Bayard Demaria Boiteux (1916 - 2004)

NA ESCOLA, TAL COMO NO MUNDO, TODOS SOMOS PROFESSORES E TODOS SOMOS ALUNOS.
(Faculdade Economia Porto)

segunda-feira, junho 29, 2009

A Cultura do Salamaleque Educativo

Segundo a nova filosofia, da vida escolar, os Directores, novos deuses tendem, já agora, a mostrar todo o respectivo potencial de Autoridade, ao identificar os professores bons e os professores maus, não em função das respectivas competências Científicas e Pedagógicas, mas por via de outros critérios, quiçá mais adequados ao sentido de responsabilidades a desenvolver, no âmbito das avaliações externas.
Bons Professores
:
1 - Pertencentes à Nomenklatura e que são peritos na arte dos salamaleques.
2 - Que aprovam todos os alunos, não interessando os meios utilizados (sucesso educativo).
3 - Que ficam indiferentes a actos de indisciplina e não aborrecem as Tutelas com a marcação de Faltas Disciplinares e o consequente levantar de processos de averiguações (mesmo que haja danos no mobiliário escolar ou na integridade física e moral de professores e funcionários).
4 - Os que nunca marcam faltas de presença (por vezes o imprevisto acontece e lixam-se...)
Maus Professores:
1 - Os que tentam incutir nos alunos algum sentido de responsabilidade no cumprimento do respeito pelo outro e na utilidade de aquisição do conhecimento.
2 - Os que resolvem tratar os desiguais e os iguais como iguais, premiando o empenho, a participação, a assiduidade, o comportamento e o esforço na obtenção de resultados positivos nas Fichas de Avaliação e premiando negativamente os que consideram as aulas uma chatice (foram obrigados pelos Pais ou recebem benefícios financeiros só pela frequência).
3 - Os que resolvem marcar Faltas Disciplinares ou Faltas de Presença (mesmo que os alunos entrem na sala de aula com cerca de 40 minutos de atraso).
4 - Os que fazem uma revisão permanente à actualização dos materiais escolares (livros e/ou cadernos diários).
5 - Etc.
É evidente que estas posturas vão diferenciar a distribuição dos horários lectivos nos futuros anos lectivos, nas avaliações de desempenho e na acessibilidade às informações junto do Poder.

sábado, junho 27, 2009

Os Perdidos... - Descubra as Diferenças

PS
Simplex:
1 -
Educação (Escola Pública gerida por privados e sob a designação de Reitores/Comissários Políticos); Carreira Docente, estilo Magalhães e à moda de MLR (Prémio Razzies da Educação), com produtividade estatística no Guiness Book.
2 - Serviço Nacional de Saúde (esvaziamento até ao dobre de Finados) para gente in, como já acontece no Hospital da Cruz Vermelha. Os Remediados podem muito bem desaparecer patrioticamente de forma ajudarem a equilibrar as contas públicas.
3 - Segurança Social com entrega dos sistemas de capitalização dos Fundos de Pensões a Iluminados Madoff (BPN e BCP) e depois cobrir os buracos com a CGD.
4 - Comunicação Social (Media; Blogues; Twiter, etc.) controlada pelo Poder, directa ou indirectamente (Golden Share ou Chantagem sobre concessão de licenças de exploração).
5 - Tribunal de Contas que só serve para levantamento de registos à posteriori e emitir sermões.
6 - Ambiente com a implementação de políticas de Reservas Naturais e emitindo excepções ao estilo de Projectos de Interesse Nacional ou Municipal: Legalizar as Dificuldades e vender as Facilidades.
PSD
Privatização:
1 - Educação (Escola Privada) ; Carreira Docente, estilo Magalhães laranja e à moda de David Justino (Prémio Razzies da Educação: vira o disco e toca a MLR ), com produtividade estatística no Guiness Book.

2 - Serviço Nacional de Saúde totalmente privado para toda a gente. Os Remediados podem muito bem desaparecer patrioticamente de forma ajudarem a equilibrar as contas públicas.

3 - Segurança Social com entrega dos sistemas de capitalização dos Fundos de Pensões a Iluminados Madoff (BPN e BCP) e depois cobrir os buracos com uma CGD privada.

4 - Comunicação Social (Media; Blogues; Twiter, etc.) controlada pelo Poder, directa ou indirectamente (Golden Share ou Chantagem sobre concessão de licenças de exploração).

5 - Tribunal de Contas que só serve para levantamento de registos à posteriori e emitir sermões.

6 - Ambiente com a implementação de políticas de Reservas Naturais e emitindo excepções ao estilo de Projectos de Interesse Nacional ou Municipal: Legalizar as Dificuldades e vender as Facilidades.

Na verdade, o PS limitou-se a plagiar as políticas que o PSD tinha intenção de implementar quando controlava o Poder e não conseguiu porque o PS estava na oposição e o PR era do PS. Agora se o PSD diz que vai fazer tudo diferente, não está a ser sério, na medida em que, irá prosseguir as mesmas políticas (as suas do antigamente), apenas com outras tonalidades.

Sócrates e Ferreira Leite apenas são diferentes no sexo, nas artes da dissimulação política e na distribuição de Tachos.

sexta-feira, junho 26, 2009

SPN - Eleições: Resultados Finais

Direcção Distrital

Aveiro: venceu Lista A = 278 ; S = 53
Braga: venceu Lista S = 381 ; A = 346
Bragança: venceu Lista S = 401
Porto: venceu Lista S = 852 ; A = 404
Viana do Castelo: venceu Lista S =261; A = 131

Vila Real: venceu Lista S =194

Mesa da Assembleia Geral

Lista A =1277

Lista S =2143

SPN venceu SPN

terça-feira, junho 23, 2009

Quem tem C... tem medo...

Há muitos a esta parte, a sede concelhia do PS de Braga fardou-se, pela primeira vez (em 15 anos), para as festas da noite de S. João; encontra-se toda engalanada, como manda o figurino: oferta de binho, sardinhas (Galegas?), pão caseiro, febras, etc. (tudo à discrição de todos os cidadãos).
As más-línguas falam na prestimosa oferta de um hipermercado do Grupo Gerónimo Martins...
O actual edil do PS deve andar inquieto; primeiro as Europeias, depois o abatimento prematuro do novo túnel ou a troca de bojardas de fogo entre feirantes e quem sabe, afirma que não há duas sem três ou quatro... (Legislativas? Autárquicas?).

domingo, junho 21, 2009

Implicitação ou Pressuposição do Discurso Normativo

Fazendo uma interpretação lata do novo DL que legaliza a investigação a toda e qualquer suspeita de cibercrime, sem controlo/tutela de um magistrado, o Governo está a tentar controlar, democraticamente a Blogosfera, o Twiter e outros centros de escárnio, de forma a evitar divulgação de informação anti-patriótica.
Se, por qualquer motivo, alguém do SIS deitar, inadvertidamente num dos ecopontos (defesa do ambiente) dados sobre actividades ou agentes e algum bloguista mais entusiasmado os divulgar, pumba..., está tramado, será apelidado de terrorista, amigo do Irão, primo dos Talibãs ou filho do Bin Laden: n anos de prisão psiquiátrica.
A divulgação de luvas/subornos/lavagens com sabão Rosa, sobre casos como o Freeport, Alqueva, Regadio da Cova da Beira, apito azul (vermelho ou verde) e outros negócios escuros passará a estar sob a alçada do Conselho dos Guardiões do Poder e do Ayatollah Sócrates.

sexta-feira, junho 19, 2009

Implicitação ou Pressuposição do Discurso Eleitoral

Em 2008, a anterior (e actual) Lista A à direcção das Áreas Sindicais no SPN somatório de votos das áreas sindicais venceu em Viana do Castelo e perdeu em Monção. Tendo em conta o facto de o somatório dos votos, nas áreas sindicais pertencentes agora ao distrito de Viana do Castelo tender a serem esburraçados sobre a Lista A, a direcção sede da área sindical pretendia abrir apenas uma mesa de voto, precisamente em Viana do Castelo (talvez o bloguista jfsantos nos possa elucidar tal curiosidade, na medida em que se mostrou tão preocupado, durante o processo eleitoral para a direcção do SPGL, pelo eventual número reduzido de locais de voto e como fazem parte de entouragens semelhantes...); mas a Direcção Central não foi na onda e ...

quinta-feira, junho 18, 2009

A Roubalheira...

Isto de leis, regras de carácter jurídico, é uma chatice dos diabos, principalmente se forem elaboradas com o propósito de facilitar a apresentação de listas/tendências à direcção dos Órgãos Distritais Sindicais no SPN (em 2008 eram necessários 150 apoiantes/lista/órgão/área sindical e a lista A conseguiu-as através da adesão maciça de sindicalizados, estilo Speedy Gonzalez; depois verificou-se que o número de votos foi inferior às expectativas tal como o facto de tais adesões se terem esfumado ao longo do ano...). Este ano, a Comissão Eleitoral estabeleceu que a constituição de listas à direcção de qualquer órgão ficaria dependente da recolha de apenas 75 assinaturas (um singelo pró-forma, para contentar os guardiões da democracia partidária).
Mesmo assim, com a convocação de novas eleições para a direcção dos respectivos órgãos distritais, a Lista A viu-se em apuros quer na constituição das listas, quer na recolha de 75 felizes simpatizantes, nos distritos de Bragança e de Vila Real e dentro dos prazos previstos.
As listas apareceram, com o número de pessoas exigidas (parece que algumas só souberam que faziam parte da lista quando viram os seus rostos estampados nos cartazes), mas o número de assinaturas ficou aquém das 75 e a lista A foi excluída nessas áreas distritais, como manda o figurino da Lei: dura lex, sed lex (até parece a publicidade a um qualquer preservativo).
Assim sendo, a Lista A, decidiu plagiar o discurso de um trauliteiro conhecido por Vital Moreira (porque será?), imitando o seu digníssimo slogan eleitoral: roubalheira.

quarta-feira, junho 17, 2009

O Farolim do Grupo Recreativo e Desportivo Football Club do Cortiço e as eleições no SPN

Se Jesus Cristo não se lembrasse de fazer aquelas coisas todas, talvez o Muro de Berlim não tivesse sido derrubado.
Às tantas os senhores do Templo que o condenaram à Crucificação eram ascendentes dos dirigentes do SPN que fizeram um grupo de berlindes com a sigla S e resolveram concorrer à direcção do SPN.
Quais as razões para a condenação de J.C.?
Políticas?
Sociais?
Religiosas?
Pessoais (talvez os olhares da Maria Madalena ou a defesa ambiental do Mar Morto ou ...)?
Se o FC do Cortiço se designasse por FCP ou SCP ou SLB e não se localizasse em Montalegre, talvez o suborno não passasse de uma troca de mimos por carências afectivas entre dois marmanjos penoseiros.
Alguns de nós, cá neste antro de maledicência, tinhamos uma impressão muito positiva das capacacidade pessoais e, enquanto dirigente sindical, de trabalho da Lília. Mas, agora este testemunho escrito, de fino recorte linguístico, com uma sublime espiritualidade sublimada, estilo emplastro Zé Cabra ou bacalhau do Quim Barreiros, deixou-nos atónitos e confusos. Será que estávamos enganados e não o sabíamos, quando decidimos apoiar Mário Nogueira para Secretário-geral da FENPROF?
Não acreditamos que fosse a Lília a escrever estes disparates. Pensamos que deve ser uma manobra de denegrir os valorosos elementos da Lista A, por parte de algum dos elementos da Lista B. Ou seja, é uma outra forma da Lista B ganhar as eleições, pondo em guerra mútua a Lista A contra a Lista S.
Segundo fontes mal informadas das Lista A e S, não existe qualquer Lista B; mas, com base em informações bem informadas da FENPROF, a Lista B é formada pela maioria de dirigentes da Lista A dissidentes de Putin (neste Burkina Faso tudo é possível...)

Defesa da Escola Pública

IMPORTANTE CONHECER, IMPRESCINDÍVEL PARTICIPAR!!
Um grupo de professores barcelenses, no âmbito de iniciativas do Movimento Escola Pública (MEP), informa que irá decorrer em Barcelos, no próximo sábado, dia 20 de Junho, pelas 21.30h, na Escola Secundaria Alcaides de Faria em Barcelos um debate subordinado ao tema: Escola Pública - Igualdade e Emancipação Para este debate foram convidadas e já confirmaram a presença, as seguintes oradoras:
ANA DRAGO - Deputada do Bloco de Esquerda na Assembleia da República;
CECÍLIA HONÓRIO - Co-Fundadora e Activista do Movimento Escola Pública;
JÚLIA VALE - Dirigente do Sindicato dos Professores do Norte e Membro do Secretariado da FENPROF.
Mais se informa que o debate é aberto a todos quantos queiram participar e todos têm uma palavra a dizer sobre esta temática. Professora(e)s, Encarregada(o)s de Educação, Aluna(o)s, Funcionária(o)s não docentes das escolas, cidadãs e cidadãos (cidadões) com a multiplicidade de pontos de análise que estes diferentes papeis de intervenção na educação representam, engrandecerão o debate e a reflexão colectiva será conseguida. Por isso mesmo apelamos à participação de todos.
Em nome da Comissão Organizadora, José Maria Cardoso

terça-feira, junho 16, 2009

Folclore do Gulag...

Tal como em relação ao SPGL, em que um elemento da lista da oposição (lista B) trocou os Princípios do Sindicalismo pelo tacho de St. Onofre, também um elemento da lista da oposição no SPN (lista A - Escola Secundária do Bairro da Aldeia dos Macacos) resolveu, quiçá penitenciar-se por eventuais pecados e prestar declarações, na Vara Mista do Tribunal Judicial de Braga, eventualmente com o estilo testemunha abonatória, sobre a bondade, a honestidade, a ética de um destacado militante do PS que palmou, enquanto PCE dessa Escola, umas dezenas de milecas de euros...
É evidente que são dois casos totalmente diferentes, mas mesmo assim, quando os elementos da lista opositora (A) falam em opressão relativamente a outros professores e tentativa de chapelada sobre a eleição do Secretário-geral da FENPROF por parte de dirigentes do SPN e outras invenções, e, agora, alguns dos seus elementos apresentam comportamentos não muito transparentes, dá que pensar.
Aqui, dos 3 elementos filiados no SPN (que apoiaram a eleição de Mário Nogueira), ninguém integra qualquer das listas, talvez por não terem o perfil adequado (estar sempre no contra... ou dizerem verdades incómodas?).
Será que os elementos apoiantes (já derrotados) da Lista B do SPGL e apoiantes da Lista A do SPN (perdedores das eleições?) e se mais tarde perderem a figura de Mário Nogueira, enquanto Secretário-geral da FENPROF, irão formar um novo movimento/frente sindical?

sábado, junho 13, 2009

Lista S - SPN - Solidariedades

SEMPRE entendemos o sindicalismo como um espaço, por excelência, de solidariedades. Por isso, entendemos que qualquer projecto sindical deve ramificar a partir deste tronco.

SOLIDARIEDADE ao nível interno, entre todos os elementos que compõem os seus órgãos directivos;

SOLIDARIEDADE para com todos os trabalhadores que abraçam esse projecto sindical;

SOLIDARIEDADE com todas as organizações sindicais de professores que perseguem os mesmos objectivos, designadamente no seio da FENPROF, a Federação que ajudámos a construir em 1983;

SOLIDARIEDADE para com outras organizações sindicais,que acreditem também em objectivos comuns, quaissejam os da emancipação e dignificação de todos os trabalhadores e do trabalho com direitos, de que, em Portugal, é expoente principal a CGTP-IN, que integramos activamente;

SOLIDARIEDADE com trabalhadores da educação (e não só) noutros países, com particular destaque para os representados na CPLP — Sindical de Educação e outros sindicatos filiados na Internacional de Educação;

SOLIDARIEDADE com o povo português na sua luta por uma vida melhor e por todos os povos do mundo que enfrentam a exploração e a exclusão provocada pela onda neoliberal que ainda fustiga os nossos dias.

A solidariedade a nível interno, começando pelos órgãos dirigentes do nosso Sindicato, assenta num princípio de respeito, e de valorização, das diversidades, das diferenças de opinião, que convoquem abertos e leais espaços de reflexão e discussão e que conduzam ao apuramento de opiniões maioritárias. Desconfiando SEMPRE de falsos unanimismos saberemos defender intransigentemente que cada opinião democraticamente trabalhada e encontrada deve ser seguida por todos, independentemente das suas próprias, e legítimas, posições de partida. Não se pode ser solidário sem respeitar os outros mas também não se pode ser solidário sem respeitar as decisões democráticas das maiorias.

E numa organização colectiva como a nossa, respeitar, em cada momento, as decisões da maioria, não significa abdicar das suas convicções, nem desistir de manter com os outros uma saudável tensão dialéctica em defesa das suas perspectivas e do que se considera o caminho mais justo, mas implica ser solidário nas decisões que as maiorias tomam no momento em que têm de ser tomadas.

Esta atitude, que nos distingue com clareza doutros grupos, existentes no interior do SPN, é uma límpida marca identitária do nosso projecto sindical, que saberemos preservar no futuro, colocando uma sólida cultura democrática ao serviço de todos os nossos posicionamentos, individuais e colectivos, assumindo, SEMPRE, a nossa co-responsabilização nas boas, como nas menos boas, decisões.

Só saberemos ser solidários com todos os professores que abraçam este projecto sindical se, antes de tudo, os conhecermos bem. Conhecer os seus problemas, os seus anseios, os seus próprios projectos, as suas necessidades, para os podermos efectivamente apoiar e integrar com naturalidade neste projecto sindical. Isso exige uma permanente inserção na vida das escolas, uma eficaz organização dos núcleos sindicais de base, com particular destaque para a eleição de delegados sindicais activos e capazes de estabelecer uma salutar relação entre as Direcções Sindicais e os núcleos de associados espalhados por toda a região.

Solidariedade também, e principalmente, inter-pares, rechaçando todas as medidas que visam dividir os professores

A nossa lista saberá fomentar climas de escola em que os professores cimentem a sua unidade, se preocupem uns com os outros, reafirmem a sua identidade profissional, se batam pela sua autonomia e encontrem nas relações de solidariedade o melhor lastro para o reforço da sua coesão profissional.

A solidariedade com outras organizações sindicais começa, ainda que aí não se esgote, no seio da FENPROF, a nossa Federação. Como sempre, olhamos os sindicatos que a compõem como sindicatos amigos, próximos e identificados com objectivos comuns. Respeitando sempre as diferenças idiossincráticas entre todos, as opiniões colectivas que deles emanem a cada momento, sabendo trabalhar para a construção de amplos e sólidos consensos, batendo-nos sempre para que prevaleçam as opiniões maioritárias sustentadas em decisões democraticamente tomadas, e procurando com o nosso empenhamento dar um contributo decisivo para as acções conjuntas e para o reforço da acção da nossa Federação.

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quarta-feira, junho 10, 2009

SPN Sempre

Um ano após o decorrer de um processo eleitoral assaz estimulante e depois do actual Governo ter aparentemente introduzido o sistema simplex na nova Lei Sindical, o SPN vai entrar em novo processo eleitoral, cujo ponto alto se consubstancia em 22 de Junho.

Anteriormente o SPN estava inserido por áreas sindicais que a nova Lei não reconhece se não corresponderem a áreas sindicais distritais.

Ao longo dos últimos 30 anos, os sucessivos Governos foram apadrinhando o aparecimento de movimentos sindicais de acordo com as suas conveniências políticas. Este Governo tem vindo a enfrentar, através da chamada Plataforma Sindical, a viabilidade da aparente impossibilidade de oposição às actuais políticas educacionais. Não satisfeito, resolve alterar sucessivas vezes a Lei Sindical, de forma a quebrar toda a oposição. Não o conseguindo, tenta condicionar a acção dos sindicatos, nomeadamente ao equiparar, à mínima unidade infinitesimal, a dimensão de um sindicato com 10 000 membros a outro que tenha 20 000 ou 100 000. Aliás, até pode dar-se o caso de um pequeno sindicato, com apenas 500 membros ter direito a mais dirigentes sindicais, a tempo integral, que outro sindicato com 15 000 filiados. Em Portugal o inexplicável é perfeitamente viável, sem ter que recorrer a formas de vida alígenas ou seja, os paradoxos sociais e políticos servem de sustentação a todo o tipo de disparates da natureza governativa.

Aqui no burgo, os três da vida airada, estamos na onda da lista S que concorre às direcções sindicais distritais apesar de termos opções políticas diferenciadas. É por estes motivos que estamos unidos contra a partidirização das estratégias sócio-sindicais, ao contrário da essência genético da outra lista.

terça-feira, junho 09, 2009

Disfunção Eréctil dos Princípios Fabianos dos Partidos da Nação

O P.R. vetou a Lei de corrupção para o financiamento partidário e quiçá do patriótico branqueamento de capitais.
Agora todos os Partidos Políticos concordam com o veto sobre uma Lei aprovada anteriormente por unanimidade, estilo Flic-Flac à retaguarda.
Todos culpam os outros pelos malefícios de uma Lei abjecta. Ninguém tem culpa…
Os Inteligentes da Pátria, parece que precisam de frequentar uma qualquer acção de formação, talvez num Centro de Novas Oportunidades, sobre como encher o bandulho da ética na criação de Paraísos Fiscais Pessoais Internos e Patrióticos.
Perante os resultados eleitorais verificados e face às expectativas de obtenção de ganhos suplementares nos actos eleitorais subsequentes, Todos os Partidos Políticos, numa de defesa de valores de moralidade mórbida, advogam o disparate da pobreza franciscana da Assembleia da República do Burkina-Faso.

segunda-feira, junho 08, 2009

Os Perdidos...

PS algo fragilizado perdeu cerca de 600 000 votos face ás Europeias de 2004 e 1,6 milhões de votos relativamente às legislativas de 2005.

PSD vitorioso também perdeu cerca de 135 000 votos face às Europeias de 2004 e 400 000 votos face às legislativas de 2005.
Esta vitória de Pirro, por parte do PSD, por uma diferença esmagadora de apenas 200 000 votos perante o PS pode tornar-se, sem o Rangel, num afundanço pior que o Titanic, nas legislativas de 2009.

Não houve transferências de voto do PS para o PSD, mas para o BE, a CDU, para a Abstenção e para o novo Partido Político designado de Voto em Branco.
O PS segurou o eleitorado flutuante do Centro que tem sido a base eleitoral das vitórias do PSD.
O único Partido que parece querer consolidar a base eleitoral, em termos de ganhos, é o PCP, enquanto que o crescimento do BE parece ser mais conjuntural, de protesto por parte de um eleitorado basicamente identificado com o PS.
Uma coisa é certa, a persistente contestação dos Professores, dos enfermeiros e de alguns dos sectores agrícolas e das pescas, provocou tremeliques eleitorais ao PS.

domingo, junho 07, 2009

O Princípio da Multiplicação...

Existem 9,9 milhões de Portugueses e destes 9,6 têm o direito de voto, segundo a Revista Visão. é uma situação extraordinária, na medida em que só cerca de 380 000 pessoas têm idade inferior a 18 anos; no entanto, o número de alunos registados na escolaridade obrigatória atinge os cerca de 900 000.
Mais uma Paradoxo matemático a entrar para a Teoria dos Números Grandes (?).
Será que os mortos também passaram a ter direito de voto?

sábado, junho 06, 2009

O Voto é a Arma da Dignidade

Se és Professor consciente na defesa de uma Escola Pública inclusiva e defendes rigor nas aprendizagens e rigor nas respectivas avaliações.
Se defendes a dignidade de ser professor, presumo que o Masoquismo não seja a tua paixão.
Não deves votar PS.
Votar PS é amar:

Mas também não te deves esquecer das semelhanças entre a Ministra da Educação Manuela Ferreira Leite e a Ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues.
Quem é o Original e quem é o Clone?

L'anniversaire du Débarquement

D-Day - 65th anniversary
(Claude Joseph Rouget de Lisle, 1792
)
Allons enfants de la Patrie
Le jour de gloire est arrivé
Contre nous de la tyrannie
...........................................
Que tes ennemis expirant
Voient ton triomphe et notre gloire!
Ontem em França, Amanhã em Portugal

Os Candidatos Fantasmas e os Candidatos Indecisos

Os Falsos Chefes de Fila às eleições para o Parlamento Europeu

Vital Moreira - PS
Paulo Rangel - PSD
Nuno Melo - PP/CDS
Os Candidatos Indecisos
Elisa Ferreira também é candidata à Câmara Municipal do Porto pelo PS
Ana Gomes também é candidata à Câmara Municipal de Sintra pelo PS

sexta-feira, junho 05, 2009

Madame de Pompadour la Marquise de l'éducation

Os Centros de Formação receberam ordens expressas da Ministra, sob pena de os respectivos directores serem sancionados, de telefonarem, até dia 8 de Junho, a todos os professores e intimá-los a aceitarem ou não, naquele mesmo instante, a frequência de determinada acção de formação: Sim ou Sopas.
Em Braga, alguém atendeu, no dia 2 de Junho, uma dessas chamadas e gerou-se logo ali um equivoco engraçado, na medida em que, o destinatário não era o detentor desse telemóvel, porque quem atendeu foi o larápio, de outro métier, que, na sua santa inocência foi-se desculpando de que devia haver qualquer engano e que ele não tinha essa indigna profissão; palavra puxa palavra e o tom cada vez mais azedo, porque o Centro acreditava que o dito professor se estava a desculpar para fugir em assumir uma oportunidade, estilo euromilhões.
A chamada teve um fim algo caricato e emocionalmente motivadora, quando o falso destinatário mandou a Ministra para o raio que... Remédio Santo.
Passaram-se, seguramente cerca de uns bons 10 minutos e o preço total não terá sido inferior a 50 centimos. Se o Centro tiver que contactar cerca de 1 000 professores e houver outros enganos, estaremos a calcular o custo total de 600 euros. Se mandassem essa proposta por Email, o custo ficaria por zero euros.
Em Braga existem 2 Centros Públicos de Formação de Professores e em Portugal algumas dezenas. Quais serão os custos?
Para este tipo de situações Ad-hoc existe dinheiro, mas para outras mais prementes existe uma crise...
Estou a ver a cara de muitos professores sem saberem o que responder, na medida em que, parece que o Centro, pelo que vai constando no millieu, não terá informado nem sobre os conteúdos, nem sobre os respectivos horários.
O ladrão, foi contando a história, pelos cafés onde ia emborcando uns pirolitos e terá afirmado que com receio de estar a ser vigiado pela bófia, deitou o maldito telemóvel ao rio Este (Paz à sua alma no seu eterno descanso).

quinta-feira, junho 04, 2009

As Roubalheiras dos Amigos...

Inocentes e ingénuos adolescentes do PSD vendem ao Citi Group as dívidas da Segurança Social e outras . Onde estão os arguidos?
BPN por inocentes e ingénuos adolescentes do PSD e com a cumplicidade activa dos meninos do PS 900 000 000 euros depositados pelo fundo de pensões da Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações, por parte do Governo PS). Só existe um arguido?
BPP por inocentes e ingénuos adolescentes do PS, um dos quais fã do Zé e trabalhador por conta da Ministra. Não existem arguidos?
2009 um prestigiado militante do PS, arguido por incontinência manual nas contas públicas na Escola Secundária do Bairro da Aldeia dos Macacos, na cidade de Braga está a ser julgado, digo, está a assistir a um branqueamento das suas traquinices através de todo um conjunto de figuras públicas (das áreas do PCP, do PS e do PSD) que, mais do que no abonar pelas suas virtudes, estão a elevá-lo a um patamar de santidade superior ao da Santa Madre Teresa de Calcutá. Iremos ter um novo processo de canonização?
Por estranho que pareça o Ministério Público ter-se-á esquecido de arrolar testemunhas de defesa da causa pública...
Este cozinhado à moda do Minho pode ser perspectivado como Grelhado para os contribuites portugueses, como cozido à la carte do Xuxalismo Tuga ou como estufado aromatizado pelos Abelhas.
Em Portugal não existem roubalheiras, é apenas uma força de expressão como diz o compadre Rangel do PS.

terça-feira, junho 02, 2009

A Santa de Bangalore na 5 de Outubro

A escolaridade obrigatória até ao 12º, com todas as respectivas consequências nefastas, já é uma triste realidade, principalmente ao nível dos Cursos Profissionais.
Saber ou não saber, assumirem comportamentos indecorosos ou mesmo de cariz ou de natureza ilícita como danificarem material escolar (construção civil conseguiram inutilizar uma Bigorna e desmantelar um Torno, etc.), é sempre desculpável (familias destruturadas; € do POHP que têm de ser justificados pela produtividade de alunos insanos; etc.) e não é motivo para retenção.
Mesmo que o professor tenha intenção de os não aprovar, num ou mais módulos, esses alunos não podem ser prejudicados.
Apesar da Lei prever que os Conselhos de Turma têm toda a legitimidade para alterar as respectivas classificações, a Direcção da Escola desaconselha esta solução administrativa, na medida em que retira credibilidade à classificação do Aluno e à avaliação externa da Escola.
Os Directores/reitores/comissários políticos não podem aceitar que as classificações desses alunos, vítimas das infâmias de professores anti-patrióticos, possam denegrir a Imagem da Escola perante a Comunidade.

domingo, maio 31, 2009

Os 1 600...

Na manifestação de Lisboa apenas estavam 1 600 professores (o Zézinho tinha razão) os restantes 55 000 deviam ser apenas adereços, figurantes dos shows, turistas distraídos, membros do SIS, VIPs do (des)Governo, moinas, membros das brigadas clandestinas da PSP, etc.
Ora, estes 1 600 já tinham entrado na grandiosa concentração/manifestação do PS em Coimbra/Solum e foram logo contratados para novo take, a manif. Alfacinha.
Sobre a manipulação dos professores o Zé também tem razão, de Braga, um dirigente do PS, do distrito de Braga, quiçá residente em Vila Velha (má-língua da oposição), acompanhou (infiltração clandestina) enquanto Docente Titular, os professores que integraram a marcha promovida pelo SPN.
Já agora, o Zé primeiro-ministro que discursa contra a manipulação será o mesmo Zé que bota faladura nos comícios do Vital?
Se sim, então, pela lógica dos princípios do Sudoku, o Zé enquanto PM tenta manipular os adereços que frequentam os comícios do Zé do PS.
O engraçado disto é que, ontem os professores tiveram que pagar a ida a Lisboa e o Partido do Zé paga almoços, jantares e outras benesses para que apareçam os adereços.

quinta-feira, maio 28, 2009

Federação Nacional dos Professores

FENPROF exige condições de trabalho e respeito pela lei na aplicação e correcção das provas de aferição.
Como a FENPROF tem afirmado e os professores reconhecem, as provas de aferição, embora em outro formato, são um instrumento de avaliação do sistema educativo.
A realização destas provas de aferição, nos últimos anos, tem gerado um conjunto de perturbações nas escolas, tanto a nível organizacional, como profissional, no que diz respeito ao acréscimo de responsabilidade e de trabalho.
O horário de trabalho é acrescido tanto aos professores "aplicadores" como "classificadores", com particular incidência nos que leccionam no período da tarde e que, nesse dia, desenvolvem mais de 8 horas de actividade.
Muitos docentes são deslocados das suas escolas, para aquelas em que se realizam as provas, sem qualquer pagamento de deslocações que têm de ser por si suportadas.
Constata-se, ainda, que, em muitas escolas, não existem condições físicas, nem recursos humanos, para o desenvolvimento, em simultâneo, das várias actividades escolares.
Perante tais factos, a FENPROF lançou hoje um abaixo-assinado junto dos professores em que se exige que:
1 - Seja considerado o tempo de realização das provas aferidas como tempo lectivo, para alunos e professores.
2 - Nas escolas em regime de horário duplo e em todas as que não reúnam condições para garantir as actividades aos seus alunos, nestes dias, em condições de tranquilidade e segurança, todos os que não estão envolvidos nas provas de aferição deverão ser dispensados de aulas.
3 - Em nenhum caso, os horários dos professores ultrapassem o número de horas lectivas semanais legalmente estabelecido.
4 - No cumprimento do estipulado na lei, sejam garantidas as ajudas de custo aos docentes que tenham de se deslocar.
5 - Aos docentes correctores de provas sejam deduzidas as horas de trabalho na sua componente não lectiva de estabelecimento ou, na impossibilidade, sejam pagas as horas extraordinárias despendidas na formação e correcção das provas.
Simultaneamente, a FENPROF divulgou uma minuta de reclamação que os docentes poderão utilizar para requerer, caso de torne necessário, o pagamento de horas extraordinárias, nos termos do disposto no artigo 83.º do Estatuto da Carreira Docente.
Abaixo-assinado e minuta de reclamação poderão ser obtidos nas escolas, junto dos delegados sindicais, nas sedes dos Sindicatos da FENPROF ou on-line.
O Secretariado Nacional da FENPROF 27/05/2009

quarta-feira, maio 27, 2009

Os Movimentos Sociais (dos Professores) – 1

Nos últimos tempos temos vindo a assistir, na blogosfera, a um pequeno confronto, entre membros de direções sindicais englobados numa Plataforma Sindical e outros integrados em movimentos autónomos, com filosofias e identidades razoavelmente definidas, como MUP, APEDE, PROMOVA, etc.
Uma espécie de Feira de Vaidades?
No fundo, todos precisam de todos, de forma a evitar-se uma cristalização das respetivas inércias.
Na realidade, todas estas problemáticas, que se vão desenrolando, em vários cenários, podem-se consubstanciar em todo um conjunto de situações ambivalentes assentes nos princípios inerentes às mudanças sociais que os mais variados contendores vão promovendo, em função dos respetivos interesses, uns mais legítimos que outros.
No entanto, penso que a classe dos professores tem-se revelado muito conservadora na defesa dos respetivos interesses, ao longo dos últimos 100 anos.
Durante a 1.ª República revelaram-se como um dos esteios de sustentação do regime, a tal ponto que o Estado Novo sentiu esse temor e decidiu criar um interlúdio nos prazos de formação, durante a década de 30, ao fechar Escolas do Magistério Primário, ao criar, na década seguinte, a figura das regentes escolares e ao enfatizar a política educativa no lema de que saber ler pouco, contar e escrevinhar o nome.
Mesmo o processo da efetivação dos professores, ao nível do ensino liceal (classes médias/altas) e dos ensinos comercial e industrial (restante população), era cheio de escolhos de forma a criar a ideia da sacralização desta profissão perante a obediência/submissão ao regime (admiração à pessoa de Salazar e apenas uma ligeira crítica: salários baixos).
Durante a 3.ª República, os novos professores aderem com entusiasmo ao processo de alfabetização do MFA e ao processo SAAL. Depois, vão-se acomodando à situação e aderem às preocupações da classe política, tornando-se cúmplices, com a formação de inúmeras formações sindicais (dividir para reinar…).
Esta posição só desaparece cerca de alguns meses após a entrada de um novo Estatuto da Carreira Docente, principalmente com o concurso para professor Titular e com o processo de avaliação de desempenho, através da pressão de grupos autónomos de professores a partir dos quais os sindicatos acordam para uma nova realidade sobre a qual se encontravam alheados e que os levam a querem liderar todo o movimento de contestação, com medo de serem criticados pelos Tais Movimentos.
Estes, por sua vez, têm visto o seu poder de influenciar as diversas movimentações reduzido e tornarem-se mais conservadores, tendo em conta outras realidades e outra lucidez.
Os Professores encontram-se hoje outra vez um bocado alheados face a uma nova manifestação em Lisboa e só acordarão quando o processo de Mobilidade lhes fazer sentir que os Contratos por tempo Indeterminado vieram para ficar (submissão humilhante à Figura Paternal do Director) e algumas dessas lágrimas se transformarem em sangue, com reformas antecipadas ou demissões, etc.
O Masoquismo desta classe parece ser endémico, em termos de pandemia do comodismo e sem antibióticos adequados.
A falta de vontade de contestação dos sindicatos está, na maior parte das vezes, ligada ao controlo/subordinação dos Sindicatos e/ou dos Movimentos Sociais às estratégias de algumas das formações partidárias. Veja-se o que se passou recentemente durante o processo eleitoral do SPGL.

segunda-feira, maio 25, 2009

Omaha Beach...Ou o canto do cisne?

Em escolas, onde a adesão (70% a 82%) de não entrega de Objectivos Individuais foi elevada, verifica-se uma reduzida capacidade de mobilização (cerca de 12 - 20%) para a marcha da indignação, no dia 30 de Maio, em Lisboa.
Porquê?
Medo?
Cansaço?
Desilusão?
Esperança (vã) que o aprochegar de eleições traga outra postura por parte do Partido do Governo ou do Centrão?
Ou que possam vir a obter, enquanto cidadãos deste ou daquele Partido, benefícios de outra ordem?
Na realidade, muitas são as desculpas para adiar uma resposta directa e objectiva à questão óbvia: Vais à Manifestação?
As respostas são as mais díspares e inconsequentes:
1). Vou de automóvel com outros amigos.
2). Tenho um almoço de família muito importante.
3). Estou a tomar conta de familiar doente.
4). Estou a corrigir Fichas de Avaliação.
5). Temos de pagar a viagem e os sindicalizados pagam menos e é injusto... (alguns gastam mais, por semana, no totoloto e no euromilhões)
6). É capaz de chover ou de nevar...
7). Tenho de mudar as fraldas (quiçá dum crianço de 18 anos?)...
8). Necessito deste Fim-de-semana para me preparar psicologicamente para o processo de exames nacionais...
9). A Al-Qaeda é capaz de aparecer...
10) ........................................................
Alguns deles já frequentam os jantares-comícios do bloco central e por isso a Onda deles já é outra.
Mas, na verdade, eles fingem não saber ou não lhes convem sentir que a situação pode ficar ainda mais preta se os Partidos do Bloco Central (individual ou em coligação) ganharem as eleições.
Esta marcha, neste dia específico, véspera de um acto eleitoral, deveria ser histórico, em termos de pressão sobre os desvios na orientação de voto e de fazer compreender de que um Governo (minoritário em termos de voto, mas maioritário no Parlamento - existe uma distorção na distribuição de mandatos face ao número de votos) não pode implementar políticas contra os eleitores, estilo Botas de Santa Comba. Todos os Eleitores, na sua Personalidade Individual, têm de ser respeitados, dentro do quadro legal da CRP.
Depois não chorem, nem se virem contra os Sindicatos ou os Outros Movimentos Sociais por não terem sabido evitar o alvitramento da falta de ética do Poder sobre a classe dos Professores.
Não se esqueçam que as novas formas de enquadramento legal de vínculos tende a facilitar as reformas antecipadas (Processo de Mobilidade) com as devidas sanções ou na pior das hipóteses a respectiva demissão (Processo Disciplinar). Os professores não pertencem aos Corpos Especiais do Estado.
Todos os cinco elementos deste Colectivo (3 pertencem ao SPN e 2 ao SPRC) vão estar em Lisboa no dia 30 de Maio.

sábado, maio 23, 2009

Assim se vê a Força do PS...

PSOE - Valência - Cerca de 28 000 pessoas.
PS - Coimbra (tem mais encanto na hora da despedida...) - num recinto com capacidade de 2000 pessoas, o PS ainda conseguiu juntar cerca de 1 600.
É Obra...
Pelos vistos o PCP trouxe cerca de 60 000 a Lisboa.
O PS também anda em crise e que crise, de valores, de ética, de cultura, de identidade, de autoridade, de militância, etc.

sexta-feira, maio 22, 2009

Detesto ir a Lisboa...
Mas dia 30..vou lá pela 4ª vez a manifs de profs...
Fui à dos 30.000...à dos 100.000 à dos 140.000 e volto outra vez à dos ....quantos mil seremos?????...não sei, só sei que pelo exemplo da minha escola seremos menos...
...das duas ultimas vezes uma camioneta não chegou para nós...desta vez...sobra...ainda deve dar para levar de boleia os super dragões que queiram ir de véspera acampar em Lisboa para depois verem a final da Taça...e se passarmos por Paços...também podemos levar alguns...
É pena que depois destes anos de luta sem eleições pelo meio mas com conquistas significativas...possamos "morrer na praia" agora com tão pouco que se pede...+ uma ida a Lisboa...
Os que formos, vamos mostrar ao PS e aos outros partidos que possam vir a formar governo, se têm ou não de se continuar a preocupar connosco...e querem a minha opinião sincera.... acho que não...acho que não vão ter de se preocupar mais connosco...
...ainda vão levar comigo e alguns outros desta vez, mas depois...se calhar também me (nos) vou (vamos) cansar, e dedicarmo-nos a outras coisas....
Se calhar em vez de ir a Lisboa de camioneta...vou passar a preparar outras idas a Santiago...ao menos limpo os pecados...e venho mais bem disposto...cheio de bolhas...mas feliz...
Abreijos...o texto acima é da minha responsabilidade e por ele respondo...o abaixo recebi e reenvio
CMangas Sócrates é perigoso, sempre teve desprezo pela cultura e saber, e por aqueles que sabem mais do que ele, como os professores. Sempre detestou o estudo e os seus professores, e nutre por eles um ódio de estimação. Está consciente que a perda da maioria absoluta se deve em grande parte, para além das falcatruas em que sempre esteve metido, à luta justa que os professores travaram nestes últimos quatro anos, e que nunca irá esquecer...
Se ganhar as legislativas, não tenhamos dúvida que irá partir a espinha a todos os professores não deixando um vivo para contar a história do seu infortúnio. A todos os que não entregaram os OI mandará instaurar um processo disciplinar, à semelhança do que a ministra da educação sugeriu que os Presidentes dos Conselhos Executivos fizessem. Só que no próximo ano já não são os PCE que estão à frente das Escolas, mas os novos directores que caso não cumpram as sugestões da tutela, são corridos como aconteceu no Agrupamento de S. Onofre, em Fafe, em Tavira, ao colega Charrua, …
Não se esqueçam que estes directores foram escolhidos por um conselho geral transitório que termina funções e que os próximos directores serão escolhidos dentro do aparelho do partido. A vida dos professores tornou-se num calvário, o ambiente nas Escolas está irrespirável, a desmotivação e total, os professores têm medo de falar, com o receio de ser perseguidos, sentem que a insegurança paira a cada esquina. O trabalho aumentou abruptamente, sem que se reflicta no sucesso dos alunos, a autoridade do professor foi abolida, sendo agredidos pelos alunos e encarregados de educação.
Se o sócrates ganhar as próximas eleições com os directores coadjuvados pelos inspectores as Escolas tornar-se-ão uma arena inquisitória, onde os indesejáveis por razões partidárias, pessoas ou outras alheias à vida da Escola, serão expurgados do ensino.
Colega se gostas de ser professor, se defendes uma Escola Pública de qualidade, sem política, onde alunos e professores convivam em fraternidade, não deixes de participar na próxima manifestação independentemente de teres entregue os OI, porque se os entregastes foi contra a tua vontade e tens mais uma razão para manifestar a tua indignação. Esta será a tua última oportunidade para lutares por uma Escola democrática e justa, não te acomodes se não queres ver a tua vida transformada num Inferno. Quem foi capaz de correr com tantos milhares de colegas que deram uma vida à Escola, não se ensaia muito para mandar para a rua outros tantos, a legislação já foi publicada, agora só é necessário pôr os caciques a funcionar.
Se pensas que a reforma acabou, desengana-te, a procissão ainda vai no adro e se o PS voltar a ganhar… vais ver o que ainda te vai cair em cima …
Nas eleições Europeias não fiques em casa, aproveita para passares o primeiro cartão vermelho ao arrogante do Sócrates. Se ele ganhar ainda te vai esfolar até às legislativas.
Pára um bocadinho para pensar e vê no que se tornou o teu local de trabalho… e os alunos sempre a saber menos… Luta, não baixes os braços, dos fracos não reza a história. O Tipo não olha a meios para conseguir os fins. Se Sócrates tivesse um centésimo da dignidade e carácter de um professor, depois de tudo o que se descobriu a seu respeito já tinha desaparecido do planeta, mas ele é safado não tem um pingo de vergonha na cara, é um trapaceiro profissional.
Colega, faz do 30 de Maio um marco pela luta da preservação da democracia em Portugal.

quinta-feira, maio 21, 2009

Quem não for a Lisboa, sempre pode tentar emagrecer uns kg no pneu e na celulite neural, noutras bandas, como em Montalegre, ou pode complementar os dois eventos.
Cá no burgo, os professores vão a Lisboa no dia 30 e depois rumam para norte, enquanto que o traidor do Afonso vai do barrocal aos níscaros das carrilheiras, sem passar pela cidade das alfaces.

quarta-feira, maio 20, 2009

A santa da santíssima santidade da palavra...

Numa aula de Sociologia do 11º ano, em Novembro de 2008, num dos inúmeros cursos profissionais de Secretariado, uma aluna, com um ar condicionado bastante avantajado, estilo Ministra, atira uma inoportuna questão ao professor:
Professor qual a diferença entre uma vagina e uma vulva? O professor que estava a escrever no quadro, vira-se e responde que não sabe.
O Professor informa o Conselho de Turma e o resultado é nulo, com o argumento de que é uma aluna carenciada afectivamente, em termos familiares. Nada se passou. Se o Professor tem a infelicidade de responder de outra forma estava tramado...
A referida aluna, ao longo do ano lectivo anterior e do presente assumiu sempre comportamentos provocatórios similares, só em relação a Professores, porque nas aulas das Professoras é a santa da santíssima santidade.

terça-feira, maio 19, 2009

Coincidências...

A 10, saída para Benavente, junto das portagens do Sorraia, pode ser legítima, mas por puro acaso, não é que os armazéns da MATIFER estão mesmo ali à mão de entradas e de saídas? Ferreira do Amaral e Jorge Coelho agradecem de alma e coração...

segunda-feira, maio 18, 2009

Patologia da Corrupção

PP; PSD; PS; PCP e VERDES; BE.
Parabéns por esta lição de Honra na defesa dos altos valores da mãe pátria da corrupção...
Todos decidiram ganhar dinheiro à custa das reformas milionárias dos 500€(?). Eles são os corruptos bons, porque os outros são os maus. Se no Centro e na Direita o Direito Consuetudinário da corrupção é já uma herança cultural, não se entende que CDU e BE, defensores de novas práticas éticas comunguem das mesmas trapalhadas.
Porque não dar a cada Partido Político, seja ele qual for, 1€ por cada voto obtido nas urnas?
Assim, principalmente em tempos de crise, esta delapidação dos dinheiros públicos mais os € dos Amigos (quiçá lavagem de dinheiro) só envergonha todos os portugueses que um dia acreditaram nesta Partidocracia Criminosa de Mierda.
Presidente do CDS - Paulo Portas: condenado por Crimes de Corrupção contra a Humanidade?
Presidente do PSD - Manuela Ferreira Leite: condenada por Crimes de Corrupção contra a Humanidade?
Secretário Geral do PS - José Sócrates: condenado por Crimes de Corrupção contra a Humanidade?
Secretário Geral do PCP/CDU - Jerónimo de Sousa: condenado por Crimes de Corrupção contra a Humanidade?
Presidente da Mesa da Assembleia Geral do BE - Francisco Louçã: condenado por Crimes de Corrupção contra a Humanidade?
Abstenção.
ou
Voto em Branco
ou
Voto nos Pequenos mas Grandes.

quinta-feira, maio 14, 2009

Deuses - Quid iuris?

Uma testemunha encontra-se dentro do Gabinete de trabalho de um imberbe magistrado cível, na cidade de Braga, nos idos anos noventa. Espera, espera, pelo respectivo interrogatório, de pé e ao fim de uns 70 minutos, cansado, encosta-se a uma das paredes. Maldita hora que o fez, o Juiz, do alto da sua toga neurótica, interrompeu os trabalhos de despacho com o escrivão e desata aos berros a mandar, nuns destemperados impropérios, um sermão sobre a falta de educação, perante um muy nobre e respeitado magistrado.
Muitas das vezes também não compreendemos as sentenças sobre determinado tipo de arguidos: perigosos e violentos assaltantes são devolvidos à liberdade com medidas de coacção ligeiras (apresentação periódica às autoridades, como se nos entretanto fizessem greve de assaltos), enquanto que outros, como um qualquer pé descalço que tentou furtar um suminho no Lidl é enviado para prisão preventiva. Já agora no BPN só uma única personagem é suspeita de ter praticado todas as falcatruas e cadê os outros?
E, no BPP, ninguém é culpado? Pois claro, um fã da Ministra e um incansável e destemido trabalhador da educação como o Rendeiro, que até escrevinhou uns rabisco, num livro de sucesso, não pode ser considerado como o Madox Tuga e ter o mesmo destino.

domingo, maio 10, 2009

Violência Doméstica (com tentáculos ao mundo laboral) – 5

Uma das vertentes menos conhecidas, dentro desta problemática, situa-se numa determinada classe social, de nível económico algo abastado mas de nível cultural e educacional baixo, localizada em regiões específicas (não queremos negar que em outras regiões isso possa acontecer, mas são situações isoladas e não endémicas) e detentores de empresas de trabalho intensivo (Cova da Beira: Lanifícios; Distrito de Aveiro: Calçado; Vale do Ave: Vestuário e Calçado). Quando o País entra em períodos de crise, determinados comportamentos assumem um caráter ainda mais sórdido. Estes Patrões, normalmente ex operários especializados conseguiram obter fundos necessários à abertura de pequenos centros de produção, que foram ou não prosperando. A Violência Doméstica é socialmente aceite, dentro destas famílias, na medida em que existem benefícios compensatórios, de diversa ordem. Ao lado do Gabinete de trabalho, existe um arrumo com um mínimo de condições de sobrevivência, estilo retiro espiritual, para o remanso do Patrão com a Dulcineia eleita, normalmente trabalhadora simples (de nível de execução, ao contrário do que é propalado sobre Secretárias ou Técnicas Superiores). Mas é aqui, que este aspeto assume o seu lado mais sórdido, quando o Patrão, numa de grande benevolência, aceita contratar familiares colaterais do sexo feminino e se aproveita da fragilidade de dependência já que Ela é uma pessoa que constitui, normalmente o único sustentáculo financeiro da família.
Ela perante o Medo, de ser despedida e o Medo de eventual conflito conjugal (Famílias desestruturadas) aceita tal submissão humilhante em silêncio.
Por outro lado, em casa do Patrão, a violência assume contornos diversificados e bem definidos, nomeadamente quando o cônjuge sofre na pele a ação de violência física e é obrigada a assumir a Despersonalização da sua pessoa, deixando de usar publicamente o seu nome e substituindo-o pelos nomes (apelidos) do marido. Como compensação desta solidão familiar social, é proporcionado à respectiva cara metade, o direito de aderir ao processo de adoção (embora, na maior parte das vezes, não reunindo as condições legais mínimas exigidas), sem ficar em lista de espera. O seu Influente marido e Patrão, desembolsa umas milecas e todos os procedimentos processuais, como que se evaporam e se não existem crianças com as características adequadas, a comissão de proteção de menores procurá-las-á junto de famílias de menores recursos, com rendimentos de reinserção social ou potencialmente promotoras de situações de risco.
Não foi por acaso que situações destas foram denunciadas por um célebre magistrado do Tribunal de Família de Braga, com declarações polémicas e que puseram em polvorosa algumas das mais respeitáveis famílias da Região. É evidente que o Juiz foi chamado à pedra e transferido de posto.

quinta-feira, maio 07, 2009

AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO:

NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL

- ÚLTIMA HORA –

AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO:

M.E. CONDENADO TENTA, ABUSIVAMENTE, CONCLUIR

O QUE NÃO PODE

O Ministério da Educação, abusivamente, procura retirar da providência cautelar decretada pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra, cuja sentença o condena, conclusões que não pode.

De facto, o objectivo da providência cautelar requerida pelo SPRC/FENPROF era apenas um e foi alcançado: impedir o ME de continuar a enviar orientações para as escolas que criavam situações de desigualdade entre docentes, o que configurava uma inconstitucionalidade! Tudo o que, para além disto, seja retirado de apreciações manifestadas pelo juiz é abusivo, especulativo e não tem qualquer aplicação, porquanto não integra a parte decisória do acórdão que determina, e apenas isso, “que o requerido Ministério da Educação se abstenha de prosseguir no [seu] comportamento” que induzia os órgãos de gestão das escolas a incorrerem em actos geradores de situações de desigualdade entre docentes.

Se os docentes que não entregaram a sua proposta de objectivos individuais de avaliação podem ou não ser avaliados é de outro processo, sendo que são centenas os recursos a tribunal que estão prestes a ser interpostos, os primeiros já amanhã, na região centro, sob patrocínio dos Sindicatos de Professores. A par disso, há ainda que aguardar pelo resultado do pedido de fiscalização sucessiva e abstracta da constitucionalidade do modelo simplificado de avaliação, apresentado pela Assembleia da República ao Tribunal Constitucional, que poderá fazer cair todo o processo de avaliação em curso este ano.

Para a FENPROF, todos os professores, independentemente de terem ou não apresentado proposta de objectivos individuais (um direito que podem ou não exercer) terão de ser avaliados, caso o processo em curso não venha a ser suspenso. Uma posição que, para a FENPROF, se reforça com a decisão do TAFC de suspender as orientações do ME – sendo esta a única decisão constante da sentença que condena o Ministério da Educação –, pelas quais este fazia depender a efectivação da avaliação de uma abstracta “situação concreta da escola” a ter em conta pelos órgãos de gestão.

Se o ME tem outro entendimento, então a FENPROF desafia os seus responsáveis a assumirem oficialmente e não em comunicado a sua posição. Cá estaremos para, finalmente, avançarmos judicialmente contra quem, de facto, merece: o Ministério da Educação e não os Presidentes dos Conselhos Executivos, para quem aquele tinha sacudido responsabilidades neste processo.

O Secretariado Nacional

quarta-feira, maio 06, 2009

Violência Doméstica – 4

Na verdade, o acto de libertação das vítimas (enquanto mulheres), perante os agressores, pode ficar ferido se elas não souberem libertar-se de si mesmas, dos valores interiorizados e do conhecimento comportamental dos agressores. Na realidade, Elas tornam-se, normalmente mulheres mais sombrias:

Medo do que o seu companheiro possa fazer se abandonar a relação; Preocupação com os possíveis efeitos nas crianças e com possíveis reacções de familiares e amigos; Medo de solidão;

Relutância em deixar que detalhes sórdidos da sua vida privada sejam julgados na praça pública. Mas, por outro lado temos de perspetivar o problema dos maridos chateados: não são agressores e são acusados de o serem.

Se uma companheira abusa física ou psicologicamente de um homem, ou o acusa de ser violento, para com ela, mesmo que tal seja falso (usando auto-mutilação ou a ajuda de terceiras pessoas), ele não sabe como retaliar e, normalmente, o Homem sofre de problemas físicos e psicológicos; de ansiedade, de depressão e problemas psicossomáticos, vivendo em constante estado de stress. Situações destas não são tão incomuns como se pensa, embora a nossa vivência algo rural, possa menosprezá-las ou desvalorizá-las.

Em países como os USA, o roubo de Identidade por parte do cônjuge é ainda uma das formas mais dramáticas e populares.

Em termos de conclusão, comungamos da opinião de Eduardo Cortesão, quando afirma que O homem actual está a viver uma crise de identificação masculina, com medo das mulheres e das disfunções sexuais secundárias. A violência é uma forma de ele descarregar a libido: bate em vez de amar; em vez da luta amorosa, a luta física. Os maus tratos que inflige às mulheres com quem vive, fenómeno entre nós medonho, não passa de um álibi (inconsciente) com que disfarça a sua falta de desejo por elas. Os jovens, por exemplo, rebentam coisas, carros, motos, pessoas, porque não podem rebentar hímenes. (Fernando Dacosta – 2008: 137. Os Mal Amados. 4ª Edição. Editora Casa das Letras. Lisboa, Portugal).

segunda-feira, maio 04, 2009

A Sagrada Inocência dos Ovos do ME do Burkina Faso

(só o nome do interveniente é falso, porque os factos são reais e obscenos).
Em meados do 2º período escolar, um tal de Cabo de Moimenta, (admirador confesso da Madame...), quiçá da família do bruxo de nozelos, apresentou-se junto do local de relaxe de um jornalista, politólogo, pedagogo, comentador de notícias de Ouagadugu, etc., como dirigente de um importante sindicato de professores do burgo e identificando-se através de um cartão muito mal amanhado (O Jornalista topou logo haver ali tramóia da grossa). Primeiro, evidenciando uma cara de pesar, em estilo de vendedor da banha da cobra, foi-se lamentando sobre a triste sina da profissão de professor humilhado pela Tutela e pelo estado caótico da educação. Depois, tentou insinuar para a necessidade de fazer ouvir as respectivas lamentações, parece que não junto do Muro, mas perante o grande público nacional e patriótico de uma forma mais mediatizada. Finalmente, como que fez uma abordagem mais directa ao sugerir ao dito jornalista que, da próxima vez que fosse convidado, alegasse impossibilidade de estar presente e indicasse o tal Cabo, como seu substituto, já que seria, nesse caso, devidamente recompensado. Claro que o dito jornalista o mandou dar uma volta até àquela parte à mistura de umas amargas broas do sahara... Na verdade, o de Soutosa do Cabo de Moimenta, não queria comentar, mas apenas transformar um jornalista indiferente à causa dos professores, em opositor raivoso (por via da suposta tentativa de suborno). De facto e a partir daí, o tal Jornalista tornou-se de simpatias pela luta dos professores e de outras corporações profissionais.
Virou-se o feitiço contra o aprendiz de bruxo.
Ora situações destas parecem semelhantes, pelo menos nos intuitos de tirar dividendos políticos, como a do banho do Bital, algures na Mongólia da Europa do Atlântico do Meio.

domingo, maio 03, 2009

Sócrates, o regresso do Filho Pródigo...

Todo o PS soube logo que os agressores eram todos do PCP. Ora, naquele local estavam várias pessoas, sem identificação partidária à vista, quiçá desde o PS ao PCP e ao BE e pessoas sem filiação partidária. Como é que o PS soube as respectivas filiações? O único identificado, por alguns dos circunstantes, era do PS e de Portalegre que se esgueirou quando a confusão se generalizou.
Cabe ao PS indagar as respectivas estruturas partidárias de Portalegre e descobrir o malandreco...
Se a manifestação era de uma Central de Sindicatos como podemos associá-la só aos membros do PCP? E as outras pessoas não são gente? Falta de Educação; pois, pois, e ainda dizem que a educação anda por caminhos transviados.
Se os Gauleiters Políticos Governamentais têm determinado tipo de comportamentos e encenam outros mais escabrosos sobre o Bital, o que é que esperam se aparecer uma pandemia de ovos ou de águas residuais? O exemplo deve vir de cima...
Na verdade, a CGTP falhou, porque devia ter previsto estes acontecimentos e oferecer une chemise ou um detergente apropriado a situações de emergência. Discurso do Papão era no tempo do Botas de Santa Comba. Será que Sócrates se quer considerar como seu herdeiro pródigo?

sábado, maio 02, 2009

Violência Doméstica – 3

Na violência doméstica estão sempre presentes duas condições básicas: Relações de Proximidade e/ou Relações Familiares. E as formas de violência podem ser de diversa ordem e de grau diferenciado (Físicas: como dar cabeçadas, socos no peito, empurrões pelas escadas, apertar o pescoço; socos e pontapés; Tentativas de homicídio…; Violação Sexual sobre cônjuge ou outros familiares, como a pedofilia ou o Incesto; Psicológicas: como gritos histéricos, ameaças com instrumentos passíveis de serem usados como armas, perseguição na rua, partir a mobília, atirar comida para o chão, praticar o sequestro, a humilhação, a difamação …; Diversas outras formas onde se pode incluir a Violência/Chantagem de cariz Económica e afirmação de Poder, em que valores, tradições, costumes, hábitos e crenças estão intimamente ligados à desigualdade sexual e que podem assumir díspares comportamentos, como o bater por bater, esconder frustrações profissionais (por exemplo: no desemprego do Homem, a mulher tem tendência a exercer uma violência psicológica, estilo mobbing, originando uma réplica de violência física); alcoolismo e/ou drogas e/ou medicamentos (Ansiolíticos, Tranquilizantes Hipnóticos, Antidepressivos; Internet…) ou potenciar o abandono dos ascendentes ou de descendentes doentes. Em certa medida, em Portugal, também parece haver mulheres obrigadas a usar Burka: a cobrirem o corpo, cada vez que saem. Medo de saírem, como que estando na clandestinidade, escondidas em casas (privadas de solidariedade social) cuja morada permanece secreta (mesmo na desenvolvida Noruega o Estado controla 34 casas de refúgio, enquanto que em Portugal esse número é igual a zero), disfarçando a identidade, enquanto outras não conseguiram ainda encontrar lugar seguro onde se ocultarem e sofrem, todos os dias, em silêncio, o terror de uma agressão. A violência doméstica é uma questão de cidadania, dos que vivem à margem da democracia, para quem o 25 de Abril nunca chegou. As consequências adversas da violência familiar não estão confinadas à vítima do abuso; o próprio agressor pode sofrer as consequências do seu comportamento. Na maioria dos casos, as mulheres que acabam por assassinar os maridos, fazem-no em resposta a um ataque imediato ou ameaça de ataque. A violência doméstica é, também, prejudicial para familiares e outras pessoas que tentam intervir, pois podem, do mesmo modo, ser agredidas. Até as crianças que assistem a actos de violência sofrem de distúrbios comportamentais e possuem menor capacidade de socialização do que as outras.

sexta-feira, maio 01, 2009

A Degola dos Bórgias!!!!

Vital, numa de pleno uso da democracia, candidato fracassado às eleições europeias, com valores de sondagens algo deprimentes, decidiu, contra toda a lógica, participar na manifestação da CGTP, em vez de o fazer na da UGT (Dissonância Política face ao querido e amado líder?).
O Risco de haver confusões era enorme e parece ter sido o que aconteceu, ao ser supostamente agredido. Aliás as imagens mostraram os momentos críticos e os jornalistas tentaram focalizar o sangue, travestido de água, de forma a venderem os factos, bem ao estilo Hearst quando originou o deflagrar da guerra entre Espanha e USA, pela posse de Cuba.
Bem, apesar das agressões que ficaram registadas, os repórteres não tentaram identificar as origens dessa situação anómala.
Vital como o José têm apostado na figura da vitimização para ganharem eleições.
O primeiro agressor de Vital (os outros foram na onda...), não pertencendo a qualquer sindicato da CGTP, é militante do PS em Portalegre:
Vital Vítima de Agressão???
O Cinismo e a Ironia maligna dos Bórgias foi recuperado pelo PS. Até quando?
A Secção de Propaganda e Segurança do PS cumpriu, na perfeição, toda a estratégia delineada.