitam as trocas e baldrocas nos respetivos territórios educativos só para satisfazer as aspirações da ESCA, em termos de vaidade pelo nível de rankings, recebendo e selecionando os alunos potencialmente considerados como os que obterão melhores classificações, em termos de sucesso escolar, rejeitando os restantes para escolas periféricas.
Por outro lado, as lideranças de direção dessas escolas estão conotadas essencialmente com as rosas, por conseguinte sem poder de influência política adequada, pelo menos nos tempos actuais...
Na ESCA, a música tem outro ritmo, já que a liderança politicamente é bicéfala e com fortes capacidades de influência política sobre as estruturas partidárias do PS ou sobre as estruturas partidárias do PSD, conforme a batuta que vai desgovernando.
Por outro lado, o diretor do SOS Professor, como qualquer ser humano, ser social, parece não ser pessoa imune a influências hierárquicas tutelares de política partidária.
Ora, estes devaneios histórico-filosóficos, ainda que virtuais, devem ser encarados como escapes especulativos, porque qualquer semelhança com a realidade é da mais pura coincidência.
 
Em alternativa, quiçá o autor destas linhas é deveria ser internado em clínica de repouso, até que haja um aclaramento de todas as incidências esquizofrénicas que poluem os seus neurónios, principalmente quando vê e ouve a quadratura do círculo e o eixo do mal, com o aparelho de tv desligado (off).

quinta-feira, maio 31, 2012

ESAS: DREN passa Certidão de Óbito...?

A ESAS, enquanto escola de componente profissional comercial das antigas Escolas Comerciais e Industriais, na cidade de Braga, (nos últimos anos os grupos de Economia e Contabilidade chegaram a conter cerca de 3 dezenas de professores, e agora irão ficar apenas com 4 professores), com mais de 100 anos de existência, caminha a passos largos para a sua extinção, por ter, num determinado momento, falado mais alto contra o processo de agregação, cara a cara, olhos nos olhos, perante o diretor da DREN, que não gostou e que decidiu colocar cerca de metade do corpo docente em vias de ser despejada, talvez para o desemprego ou rescisões, porque o Ministro Nuno Crato afirmou que dos ex-quadros de escola nenhum passaria para a mobilidade especial, esquecendo que os outros professores, destacados e contratados, também souberam valorizar, num determinado momento, o Projeto Educativo de cada uma das escolas.
A ESAS perde cerca de 50 professores do ex-quadro, perde todos os tipos de destacamentos e perde todos os contratados...
Os Funcionários também sentem que a vez deles se aproxima... 

terça-feira, maio 29, 2012

Os Cursos Profissionais do Crato/Granjo, do IEFP da Troika

As escolas foram recauchutadas, tendo em conta, não só para melhorar as condições mínimas de desempenho de docentes e discentes, mas também redimensionadas em função dos currículos existentes.
Agora, verificamos o desperdício de dinheiro enterrado, porque em relação às Escolas de Braga, existe uma sanha de vingança pessoal do SOS Professor, contra as comunidades escolares que estiveram renitentes em aceitar de barato,as agregações, as quais iriam desvirtuar as identidades instituídas nos respectivos projectos educativos (só falta restaurar novos campos de concentração para os opositores políticos).
Os cursos profissionais vão beneficiar essencialmente as instituições de ensino privado, afectas ao PSD e em que muitas das quais não apresentam capacidade de resposta adequada.
Nuno Crato é o homem certo, no tacho liberal ideal, para destruir a escola pública e transformar os jovens de hoje em mediocridades anti-sociais do amanhã.












segunda-feira, maio 28, 2012

Ali-Bábá da EDP?

Tónio que Mexia, uma espécie de Ali Bába do Burkina-Faso, rendido aos processos de colectivização do grande salto em frente, descobriu que os portugueses andavam a ser enganados, não por causa dos 60% do valor da factura (rendas que pagam experiências empresariais), mas porque não existe pitról, por estas bandas.
Traumatizado pelos trambolhões, quiçá pacíficos, das incubadoras santanistas, resolveu, inspirado nas diversas formas assumidas pelo gaspar, filosofar sobre as grandes oportunidades de salutar cidadania que nos estão sendo oferecidas, quando só nos preocupamos com ninharias, como o desemprego, os ex-subsídios, o aumento de impostos, etc., etc.

Acrescentado que a liberalização das tarifas da energia, ao promover a concorrência, como actualmente acontece com os combustíveis, conduzirá a um benefício dos clientes da EDP (???).

Só que não disse que faladuras desta natureza estariam mais de acordo com a postura de um qualquer Padrinho da Mafia que preze a honra, porque os clientes estão a ser obrigados, pelo actual governo, a aderirem voluntariamente aos santos desígnios patrióticos dos chineses da EDP e do respectivo gasparzinho santanista.

domingo, maio 27, 2012

A justiça portuguesa está de parabéns!!!



 

  1. Desde a morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia…
  2. Ao desaparecimento da morte de Madeleine McCann
  3. Ao caso das vítimas culpadas e dos abusadores inocentes da Casa Pia
  4. E Operação Furacão
  5. Da compra dos submarinos
  6. Às escutas ao primeiro-ministro
  7. Dos casos da Universidade Independente com licenciaturas Ad-hoc em engenharia e em direito para solicitadores
  8. Ao caso da Universidade Moderna
  9. Do Futebol Clube do Porto do Apito Dourado Ao Sport Lisboa Benfica passando pela corrupção dos árbitros
  10.    À corrupção dos autarcas
  11. De Fátima Felgueiras
  12. A Isaltino Morais
  13.    Da BragaParques
  14. Ao grande empresário Bibi (SLB)
  15.    Das queixas tardias de Catalina Pestana
  16. Às de João Cravinho
  17. Do processo Costa Freire / Zeze Beleza, quem não se lembra?
  18.    O Sangue contaminado com HIV das transfusões realizadas aos Hemofílicos.
  19. Os Sobreiros e Azinheiras de Portucale e BES
  20. Do miúdo electrocutado no semáforo
  21. Do outro afogado num parque aquático
  22. Das crianças assassinadas na Madeira
  23. Do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico
  24.    Do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal
  25. A miúda desaparecida em Figueira
  26.    Todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?
  27. As famosas fotografias de Teresa Costa Macedo. Aquelas em que ela reconheceu imensa gente 'importante', jogadores de futebol, milionários, políticos.
  28. Os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran
  29.    Os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal.
  30. O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.
  31.   E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência
  32.    A Crise provocada pela Goldman que também era dirigida pelo vice presidente António Borges.
  33. A santa inocência de Duarte Lima
  34.   As relações entre Sócrates e Nuno Crato no Parque Tecnológico de Oeiras - Taguspark
  35.    Freeport dixit
  36. Da maçonaria secreta dos Relvas 
  37. Aos abonos ao Mexia

           

Pois é... a justiça portuguesa está de parabéns! Depois de anos e anos a batalhar eis que surgem os primeiros resultados.


 Prenderam um jovem de 17 anos que fez um download de música... grande malandro!!!!
 YEAAAAAAAAH!... VIVA!!!!
Primeiro português condenado à prisão por pirataria musical na Internet!
O individuo poderá passar entre 60 a 90 dias atrás das grades por ter feito o download e partilhado música ilegalmente com outros utilizadores!

Agora sim, sentimo-nos mais seguros!

Amélia ainda vive

Professora de português no meu antigo 4º ano do Liceu Nacional de Leiria continuará sempre presente.
Até um tempo, depois dos tempos...

sábado, maio 26, 2012

Carta Aberta ao Ministro Nuno Crato...



ESCOLA SECUNDÁRIA DE ALBERTO SAMPAIO – BRAGA

MANIFESTO

A ESAS comemora 40 anos de História. A festa começou em janeiro e visa lembrar e atualizar o que tem sido o seu projeto educativo.
Em jeito de memorandum, lembrem-se alguns aspetos do seu labor ao longo dos tempos, aqueles que constituem o seu agora, disposto a manifestar-se em qualquer altura. Quando é necessário.
A ESAS é um projeto integrado, aberto à comunidade, solidário e rigoroso na concretização da ação educativa e da cultura escolar. A ESAS tem efetivamente uma cultura, que se manifesta na livre circulação, na partilha de decisões, na discussão aberta e séria sobre a sua vida quotidiana. A ESAS autoavalia-se frequentemente.
A ESAS é um espaço livre, um lugar de debate e de crítica, uma dinâmica de relações que se tem pautado pela busca de uma vida pública e política democrática. A ESAS é uma sociedade crítica, um harmonioso tecido de diferenças, de apetências técnicas e artísticas.
A ESAS é um dos palcos do desporto escolar mais importantes do país; a ESAS honra e sublima a imprensa escolar com a publicação anual da revista Defacto; a ESAS também é uma escola de teatro que forma atores, faz espetáculos e passa o testemunho; a ESAS é o belíssimo Espaço Botânico Dr. Manuel de Oliveira Faria, com os seus inúmeros jardins e espécies; a ESAS é as Artes em festa e a pequena grande biblioteca Dr. Manuel Monteiro; a ESAS é os seus auditórios, frequentemente cheios de público que assiste a aulas, que vê cinema, concertos, debates, apresentação de livros, colóquios, reuniões; a ESAS é os seus laboratórios e aulas abertas, as candidaturas a projetos e as viagens científicas; a ESAS é as dezenas de viagens de estudo e de espetáculos; a ESAS é as saídas, as visitas e as associações de antigos alunos e professores que visitam a escola e desenvolvem ações culturais de relevo.
A ESAS é a sua gente, os seus alunos estrangeiros, a escola à noite dedicada ao ensino pós-laboral. A ESAS dedica-se a todos os alunos e também aos que se veem diminuídos nas suas possibilidades de desenvolvimento de atividades de aprendizagem por motivo de insuficiência auditiva, psicomotora ou outra. A ESAS promove o ensino bilingue de alunos surdos desde 1993 e foi pioneira nesta área, no distrito, criando o primeiro curso do ensino secundário. De então para cá, estes projetos consolidaram-se, constituindo uma das facetas mais relevantes desta comunidade educativa.
A ESAS é os seus trabalhadores da manutenção, da limpeza e da segurança, dos serviços administrativos, do bar, da biblioteca e do pavilhão, da portaria e de todos os blocos e espaços estratégicos.
A comunidade educativa da ESAS tem sido participante nos sucessivos trabalhos de reabilitação e melhoria das condições logísticas e arquitetónicas. A ESAS também se dedica ao design e à cenografia dos seus múltiplos espaços. A ESAS é uma escola que emergiu com o 25 de abril e que continua a fazê-lo.
A ESAS é uma escola de cidadania.
A ESAS foi objeto de sucessivas avaliações externas que, para além de garantirem a efetiva prestação de contas no que respeita à ação educativa desenvolvida, permitiram aferir das capacidades, condições e possibilidades da escola poder celebrar com a sociedade portuguesa, através do governo eleito, um contrato de autonomia. O resultado da avaliação é do conhecimento público e não poderia ser mais elogioso.
A ESAS é uma escola leal, desempoeirada e empreendedora e sente-se orgulhosa da sua matriz fortemente devedora de uma cultura popular.
A ESAS considera que tem convivido bem com o nascimento e exercício de poder nascido da pólis. O exercício do poder, na ESAS, tem respeitado sempre as boas regras democráticas da convivência. Quando assim não é, a ESAS manifesta-se.
A ESAS privilegia o ensino, a responsabilidade no comportamento diário, a busca do saber, a segurança e a dignidade advinda do comportamento ético.
A ESAS sempre participou nas iniciativas que contribuam para o desenvolvimento dos processos de monitorização do ensino e das aprendizagens. Dessa forma, realiza nomeadamente as provas intermédias nacionais que o GAVE disponibiliza. A ESAS constroi, também, as suas provas intermédias e realiza, há vários anos, aulas abertas de preparação para exame, abertas a toda a comunidade, a alunos de todas as escolas e a candidatos de todas as idades.
A ESAS mantém a sua Oficina de Latim, de Língua Portuguesa ou de Robótica, as suas festas e jantares, o Clube de Arqueologia ou de Fernando Pessoa; a ESAS lembra as línguas; os departamentos da ESAS realizam frequentes ações de formação e de animação. A ESAS sabe cantar e tem o seu grupo coral.
Até à data, a ESAS respondeu positivamente a todas as solicitações provenientes da comunidade, entendida esta no seu sentido mais vasto e plural. Sempre estivemos presentes nos momentos em que foi necessário representar a Educação, a Cidade e o País, em que foi necessário partilhar experiências, debater assuntos, propor soluções.
A ESAS está disponível para desafios maiores, para contributos maiores, sustentados na dimensão que integra, na identidade construída, na disponibilidade que evidencia para novos projetos e no necessário reconhecimento do que já alcançou.
Os profissionais desta escola estarão novamente disponíveis para partilhar, experimentar, aprender, desde que a essência do seu contributo seja preservada, desde que as condições instituídas, nomeadamente em matéria de dimensão, garantam a continuidade do investimento profissional realizado.
Discordando em absoluto da proposta de agrupamento ou agregação, a ESAS, contudo, estará sempre aberta a iniciativas que possam integrar diferentes parceiros, podendo participar em projetos que impliquem uma maior articulação entre diversas organizações educativas.
A agregação da ESAS significaria, porém, o fim de um contributo construído ao longo do tempo, com rigor, conhecimento, monitorização, empenho e com resultados formalmente reconhecidos. Constituiria, pois, um grave atentado à honra dos cidadãos e ao património da cidade de Braga.
A ESAS investiga as consequências que poderão advir da sua integração num agrupamento de escolas e afirma solenemente que não está interessada em ver desaparecer o ambiente educativo que todos ajudaram a criar ao longo dos tempos, até porque daí resultariam consequências muito negativas para a cidade e para o ensino.
Uma previsão moderada das consequências da concretização de um agrupamento, levam-nos a prever a centralização do poder e o seu afastamento da pólis através de processos de ocultação da humanidade dos decisores. Haverá um aumento drástico dos processos de burocratização da vida profissional e o sucessivo e paulatino desregulamento geral da comunicação entre partes, indivíduos, grupos, departamentos e direção.
A ESAS não se conforma, nem se conformará, com a eventualidade de ver destruído o seu património mais precioso, na consciência de que muito do seu saber, saber estar, saber ser escola hoje, não se importa nem se exporta, acontece no tempo, vive-se também porque se viveu, acontece na pele e na vontade de cada um, que depois se transformam em muitos, e não é garantido que renasça a cada tábua rasa infligida ao esforço despendido ao longo de anos.
A ESAS tem demonstrado sobejamente que sabe ser escola.
A ESAS é um caso único, um acontecimento, uma capacidade de reunião.
A ESAS não foi sempre assim, a sua identidade foi-se construindo à custa de confiança, cumplicidade e coincidência de vontades de toda a sua comunidade educativa. Assim, a construção da identidade da escola não é independente nem da qualidade nem da quantidade das suas gentes. O desenvolvimento do trabalho cooperativo e a integração de práticas sistemáticas de monitorização interna são processos que exigiram muito tempo quer ao nível da sua conceção, quer ao nível da sua necessária experimentação, correção, generalização, apropriação, avaliação e discussão sistemática.
A ESAS recusa-se a ser condenada à extinção por via da sua integração num agrupamento de escolas.
A ESAS pretende apenas continuar a ser a Escola Alberto Sampaio, num sério compromisso com a Educação, com o Futuro, com o País.

sexta-feira, maio 25, 2012

Os 30 Dinheiros do SOS Mega-agrupamentos de Braga...?

Como a ESCA é a favor da agregação de escolas e está no seu pleno direito, mas não à custa da eliminação da concorrência, porque senão, até poder-se-ia considerar legítimo o princípio do Espaço Vital Germânico para o Führer, a DREN resolveu iniciar um processo de extinção progressiva das restantes escolas, talvez até a um nível residual que justifiquem no futuro, decisões tomadas hoje (custos de obras de requalificação do parque escolar que irão para o fundo da sanita), através da proibição de abertura de novos cursos profissionais, excepto os autorizados pelo IEFP e quiçá depois da ESCA ter feito as respetivas escolhas, e por outro lado, centralizar na ESCA, como prémio da sua nova atitude, todos os cursos noturnos (nota de rodapé num powerpoint mostrado nas instalações da DREN, numa reunião dirigida a diretores), como se todos os alunos que os frequentarão residissem no casco urbano de Braga.
Se existe, ninguém conhece os suportes normativos que sustentam os procedimentos da função de coveiro da Escola Pública, por parte da DREN.

A dignidade e transparência com que o PSD/PP/CDS se apresentaram ao eleitorado virou corrupção, mafia e repressão da diferença com recurso à censura, ao suborno e ao abuso das forças policiais, numa situação de continuação do Governo de Sócrates, mas de pendor ainda mais negro.

Tudo se Vende e Tudo se Compra.

quinta-feira, maio 24, 2012

O Me(l)ga-agrupamento da Escola Secundária Carlos Amarante

 A ESCA é contra e a favor dos mega-agrupamentos, talvez..., e depende...

A ESCA, segundo noticias do Correio do Minho do dia 22 de Maio, estava de corpo e alma, de oposição solidária com todos os diretores das escolas de Braga, à formação de Mega-agrupamentos educativos.
No entanto, no dia 23 de Maio, noticiava o Diário do Minho, que a direção da ESCA até aceitava a agregação de escolas, desde que a EB2/3 Francisco Sanches (cerca de 50 metros de distância da Sede) fosse retirada do seu território educativo, por troca com a EB2/3 Lamaçães (cerca de 400 metros de distância da Sede).
O pragmatismo da Diretora Hortense não deriva do facto de ser contra as agregações em si, mas porque o território educativo delineado a obrigará, num primeiro momento, a aceitar a EB2/3 da Faixa de Gaza (TEIP) em sistema de parceria em 2012 e em 2013 numa de agregação efetiva, que lhe poderia complicar o ranking ou a paz social e educativa...
Pelo mesmo diapasão se expressaram 145 elementos da comunidade educativa supostamente representativos.
As Elites continuam a não aceitarem misturas com alunos problemáticos provenientes de famílias desestruturadas, com posições xenófobas próximas de uma tal de Le Pen...
A EB2/3 Francisco Sanches ficará, desta forma, associada como o patinho feio que nenhuma das escolas secundárias quererá.
A agregação das escolas e a consequente formação dos Mega, encontra-se actualmente num impasse, em Braga.

quarta-feira, maio 23, 2012

Poupança Educativa para o Crescimento Económico

Com os Mega poupa-se despesa primária no pessoal dirigente e nos professores, nos antigos e novos.
O paradoxo está no facto de ainda não nos termos apercebido da genialidade do Sr. Coelho de encontrar meios financeiros patrióticos para dinamizar a economia do armamento dos outros e nas potencialidades evidenciadas pelo futuro da Caça/Pesca e Sacholada lusa (cursos de formação profissional) aos gambozinos e paipos no Afeganistão a partir de 2013: 16 milhões de euros.

segunda-feira, maio 21, 2012

12 de Maio é quando o Mundo reconhecer...

Turista acidental e assíduo do IPO Porto reconheço que, para além das preocupações dos médicos, dos técnicos de acção médida e demais funcionários e da constante atenção presencial do corpo de voluntários, o corpo de enfermagem, principalmente do Hospital de Dia  é aquele que parece estar mais sensibilizado por cada um dos utentes, com uma preocupação sobre a evolução da doença ou da vida externa de cada um, um sorriso sincero do fundo da alma para aquele doente ou respectivo acompanhante mais reservado, um piropo de desanuviamento de pensamentos mais lúgubres que ocorrem frequentemente na mente de quem sofre de inúmeras maleitas, algumas delas em processo terminal, etc.
As enfermeiras(os) são talvez das únicas pessoas que abraçaram uma vocação generosamente, sem qualquer intuito pouco escrupuloso, e derivado desse contato permanente, as curas psicossomáticas em cada utente, como que acontecem com toda a naturalidade.
Nas sociedades atuais o que prevalece é a frieza e a indiferença, o meu interesse em detrimento do outro eu.

sábado, maio 19, 2012

Saúde em época de Saldos...

Dumping um conceito saxónico que se encontra muito voga, nos últimos tempos, principalmente no sector dos serviços.
  1. Primeiro foi a campanha do Pingo Doce e do Continente no leite espanhol.
  2. Depois, foi a promoção dos 50% de desconto do Pingo Doce e dos 75% do Continente em cartão. Aqui, as queixas vieram não da concorrência, mas das moralidades políticas: Evidentemente que a data do 1º de Maio foi uma provocação ideológica, porque se algum benemérito fizer uma distribuição alimentar, cozinhada só à base de carne, aos mais desfavorecidos, na Sexta-feira santa, a Igreja, a Jonet, etc., considerariam que seria uma blasfémia para a excomunhão.
  3. Finalmente e talvez mais grave é o que está a acontecer com os medicamentos, cujo preço final, talvez seja inferior ao custo das embalagens.
Aqui, o que está em causa, não tipifica uma situação anómala de simples concorrência, mas de enganar os doentes sobre os verdadeiros produtos (princípios ativos) que servem de base a esses medicamentos.
O Doente compra, por exemplo, um anti-inflamatório travestido de placebo, que pode transformar uma simples infeção numa situação mais grave, como uma Septicémia.
Nem Governo, nem as Ordens de Farmacêuticos e/ou dos Médicos, nem o Infarmed ou a Apifarma parecem estar sensibilizados para esta problemática.
Porquê?
Que interesses manobram os bastidores da saúde em Portugal?


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